Os Dias Passam

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"96 Dias de Gratidão"

Senhor, obrigada por mais esse livramento, estou me sentindo assim, amparada pelos teus braços. A verdade é única e justa.

Que Deus seja sempre louvado. E que tua obra perpetue em cima de mim, me livrai dos enganosos, me livrai dos mentirosos, me livrai senhor assim, como sempre faz. Me trazendo a verdade a cada dia.

Fase difícil, tem dias que a gente se senti na obrigação de acordar, quando você esta doente e lutando para ser forte, encarando que a pessoa que você imaginava que nunca iria te machucar... É a unica que arranca seu coração sem dó. Sem medo, sem pena! Por cuidar dela mesmo. - Não, eu não vejo como um erro, fique em paz, eu vejo como um ato cruel de não olhar para traz. Mas para a alegria do futuro, o mundo da voltas e eu desejo à você algo bem diferente do que desejou pra mim, eu desejo sua felicidade.

Tem dias que eu acordo com tanta fome, que só de pensar na comida, perco a vontade de comer.

Com o passar dos dias me sinto escalando o mundo, o sangue ferve em minha veia. E todo o sentimento se transforma em garra, luta, fé e força.

... a Fé
acima de tudo é ação;
é trabalho duro; é diligência
em busca por melhores dias...
É vivê-la em si; reafirmá-la em si;
a ponto de, oferecer-se ao
outro sem nada
em troca!

A dádiva de se arrumar todos os dias reside no poderoso ato de cultivar a autoestima e honrar a si mesma.

É feliz deveras
quem sabe
resguardar-se
para dias futuros. ⁠

A PERMANÊNCIA DO CONVITE MORAL. DE ONTEM AOS DIAS ATUAIS.
A frase "vai e não peques mais" atravessou séculos sem perder a sua força interior. Ontem, quando foi pronunciada diante de uma mulher humilhada pela condenação pública, ela representava uma ruptura moral com a cultura da punição imediata e do julgamento implacável. Hoje, permanece como uma das mais profundas orientações éticas já dirigidas à consciência humana.
No cenário antigo, a multidão estava pronta para apedrejar. A lei, interpretada de maneira rígida, exigia punição. A sociedade daquela época estava acostumada a julgar rapidamente e a condenar sem introspecção. A intervenção de Jesus interrompeu esse automatismo moral. Ele deslocou o centro do julgamento para o interior de cada indivíduo. Antes de acusar o outro, cada um deveria olhar para si mesmo.
Esse deslocamento moral inaugurou uma nova forma de compreender o erro humano. O erro deixou de ser apenas motivo de castigo externo e passou a ser compreendido como oportunidade de despertar da consciência.
Ontem, aquela mulher recebeu a liberdade de continuar vivendo. Mas essa liberdade não era uma absolvição inconsequente. Era uma responsabilidade nova diante da própria existência. Ao dizer "vai", Jesus devolve à criatura o direito de caminhar. Ao acrescentar "não peques mais" ele recorda que toda liberdade exige vigilância moral.
Se observamos a sociedade atual, percebemos que a mesma dinâmica continua presente. A humanidade progrediu em ciência, tecnologia e organização social. Contudo, no campo moral, muitos comportamentos ainda repetem o espírito da antiga multidão. Julga-se com rapidez. Condena-se com severidade. Pouco se examina a própria consciência.
Nas redes sociais, nos debates públicos e até nas relações pessoais, frequentemente repete-se o impulso de acusar, expor e punir. A diferença é que as pedras de ontem transformaram-se em palavras, ataques morais e condenações coletivas. O mecanismo psicológico, porém, permanece semelhante.
Nesse contexto, a frase evangélica continua extraordinariamente atual. Ela recorda que o erro humano deve ser tratado com lucidez e responsabilidade ,não com crueldade moral.
Do ponto de vista psicológic...

"Há dias em que o amanhã repousa tão perto do coração que já se pode ouvi lo-respirar."

" Recorda-te com sobriedade e firmeza. Já atravessaste dias que julgavas impossíveis. Já suportaste dores que acreditavas insuportáveis. Já venceste batalhas que ninguém viu, mas que definiram quem te tornaste. Não te subestimes diante do caminho que ainda se impõe. Há em ti uma força comprovada pela própria experiência. E é sobre essa verdade silenciosa que se constrói toda grandeza futura. "

NOS DIAS ATUAIS - PALESTRANTES OU EXPOSITOR?
O CONSOLADOR QUE ESCLARECE E LIBERTA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

O Espiritismo, compreendido em sua inteireza doutrinária, não se limita a consolar pelo sentimento, mas eleva-se como o Consolador por excelência porque esclarece. Eis o ponto axial que não pode ser negligenciado. Aquilo que não esclarece não consolida consolo verdadeiro. Pode, quando muito, produzir alívio transitório, semelhante a uma emoção fugaz que se dissipa ante o primeiro embate da dor real. O consolo legítimo nasce da compreensão. Somente quando a inteligência assimila a lei divina, o sofrimento encontra sentido, e o espírito encontra serenidade.
Sob essa perspectiva progressiva, impõe-se o dever de divulgar os princípios espíritas com lucidez e responsabilidade. Não basta repetir conceitos ou ornamentar discursos com passagens edificantes. É necessário esclarecer. E esse esclarecimento deve operar-se simultaneamente em dois planos. Primeiro, no íntimo daquele que expõe, pois ninguém transmite aquilo que não elaborou em si mesmo. Segundo, na assembleia que ouve, por meio de uma linguagem acessível, coerente e aberta ao diálogo.
É precisamente nesse ponto que se estabelece a distinção essencial entre palestra e exposição.
A chamada palestra, em seu modelo mais comum, tende a cristalizar-se como um monólogo. Nela, o expositor fala, os ouvintes escutam, e o fluxo do pensamento encerra-se na unilateralidade. Esse formato, quando não cuidadosamente conduzido, pode degenerar em repetição, personalismo ou apego a narrativas da vida cotidiana que pouco acrescentam ao edifício doutrinário. O resultado, não raras vezes, é um ambiente onde espíritas falam para espíritas, sem renovação, sem questionamento, e, por conseguinte, sem progresso real. Torna-se, assim, massante e, em certos casos, revela insegurança diante da possibilidade de indagações mais profundas.
A exposição doutrinária, ao contrário, apresenta-se como método mais consentâneo com a natureza do Espiritismo. Ela não se limita a transmitir conteúdo, mas convida à reflexão. Ao abrir espaço para perguntas, estabelece-se um intercâmbio vivo, onde o pensamento circula, aprofunda-se e se depura. Nesse processo, dois efeitos de grande valor emergem.
Primeiro, o expositor é compelido a estudar com maior rigor. Sabendo que será interpelado, prepara-se não apenas para falar, mas para dialogar. Antes mesmo de oferecer aos ouvintes os frutos de sua semeadura, ele próprio já se beneficiou deles, pois o estudo sério transforma aquele que o realiza.
Segundo, os ouvintes deixam de ser receptores passivos e tornam-se participantes ativos do processo de aprendizado. A dúvida, quando respeitada e bem conduzida, é instrumento de iluminação. Perguntar não é sinal de ignorância, mas de busca. E onde há busca sincera, há progresso.
Essa dinâmica harmoniza-se com a própria essência da fé raciocinada, que não impõe, mas propõe. Não exige submissão cega, mas convida à compreensão. Não se satisfaz com respostas prontas, mas estimula o espírito a pensar, discernir e crescer.
Isso não significa abolir toda forma de palestra. Há tempo para cada expressão, para cada método e para cada necessidade. Existem ocasiões em que a palavra contínua, bem estruturada, cumpre função edificante, especialmente em momentos de sensibilização inicial ou em públicos ainda não familiarizados com a doutrina. Contudo, quando se trata do aprofundamento e da vivência espírita em núcleos já constituídos, a exposição dialogada revela-se de maior valia.
Nos Centros Espíritas, onde a finalidade não é apenas consolar, mas educar o espírito, a primazia deve inclinar-se à exposição. É ela que melhor concretiza o ideal do Consolador prometido, pois esclarece enquanto consola e consola porque esclarece. É ela que evita a estagnação e promove o dinamismo do pensamento. É ela que transforma reuniões em verdadeiras escolas da alma.
Monopolizar a palavra ou restringir-se a experiências pessoais pode, inadvertidamente, empobrecer o conteúdo e afastar o propósito maior da doutrina. O Espiritismo não se edifica sobre impressões individuais, mas sobre princípios universais, submetidos ao crivo da razão e da concordância.
Assim, divulgar o Espiritismo é mais do que falar sobre ele. É permitir que ele se cumpra em nós, enquanto o apresentamos com fidelidade e abertura. É semear ideias que germinem no terreno da consciência. É sustentar um ambiente onde o pensamento não seja reprimido, mas orientado.
O Consolador prometido não veio apenas para ser ouvido, mas para ser compreendido. E compreender é um ato vivo, dinâmico, que exige interação, estudo e humildade.
Quando a palavra esclarece, ela ilumina. Quando ilumina, ela consola. E quando consola com verdade, ela transforma destinos.

" Todos os dias ao amanhecer o sol me dava um pássaro cantante na minha janela, hoje o sol não veio, mas lá esta já preocupante um pássaro. "

Nunca se acomode diante dos dias; mantenha acesa a chama da vida em você, busque sempre o que faz a alma vibrar, abrace a mudança e cada novo amanhecer, pois a sua vida é feita para brilhar. Lembre-se, não avançar é o mesmo que estacionar!

"Insistir em quem machuca todos os dias não é persistência, é esquecer o próprio valor por medo da solidão."

Tem dias que a ausência não é uma falta; é uma presença física dentro de casa.

Setenta dias é tempo suficiente pra aprender um idioma novo, pra treinar um corpo diferente, pra plantar uma horta e já colher alguma coisa. E eu, nesse mesmo tempo, aprendi só a beber devagar e a não mandar mensagem.

Doeu diferente de tudo que já senti nesses setenta e três dias. Foi mais fundo, tipo descobrir uma prova de que aquilo tudo foi real, de verdade, escrito à mão, guardado sem querer.

TODOS OS DIAS A NATUREZA NOS DA UM ESPETÁCULO QUE NÃO CONTEMPLAMOS, PORQUE ESTAMOS OCUPADO DEMAIS EM DESTRUI- LAS.

Se as críticas e o peso dos dias tentam ofuscar quem você escolheu ser, lembre-se que a autonomia da sua mente é inviolável.
Compreenda a sua grandeza: há uma luz em você que ninguém pode apagar.

Já rodei todo esse mundo procurando encontrar algo que desse sentido aos dias cinzas. Eu era aquele que, por muito tempo, olhou para os lados e sentiu que o amor era um privilégio alheio, uma conspiração do destino contra o meu próprio peito. Eu guardava comigo os meus sonhos de criança, aqueles planos puros de formar uma família como era a dos meus pais, com mesa cheia, risadas na sala e um porto seguro para ancorar a alma.
​Mas o tempo foi passando e a coisa mudou. O relógio não perdoa e, confesso, a solidão foi se chegando e se acostumou a sentar ao meu lado no sofá. Houve dias em que a chuva parecia ser a única visita, e a desilusão tentou assombrar os meus sonhos mais bonitos.
​No entanto, há algo em mim que não se apaga. De uma coisa eu não desisto, sou fiel e não abro mão: a esperança de ter o meu lugar no mundo. Quero os filhos, os amigos, a companheira e os irmãos celebrando a vida. Pois se essa vida é bonita, ela é feita pra sonhar, e cada tropeço só aumenta o meu desejo de, afinal, te encontrar.
​O que eu não me acostumo é com a solidão. Ela é uma visita barulhenta demais no meu silêncio. Por isso, sigo firme. Sei que essa tal felicidade, hei de encontrar, e não importa o caminho ou a demora: mesmo se eu tiver que aguardar, se eu tiver que esperar, eu estarei pronto.
​Porque eu sei que, no momento em que eu vir o teu rosto, a dúvida vai embora. Um pedaço do seu beijo ou o seu coração já serão o suficiente para me fortalecer e me fazer delirar. Eu me tornarei, finalmente, um crente no amor.