Os Dias Passam

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O Zoológico dos Últimos Dias
​O ar frio e doentio.
Olhares que julgam e condenam na essência,
enquanto a flor apodrece diante do mar poluído.
Peixes mortos, palavras de consolo e lamento:
nada trará a vida de volta,
nenhum pesar pagará as dívidas da existência.
​Diante do fato, o ônibus cheio.
Palavras jogadas no lixo do oceano.
O mau cheiro é a simplicidade,
o retrato exato do ser que se diz humano.
Humanize seu ser humano:
Leve para passear três vezes por dia,
dê banho uma vez ao dia,
recolha seu lixo e recicle, simulando preservar o mundo.
Não deixe que o alimentem na rua.
Leve-o para ser castrado.
​As luzes do híbrido se tornaram vivas
porque a energia biológica estava esgotada.
Depois de uma semana sem descanso,
é preciso trocar os olhos e descarregar a memória.
Enquanto isso, o bot humano prepara o novo ensaio:
a locução do algoritmo dando espetáculo no palanque.
Vamos criar um novo circo. O pão?
As migalhas damos para as crianças;
algumas engolem moedas, achando que são doces caindo do céu.
Mas, dos céus, só cruzam os aviões,
pulverizando as nuvens para que a chuva já caia limpa com cloro.
​No zoológico, humanos são expostos como répteis,
condutores da curiosidade alheia.
"Como se reproduzem?", pergunta o documentário raro.
Mas não há reprodução ali:
um casal de homens num recinto, duas mulheres no outro.
Os velhos são exibidos como souvenir e adorno;
a pele humana, supervalorizada,
agora serve para esticar tambores e fabricar sabonetes.
​Alienígenas tentam comprar um exemplar:
mais uma espécie em extinção no mercado negro da deep web,
sorteada na deepdark.
Enquanto isso, nos confins do universo,
seres desconhecidos abrem uma caixa lacrada:
"Não abra. Produto com prazo de validade vencido."
​O humano se contorce no fundo do caixote.
Está bêbado? Está drogado?
A mãe puxa o filho pelo braço e avisa:
— Não toca. Ele tem um cachimbo.

Todos os dias temos milagres as luz da cidades estão acessas.
No amanhecer temos o início da vida...
Simplesmente o arvorecer seduz as luzes que insiste a acender.
Anoitece na cidade de sonhos.
Os dias são metáforas do mesmo momento que amanheceu.
Sempre é um ato inesquecível...

Mesa vazia...
Somos objeto início meio e fim,
Objeto se declarou no final foi feliz...
Dias das mães uma mesa arrumada a família reunida. Presentes e agradecimentos e tenha um dia feliz.
Nove meses de muito sacrifícios e uma vida de sacrifícios e trabalho ardo...
E tudo certo feliz dias das mães o comércio agradece...
Alguns fazem churrasco, outros vem futilidade na televisão ou mesmo todos nós celulares.
No final do dia beijos ate outra vez.
No final do dia a mesa vazia existiu.
Paradoxo de existência contemporânea tem sentido.
Paradoxo temporal é a verdade mesa sempre esteve ali ao mesmo tempo nunca existiu.

Alienação por interesse.
Está sendo vigiado e localizado...
Seu rosto é filmado todos os dias.
Sua rotina é monitorada...
Seu celular te ouve sabe seus gostos e opiniões.
Seus desejos e pedidos sao feitos pela inteligência artificial.
Seu rosto é copiado em formato digital.
Sua voz é gravada e replicada...
Suas digitais são colocas num banco de dados.
Seu sangue e seu biótipo é armazenado em um arquivo em um HD externo.
Então Alienação intelectual é uma crônica social e moral.
Aonde está senso natural da liberdade.
Os vídeos abrem novos horizontes do paradoxo da pobreza intelectual.
Ate aonde caminhamos ate os passos são expostos pela IA...
Podemos contemplar as grades da gaiola.

O vento frio amargo,
Sonho tardio entre esses dias frios.
Corpo no relento...
Alma desgastada e cansada...
Minhas lágrimas secaram.
O sentimento também secou agora caminho no escuro das ruas..
O frio parece nao ser tão frio.
Nem mesmo as luzes parece tão simples devorar os sentimentos.
Noite cai sobre destino da madrugada
Olhar frio da lua da liberdade aos meus pensamentos.
O luar está encoberto por nuvens de existencialismo.
Então caminho ate meu interior vejo a vida que resiste em clamar tem fome de viver.
O dia amanheceu dentro de mim os espaços antes eram descritas pelo ardor descarado da cidade são expostos pelo barulho da minha mente em silêncio.
Dia aparece no meio do apartamento mais tudo que vejo são paredes que se apertam pessoas que não se conhecem vivem para sobrevivência mais parecem robôs de carne cheios de metaforas.
Alienações de um tempo que passou,
Assim passo pelas asas da liberdade.

"O vento pode ser o mergulho intelectual de nossas aparências.
Mas na solitude dos dias massivos, somos a intensidade que nos faz acordar de novo.
Num suposto dilema, apenas palavras jogadas no frio da estrada.
Sentimos as estrelas ao longe, nos distantes mundos que encontramos e nas vidas por que passamos por momentos, no espetáculo que é o universo.
As bolhas da realidade são rosas que desabrocham no instante exato em que a luz alucina os pensamentos.
A estrada tem seu caminho num estado inerte de pensamentos fragmentados pelo tempo e espaço. E os corpos celestes tornam-se evidência da grandeza de que somos parte, deste contexto universal.
Do sonho maluco que se passa em nossas emoções, o mais profundo sentido é que atravessar o universo é apenas um detalhe no interior do ser humano."

O desespero por fé...
Todos os dias damos saltos de fé num penhasco sem fundo...

Nossa dor atrozes...
Pois declínio é a ignorância
Virtudes que nadam num mar vazio.
Dias passados foram feitos pelo astros.

Dor daqueles dias passados no paradoxo do tempo e espaço translúcido no estantes que compreender é parte do infinito.
Nos atos do espaço e tempo temos dois pontos no espaço continuo aguardando luz chegar,
O início se torna o final apenas pelo astros que deixamos para trás.
A luz no exterior do micro cosmo.

⁠Não vou temer, pois creio em Ti
Nem duvidar, pois eu já vi
Em Ti está minha força, todos os dias Com Teu Amor, vem me encher
Todos verão o Teu poder
Espírito, vem sobre nós
Todos os dias, Senhor

Quando eu não tinha mais força
Ele me levantou
E nos meus dias de medo me assegurou
Transformou a dor
Em nova experiência Flávio Henrique e Bruno Marinho

Tem dias que tudo está cinza..
está preto.. escuro.. sem vida..
tem dias que só quero colo..
silêncio. .. cama e Cafune. ..

Ser pai de vocês é um desafio que aceito todos os dias com muita honra, amor e gratidão.
É também um dos maiores presentes que a vida me deu.
Nem sempre sei se estou fazendo tudo certo, mas em cada escolha existe o desejo sincero de ser um pai melhor para vocês.
Espero que, um dia, vocês olhem para o homem que fui e encontrem nele a referência do amor, do respeito, da cumplicidade e do caráter que desejam encontrar em seus companheiros de vida.
Obrigado por me ensinarem, todos os dias, que ser pai é muito mais do que cuidar: é amar, aprender, crescer e descobrir que o coração pode, sim, morar fora do peito.

⁠Estamos a poucos
dias do Ano Novo e não
houve encontro,
diálogo e reconciliação,
os presos de consciência
ali ainda são muitos
onde a humanidade
tem andado muito pouca.

Tantos têm sido os meus
poemas que tenho
ficado quase rouca sob
o manto do nosso
Hemisfério Celestial Sul
escrevendo todos os dias
Versos Latino-Americanos
ao General e à uma
Tropa sem sequer
ao menos uma vitória.

Os filhos pequenos
do Tenente Coronel
em calvário na sua
inocência pediram
que o pai seja devolvido,
coração infantis recebem
isto para si como
se fosse para eles o castigo.

Não tem sido fácil
nesta região se manter
de pé quando se tem opinião,
até em Cuba e na Nicarágua
seguem na mesma situação.

Poema para a Mamãe

⁠Rainha da minha vida
Ouro dos meus dias
Sabedoria que me ampara
Amor profundo e toda a poesia
Não existe outra igual
Anjo da Guarda em tempo integral.

Tudo o quê a dança
do tempo faz em mim,
Tem me preparado
todos os dias para nós,
Canta o Bem-te-vi,
o vento sopra a Licuri,
Se dizem que amar
faz mal que nada de ti
e de mim nos afaste,
Que destino nos aproxime
e a gente se segure,
E que a importância alheia
não nos ocupe e nem capture.

Reconheço a herança ancestral,
sem igual, que todos os dias
honro além da Copa do Mundo,
com o que há de mais profundo.


O sangue que também levo
é o das intermináveis diásporas;
no Brasil, tenho raízes indígenas.


Porém, é nas três Américas
que o meu coração encontra casas.


Neste final, sou a torcida das duas.

Nos arrecifes da tua íris,
tenho mergulhado pelos dias;
sincronicamente, venho
pressentindo que me enfitas.


Não é nenhuma fantasia,
embora a ciência não explique
o evidente: a gente se combina.


Antecipo que me conheces bem,
e até parece que foi ontem.

Eu vejo beleza e luz até nos dias sombrios. A semente para encontrar o sol conhece primeiro a sombra.

MISERICÓRDIA

Se existe misericórdia, que ela nos seja concedida todos os dias.

Porque o mal que assola a nossa alma nem sempre vem de fora; muitas vezes, nasce dentro de nós.

Tudo aquilo que despejamos no mundo, de alguma forma, retorna para nós.

Talvez seja por isso o ditado: “O peixe morre pela boca.”

Não é aquilo que entra que nos devora, mas aquilo que de nós sai — e, inevitavelmente, volta.