Orgulho
Orgulho de dizer que eu virei meu próprio marketing
O que eu fazia pelos outros, investi em mim
E deu muito certo
Meu maior orgulho em dizer, jamais usurpei alguém pra ser o que sou hj
Eu sou real, não vivo de status
Tudo que o que estou adquirindo é fruto do meu trabalho e minha dedicação
Só viajo se eu tiver condições de me bancar
Só vou a restaurantes requintados se eu pagar minha conta
Ser um mulher independente não é fácil é só pra quem pode
Hj tenho minhas prioridades que são meus estudos e o termino da minha casa, não tiro da onde eu preciso pra gastar com coisas supérfluas e momentâneas
Existem caminhos fáceis, mas eu decidi ter honra, ser orgulhosa e mesmo assim tem pessoas que falam o que não sabem, tentando denegrir minha imagem
Quando eu chegar no topo te empresto meus calçados e verás que não foi fácil andar pelo caminho que trilhei, mas a chegada no pódio será por puro mérito
E isso é uma honra e um legado que deixarei para minha filha
Às vezes é necessário deixar de lado o orgulho, a vaidade, a arrogância e sentar de frente com o amor para entender os fatos que há muito estavam ocultos.
SOBRE O ORGULHO E A ILUSÃO DO DOMÍNIO INTERIOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O orgulho não caminha sozinho por virtude mas por carência. Ele busca companhia porque teme o silêncio onde a consciência poderia interrogá lo. Trata se de um afeto desordenado que se apresenta como força quando na verdade é fragilidade não confessada. Onde o orgulho se instala a segurança não é real mas simulada e o eu passa a representar um papel diante de si mesmo.
Convém recordar que os defeitos não são senhores autônomos da alma. Eles não nos governam por natureza mas por concessão. O erro fundamental do orgulhoso está em inverter a relação entre sujeito e atributo. O homem não é possuído pelo defeito ele o abriga o alimenta e o preserva como se fosse parte essencial de sua identidade. Essa confusão gera servidão moral pois aquilo que poderia ser corrigido passa a ser defendido.
A lucidez ética começa quando o indivíduo reconhece que possuir um defeito não equivale a ser definido por ele. O vício é acidente e não substância. Enquanto essa distinção não é compreendida o orgulho seguirá mal acompanhado pois se alia à negação à rigidez e à insegurança. Quando enfim a razão reassume o governo interior o orgulho perde o trono e revela se apenas como um hábito que pode ser superado.
Assim a verdadeira elevação não nasce da exaltação do eu mas da coragem serena de reconhecê lo incompleto e perfectível pois somente aquele que se conhece sem ilusões caminha com firmeza rumo à imortalidade do espírito consciente.
