Onde Estão os Amigos Quanda se Precisa

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Ande constantemente como as tartarugas. Você não precisa ser tão veloz quantos as lebres. Se tiver constância, até o improvável poderá acontecer.

Para ser feliz com alguém do mesmo sexo ou do sexo oposto, você não precisa amar a pessoa. Se você gostar verdadeiramente, é suficiente para ter um vida de felicidade plena ao lado dessa pessoa.

Mesmo que em passos de tartaruga ande todos os dias, não precisa ser tão veloz quanto as lebres, mas mantenha sempre a constância nos propósitos e a firmeza em suas ideias e ideais.

O governo brasileiro precisa implantar com urgência cotas para mulheres cis e trans negras e brancas, pois na escravidão moderna as mulheres são mais vulneráveis ao tráfico humano.

Se Deus é realmente Deus, ele não precisa de um ser humano para defendê-lo.
E uma fé que precisa constantemente humilhar outras pessoas para provar que está certa talvez esteja defendendo mais a própria identidade do que o próprio Deus.
No fim, você pode continuar sem religião e ainda assim fazer perguntas profundas sobre Deus, morte, consciência, existência e propósito.
Talvez você nunca encontre uma resposta definitiva.

Você não precisa decidir se a igreja deles, é boa ou ruim para decidir que não quer fazer parte dela.
Pode haver pessoas maravilhosas ali.
Pode haver pessoas hipócritas.
Pode haver ensinamentos com os quais você concorda.
Pode haver outros dos quais você discorda.
Pode haver acolhimento para algumas pessoas e experiências ruins para outras.
Tudo isso pode coexistir.
Você pode simplesmente dizer:
“Esse não é o lugar onde quero viver minha espiritualidade.”
E isso é suficiente.

A poesia precisa do poeta para pega-la
com palavras
como a água precisa de algo
para conte-la,
se não fosse a tinta da caneta
a poesia seria desperdiçada
despalavrada no não
e não declamada
saciando o imaginar
que pede conclusão
contida em cada letra
preciosa em um poema
é só vim e pegar um declamar
e ser

A palavra precisa sentir
Organizar
A palavra precisa colorir
Desvendar
A palavra precisa de mim
Brindar
A palavra precisa da boca
Falar
A palavra precisa de outra
Completar
A palavra precisa da mente
Olhar
A palavra precisa de gente
Levar
A palavra precisa urgente
Frasear
A palavra precisa da letra
Guardar
A palavra precisa e a caneta
Usar
A palavra precisa e a borboleta
Pousar
A palavra precisa voar
Inquietar
A palavra precisa e a maçaneta
Entrar
A palavra precisa da tinta
Pensar
A palavra precisa do homem
Continuar
A palavra precisa do ouvido
Ser
A palavra precisa da mão
Ageitar
A palavra precisa do som
Entender
A palavra precisa saber
Ceder
A palavra precisa escrever
Você
A palavra precisa da cena
Pausar

Devo dizer isso para a minha sogra...


“A senhora não precisa concordar com a maneira como vivemos nossa fé, mas não pode concluir que não temos Deus na nossa vida simplesmente porque não frequentamos sua igreja.”

Ela não precisa de capa,
sua coragem já faz voar.
Como um girassol diante do sol,
toda mulher nasceu para brilhar. 🌻✨

Nem todo mundo vê o peso
que o outro precisa levar,
mas ainda assim ele segue…
com coragem de caminhar.

Quando a literatura infantil também precisa ser olhada com carinho

Como professora, muitas vezes vejo doações de livros e materiais chegando às escolas. E toda doação que amplia o acesso à leitura merece ser valorizada.

Mas também me pego pensando: será que todo livro oferecido às crianças realmente contribui para sua formação?

Nem sempre uma história traz uma experiência significativa. Às vezes, encontramos contos que repetem os mesmos valores, as mesmas fórmulas e as mesmas mensagens, enquanto tantas outras possibilidades de infância continuam esperando para serem contadas.

E é aí que penso nos professores e autores que estão diariamente observando as crianças, ouvindo suas perguntas, percebendo suas dificuldades, seus medos, suas descobertas e suas diferentes formas de aprender.

Há muita gente produzindo literatura infantil com cuidado, pesquisa, sensibilidade e experiência pedagógica — mas que ainda encontra dificuldade para ser vista, publicada e reconhecida.

Talvez o que falte não seja talento.

Talvez faltem oportunidades, caminhos acessíveis, espaços de escuta e, algumas vezes, aquela pessoa que ajuda a abrir a primeira porta.

Também precisamos conversar, com serenidade, sobre o mercado editorial. Publicar um livro pode ser um sonho, mas nem sempre é um caminho simples para quem está começando. Existem modelos de publicação, custos e contratos que podem tornar o autor dependente de estruturas nas quais seu trabalho recebe pouco retorno.

A curiosidade sobre a eternidade pode ser filosófica e espiritual. Não precisa virar um experimento.

Se alguém diz:
“Vocês não têm Deus porque não vão à igreja”
você não precisa entrar numa guerra teológica.
Pode simplesmente pensar:
“Você não conhece minha relação com Deus o suficiente para fazer essa afirmação.”
Pronto.
Não precisa apresentar relatório espiritual, comprovante de oração, frequência celestial ou certificado de batismo atualizado.
Sua fé não precisa ser aprovada por ninguém.

Você não precisa convencer ninguém de que Deus está na sua vida.
Aliás, se você acredita em um Deus que conhece pensamentos, intenções e coração, seria até estranho precisar apresentar argumentos para uma terceira pessoa provar que sua fé existe.
Sua espiritualidade pode ser silenciosa.
Pode acontecer dentro da sua casa.
Pode aparecer numa oração.
Pode aparecer quando você agradece por estar viva.
Pode aparecer na maneira como trata seu marido.
Pode aparecer na maneira como cuida de um animal vulnerável.
Pode aparecer quando você escolhe não fazer mal a alguém mesmo tendo oportunidade.
Pode aparecer na maneira como você atravessa uma fase difícil sem abandonar completamente a esperança.
Uma igreja pode ser importante para algumas pessoas. Mas uma construção não é a única localização possível de Deus.

O País Não Precisa de um Mito


O Brasil tem uma doença política curiosa: transforma fracassos em símbolos e homens comuns em salvadores. Troca projeto por personagem, programa por slogan, pensamento por torcida. E, quando percebe o estrago, já está discutindo novamente o mesmo personagem como se a história lhe devesse uma segunda temporada.


O bolsonarismo não foi apenas uma candidatura. Foi a industrialização política do ressentimento.


Durante anos, ensinou-se ao brasileiro que pensar era suspeito, que ciência era conspiração, que imprensa era inimiga, que cultura era ameaça e que instituições só eram legítimas quando obedeciam ao lado certo. A política deixou de ser disputa sobre o futuro e passou a ser campeonato de indignações.


Agora, em 2026, o sobrenome continua em campo. Mudou o candidato, mudaram algumas frases, mas permanece a velha arquitetura: transformar medo em voto, conflito em identidade e adversário em inimigo. A política brasileira ainda é convocada a escolher entre o “nós” e o “eles”, como se um país de mais de duzentos milhões de pessoas pudesse caber numa guerra de grupos.


Não pode.


E aqui está o erro que parte da esquerda também comete: imaginar que basta chamar alguém de fascista para vencê-lo. Não basta. A democracia não se defende apenas denunciando a extrema direita; defende-se oferecendo ao cidadão uma razão concreta para acreditar nela.


O Brasil precisa de escola que ensine a pensar, não apenas a repetir. De saúde que funcione antes que a doença vire estatística. De segurança pública que não seja espetáculo. De emprego que não seja favor. De ciência que não precise pedir desculpas por existir. De Estado que proteja sem tutelar.


E precisa, sobretudo, abandonar a infantilização política.


Nenhum presidente é messias. Nenhum partido é dono da verdade. Nenhum eleitor precisa entregar a própria consciência na porta de uma convenção partidária.


O bolsonarismo prosperou justamente onde a razão recuou.


Por isso, enfrentá-lo não significa apenas derrotar Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ou qualquer herdeiro eleitoral do sobrenome. Significa derrotar a ideia de que o Brasil precisa de um homem providencial para funcionar.


Não precisa.
Um país sério não procura um salvador.
Procura cidadãos.


E talvez essa seja a coisa mais perigosa que se possa dizer numa eleição: o Brasil não precisa acreditar em ninguém. Precisa aprender a pensar por si mesmo.


William Contraponto

A primeira versão não precisa ser boa, precisa apenas existir.

A civilização começa a adoecer quando o evidente precisa de advogado.

Às vezes o coração precisa de tempo para alcançar uma verdade que a cabeça já descobriu.

"Conectamos quem tem a mentoria com quem precisa de apoio, criando uma rede onde todos contribuem, vendem e prosperam juntos."