Onde Estão os Amigos Quanda se Precisa
As flores do tempo estão
ainda fechadas no céu
do Médio Vale do Itajaí,
Quem floresceu mesmo
foram as flores dos Paubrasilias
na minha cidade de Rodeio
e o meu poético desejo
de existir para você
sem nenhum pestanejo.
Fazer aquele suco
com as pitangas colhidas
do pé que estão lá
em cima da mesa,
Encontrar nas coisas
mais simples a beleza,
Se lançar no destino
campeiro sem hora para voltar
e sem satisfação a dar,
Permitir-se amar e deixar
alguém de verdade te amar.
Bugio
A Costela fogo de chão
esta quase saindo,
Prendas e gaúchos estão
dançando o Bugio
e eu com o pensamento
lá do outro lado do mundo,
sentindo calada este amor profundo.
Quando vão parar
com a perseguição
aos tupamaros?
Eles estão dando
tudo de si mesmos
para a população.
Ocorreu mais uma
terrível injustiça
que de noite foi
a tempo corrigida
com o respeitável
líder tupamaro,
a data de hoje
não será esquecida.
Tenho em verso,
prosas e poesia
muitas histórias
para não deixar
das memórias
serem apagadas.
Quando vão parar
de negar a justiça
ao General que
continua preso
injustamente?
Será que vão
cumprir de fato
a medida cautelar?
Tenho consciência
que escrevo a esmo,
mas sinto que por
ele é tantos não
posso parar de falar,
a vida neste hemisfério
está de pernas pro ar.
Em alto e perpétuo
tom denunciarei
tudo o quê estão
fazendo conosco
desde essa minha
Capitania de Santana
às avessas onde
a vida de todos
segue mortífera e lenta:
A minha, a sua,
a nossa Abya Yala
nasceu livre,
Flor nativa em
rebelião sou assumida.
Fizeram dela terra
de pesadelos
e de massacres
até a luz do dia
e outros silenciosos,
Daqui na pouco
esquecem que
as Malvinas
são da Argentina:
Assim sou mais
uma flor nativa em rebelião
que roubaram tudo.
Roubaram tanto que
roubaram até o meu medo
do jeito pregado pelo
ancestral indígena adágio,
Roubaram a democracia
e a saída do mar para a Bolívia,
Há flores nativas entre
as sessenta e sete vozes
em perigo de silenciação
por processos em abreviação,
A impunidade há pouco
mais de cinco meses
do massacre de Senkata
permanece espargindo
à todos o seu letal veneno,
e Yapacaní e Sacaba
que o digam: o mesmo
fantasma agarrado no Governo.
O preço do petróleo caiu
e foi levado abaixo de zero,
Não quero pensar o pior
para os nossos destinos,
com tudo isso que vem
acontecendo ainda insisto,
porque é verdade:
que o Sol da Venezuela
é no Esequibo que ele nasce.
Aguardo notícias de liberdade
do General que ainda
está preso injustamente,
e minha franca torcida
vem sendo repartida
entre outros como ele
que são presos de consciência;
não entendo e ninguém entende
o porquê a justiça não alcança
nunca autoproclamado demente.
Melancolia,...
Não estão recebendo
comida,
Agonia infinita,...
Não estão aceitando
roupas limpas,
A água?
Só pode ser entregue
esporadicamente.
Você acha isso justo
ou normal?
O quê está acontecendo
com o General?
Infinita melancolia,...
Ir aos fatos e perguntar
não ofende,
Ele continua preso
injustificadamente.
Infinita agonia,...
Ninguém sabe de nada
a pelo menos três
semanas simplesmente.
Há flores nos sótãos,
nos calabouços,
todas estão há
tempos aprisionadas,
Há intransigência
por todo o lado,
e de certa forma
é compreensível:
Se ninguém sabe
ou ninguém viu,
não quero
provocar alarmismo,
Não há como frear
o meu pensamento
que podem estar
todos desaparecidos;
Se o meu pensamento
estiver errado,
juro que me corrijo,
Sempre que for
necessário busco
o diálogo e me reconcilio.
O General foi preso
no dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
ele continua preso,
contra ele não há provas,
ele sequer foi ouvido
nestes dois anos,
de alguém ele é preso político,
e sobre isso
o pensamento é inevitável...
O desastre já tá feito
e pelo vírus superpotencializado,
o General já deveria ter sido libertado,
a única coisa que posso
fazer é rezar para que ele
e outros em igual
situação estejam vivos.
As liberdades públicas
estão sendo suprimidas
porque há quem reduza
a pandemia ao tamanho
de uma simples gripezinha:
Só que ambas podem
nos matar se você
está mal alimentado,
E por vias das dúvidas
fica em casa porque
não quero ver
a tua vida naufragar,
Não deveria ser assim,
mas por falta de
autocontrole barreiras
estão sendo impostas
nas cidades do meu Estado.
Não deveria ser assim,
mas sinto um aroma
pesado neste continente,
espero que conosco
não ocorra nada de errado.
Não deveria ser assim,
por falta de controle
há uma silenciosa
precarização
dos sinais da Internet
e bloqueio de contas
de utilidade pública
nas redes sociais.
Não deveria ser assim,
Governos, oposições
e sociedade civil
entrando em choque
ao invés de juntos
combater o inimigo invisível.
Não deveria ser assim,
onde estão presos
o General que está preso
injustamente há dois anos,
a tropa e os presos de consciência
estão proibidas as visitas,
e não se sabe nem
sequer se estão
a receber alimentação,
muitos não têm
provas cabais
e os quê têm em casa
oa frágeis demais,
todos já deveriam
ter sido devolvidos
para o aconchego do lar em paz.
A tarde vem chegando
dando os seus sinais
aqui no nosso interior,
Os carrilhões arbóreos
estão embalando
música para o tempo
neste mês que fazem
dois anos que
o General continua
injustamente preso.
Não se fala em outra
coisa na imprensa:
os Pume, Hivi,
Capuruchanos,
Guajivos e os Yaruros
já vivem a escravidão
como sentença,
Para libertar eles
a lei não tem
sido quase presença,...
Errando ou acertando
cada poema não
deixa de ser um
General em exílio
tentando resgatar
que a natureza
das forças resista
a não caminhar
no passo ao ponto
de virar mercadoria,
e assim segue a rotina
dolorosa da nossa
gente na América Latina.
Os tempos mui
estranhos estão
se amontoando,
Diante da desgraça
sempre tenho
sido uma muralha
contra qualquer
inútil provocação,
O caminho real
que tem sido
esperado é
o da reconciliação,
O General que
está preso
injustamente
desde o dia
treze de março
do ano de dois
mil e dezoito:
Foi arrancado
no meio de uma
reunião pacífica,
Da liberdade dele
não há sequer
nenhuma notícia.
Aqui no maior
país do continente
o cenário não
está contente,
Não se fala
em outra coisa
sem trégua até
para o Carnaval:
Em aguardo ao dia
quinze de março.
Estes versos
de todo o dia,
Que pedem
a liberdade
dele e da tropa,
E que falam do mundo
e da América Latina:
Nasceram como
busca da verdade,
Trazer humanidade,
Registrar o quê
se passa nesta
contemporaneidade,
O General nem
sabe que existem
E que são todos de minha
total responsabilidade
e dignos sempre
de necessária correção.
Daqui onde a moeda
e o ouro negro
ambos estão
indo entre os dedos:
A minha solidão
...boliviana...
É também chilena.
Não preciso nem
dizer o porquê,
nós não temos
nenhum receio.
A minha alma
...latino-americana...
É também bolivariana.
Não preciso nem
dizer o porquê,
entre nós nunca
houve mistérios.
A minha letra
caridosa busca
pelo paradeiro
velho General,
e pelo notório
teimoso Coronel.
Até onde a queixa
não se esgota,
reclamo sem parar
pelo General preso
em meio há uma
reunião pacífica
há quase dois anos
e que não teve
acesso à justiça,
e pela tropa sofrida.
É quase véspera
de Ano Novo,
Três oficiais
e nove civis
estão presos
por decisão
do Tribunal Militar
17 de Controle
pela invasão
do Batalhão 513.
Uns desertaram
para terras brasilis
e ganharam refúgio;
É ao menos o quê
as notícias dizem,
E a poesia se
obriga a rimar
sem subterfúgio
em ares confusos.
Não é segredo
que peço justiça
por mais de
um general que
estão pagando
penas altas demais
que nem deveriam
continuar a pagar,
e nem presos
deveriam estar;
e assim sigo todo
o dia a reclamar.
Por tantos outros
ocorridos e agora
mais este fatídico
sigo escrevendo
para que o tempo
não promova
o esquecimento:
Que além do General
há quase dois anos
injustamente preso,
Há tantos outros
além dele e dos generais
na mesma situação,
Pois há tempos a justiça
vem sendo aplicada
sem nenhuma correção.
O General que
está há quase
dois anos preso
injustamente,
É um dos
três Generais
que estão
privados de tudo,
E enterrados vivos
a cada minuto
em Fuerte Tiuna,
Ali após a nove
da noite não
se recebe mais
nenhuma visita.
Dizem que há
um tenente
triste e enfermo
e de Ramo Verde
um Capitão
da GN foragido
saiu correndo,
Se é mesmo
verdade
só Deus sabe,
É preciso se
reconciliar para
dar um basta
neste pesadelo
tão covarde.
E vendo a vida
na vitrine conto
além da captura
do General
em meio de uma
reunião pacífica;
Ele e tantos
ainda esperam
a liberdade cantar
sob a luz do sol
da justiça um
país se pacificar.
Outros poetas
estão surgindo
de improviso
neste continente
de fracassados
pela dolarização,
É a delícia
e o inferno
do capetalismo
colocando em
transe e toda
a sua pressão
Aqui não há
quem não queira
foragir da realidade
e embriagar-se
para conter desespero,
É a tragédia de
mais de uma Nação.
O tempo está correndo
e ainda insisto
em pedir a liberdade
da tropa e do General,
Para a reconciliação
sempre é tempo.
Ignora-se o quê
é mais grave,
Mas é a minha
poesia que
tira a paz
do autoritarismo
golpista na Bolívia,
Por ambição ainda
desejo tirar a paz
de muitos outros
que estão com
alma vendida
e que também
merecem meus
versos alucinando
cada passo deles
neste continente,
Nas minhas veias
há o mesmo sol
do deserto de sal ardente.
Abertas estão as
Asas do condor
Sobre o continente,
Carta de pedido
De perdão da Mãe
Pela libertação
Do rebelde filho.
De pé pelo povo
Mesmo após
O susto ocorrido,
Ele não deixa
Quem quer que
Seja fazê-lo rendido,
Da Pachamama
Ele é o protegido.
Abya Yala, terra
Que não se abala,
O Império não nos
Curva e não cala;
Eis a poesia que
Não é a cura
Que você busca,
Cheia de si ela
É amor em via
De retribuição,
E total integração.
Os Generais que
estão presos
em Fuerte Tiuna
são inocentes,
Eles são presos
políticos e todos
os presos políticos
são inocentes,
Todos eles são
culpados por uns
que confundiram
que discordar
é desobedecer
e outros que
precisam criar
a todo instante
inimigos imaginários
para permanecer
em nome do poder.
Da última repressão
policial a um tupamaro,
Porque fiquei sem saber
porque fiquei sem sinal
para comunicação,
Depois li a notícia
de justa libertação.
Fato provocado
pelo neoliberalismo
que esmaga a todos
neste continente,
Que nos distancia
a cada dia de um
novo amanhecer
e nos colocou
com o Atlântico
mergulhado
num óleo sem fim.
A donzela
Elorza está
desprotegida
e por outras
mãos vem
sendo levada,
Estão deixando
que dela não
sobre sonhos
e mais nada.
Não consigo
fingir que
não estou
vendo nada,
A gente anda
oprimida
e castigada.
O major e pastor
que havia convocado
uma marcha
espiritual foi preso,
Ele acreditou
que o tempo
de liberdade
havia chegado.
A luta popular
em união com
as Nações Indígenas
no Equador recebeu
o seu triunfo
num decreto revogado,
Neste continente há
tantos fatos ocorrendo,
E nenhuma notícia
de libertação para
o General que
segue injustamente preso.
Os ventos do dia
seguinte que
estão a refrescar,
Não chegam
até o General
porque janela
na cela não há.
Em relação
a justiça não
é diferente:
Ele se encontra
há mais de um
ano e meio
sem audiência
preliminar,
Tendo sido preso
no meio de uma
reunião pacífica.
Repito para que
ninguém mais
venha outra
história inventar,
Ou da imagem
dele se aproveitar
como um famoso
laureado ainda
insiste um falso
positivo plantar.
O General é inocente,
e não adianta
a cantilena
contra ele insistir
em espalhar,
A cada sílaba maldita,
surgirá um
novo poema
para o mal atrapalhar.
Os campesinos
estão desprotegidos,
O Comandante
se estivesse vivo,
Jamais teria permitido
que tivessem
os seus direitos agredidos.
Não se sabe há mais
de cinco meses
do civil desaparecido.
Foi o quê disse a imprensa:
Um tenente relatou
o milagre da sobrevivência.
Todos tentando se salvar,
enquanto a total
liberdade não chega.
Dos Generais presos
em Fuerte Tiuna
sem nenhuma culpa,
Não se ouve mais
sequer um ruído,
Quando eles
serão libertados?
Foi levado a um destino
o General de Brigada,
e onde ele está é por
tantos desconhecido,
e não saber de nada
se consolidou como vício.
Nos olhos
inabaláveis
de azabache
do General
estão claros
o cansaço,
o tormento
e a dor
de verdade
com as cores
da moldura
da tristeza.
A lentidão
da Justiça
faz vítimas
sem escolher
a patente
alcançando
com o punho
castigando
fisicamente
o tenente,
o coronel
e tanta gente.
Há quase
dois lentos
anos venho
insistindo
em pedir
a liberdade
de um General
que está preso
inocentemente
e sem devido
processo legal,
ele foi preso
por discordar
do poder vigente.
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