Ondas

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Há dias em que não precisamos de respostas, apenas do som das ondas a quebrar na areia e da certeza de que o mar continua lá, imenso e sereno, alheio à pressa do mundo.

O padrão de ondas do calçadão de Copacabana é um dos maiores símbolos do Rio de Janeiro, mas sua origem é portuguesa.
O desenho não nasceu carioca. Ele foi inspirado no pavimento da Praça do Rossio, em Lisboa, criado no século XIX pelo engenheiro Pinheiro Furtado. Em Portugal, o padrão recebeu o nome de "Mar Largo" e foi desenhado para homenagear o encontro das águas doces do Rio Tejo com o Oceano Atlântico. O padrão foi trazido para o Rio de Janeiro em 1905 pelo prefeito Pereira Passos, durante a urbanização da Avenida Atlântica. Como na época não havia extração desse tipo de pedra no Brasil, tanto os materiais quanto os primeiros calceteiros profissionais foram trazidos diretamente de Portugal para executar a obra.

Às vezes estamos com apetite, outras vezes não,
o desejo vem e vai como as ondas do mar.
Assim é a nossa vida, com altos e baixos que nos testam, um dia com fome de mundo e força para lutar, no outro, apenas buscando apenas um canto sossegado para descansar.

⁠Fios volumosos e encaracolados, ternura sedutora, mar de sentimentos acalorados, ondas expressivas nas tuas curvas, atração cintilante nos teus olhos, paixão abrasadora, formosura exuberante, coração intenso, semblante audacioso, olhar sedento, universo majestoso, um aspecto muitas vezes discreto, já em certos momentos, é provocante, misterioso, mas de um jeito ou de outro, é interessante, um amor caloroso, profundidade entusiasmante ao mergulhar cada vez mais fundo, amando-te e fomentando a tua felicidade, um feito e tanto, havendo a devida mutualidade.

Almejada ⁠liberdade de um céu azulado, a expressividade de um mar azul, curvas e ondas, olhos iluminados, olhar corajoso, uma flor amável que se destaca de um jeitoso majestoso mesmo em um jardim bastante florido, onde cada detalhe seu é primoroso, corpo bem desenhado, amostra de um paraíso, aspecto sedutor, rosto delicado, espírito caloroso, essência rica em amor, sentimentos raros, vívidos cabelos soltos, sabor de entusiasmo, impacto fortemente enriquecedor.

Na simetria das tuas curvas, as grandes ondas de um mar intenso: corpo belo de uma estrutura fascinante, alma profunda, sentimentos verdadeiros e cheios de vida como as águas expressivas e transparentes; a estrutura de um mundo que inspira

Tal similaridade é significativa, exuberante e faz todo sentido. Os olhos ficam facilmente exultantes, agradecidos, contemplando pessoalmente essa existência tão genuína, interessante, que, às vezes, aparenta ser uma espécie de arte marítima inevitavelmente marcante.

A essência do teu coração é um mar aberto, um lugar mais afastado, um acesso difícil que, depois de ser conquistado, faz compensar todo o esforço atribuído. Lidando com os teus comportamentos agitados, nadando pelo teu íntimo renovador, encontra-se mais amor e veemência a cada nado.

Simplesmente o seu olhar
Vai além das ondas do mar
Brilham com o clarão da lua
Seus olhos
Como crianças
Brincam inocentes pelas ruas .

Joao Batista Barbosa

No princípio era só um pontinho piscante nas altas frequências das ondas sonoras


Depois virou o Templo do Onipotente


Daquele que bate no peito e mora na mente

Quando a mente para de lutar contra as ondas, ela descobre que sempre foi o próprio mar.”

"Forno de micro-ondas de pobre é pimenta: esquenta a comida que é uma beleza e é muito mais barato que 'o outro'!"
0759 | Criado por Mim | Em 2014


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Na ausência do sol , me recuso a olhar o mar.
Mesmo escutando o chamado , no barulho das ondas.
É como se o mar perdesse o brilho ,
sua luz , sua emoção ! "

Pegadas na areia são marcas que as ondas levarão certamente, mas se você caminha sobre elas carregando em seu coração o amor ao próximo, ficarão registradas na eternidade, porque são passos importantes que estará dando em direção ao nosso Pai Celestial.

Estar equilibrado é o mesmo que navegar num oceano sem ondas e sentindo a brisa refrescante e harmoniosa da vida

E foi flutuando nos riachos
de versos
do meu silêncio


que aprendi a surfar
nas ondas
poéticas do oceano.
✍ MiriamDaCosta

O som das ondas que quebram na areia
sussurra o mesmo que a gente acordou:
que a vida é mais bonita quando clareia
e o peso do mundo a gente deixou.
Como a chuva que cai mansa nas árvores,
suas palavras trazem a paz que eu busquei.
Depois de tantos dias longos e idas e vindas,
no teu compasso leve eu me encontrei.
É como a tarde que cai devagar,
com o canto dos pássaros se despedindo.
Não precisamos de pressa para rotular,
basta o hoje, o agora, e a gente sorrindo.
O destino cruzou nossos passos na rua,
e na calmaria que a sua presença me traz,
a correria do trabalho recua,
dando espaço pro que realmente transmite paz.

Quase um diálogo silencioso com as ondas que vêm apagando minhas pegadas na areia, sem me deixar esquecer que, na vida, tudo é passageiro.

Você é bela com estes olhos de Oceano. As ondas da vida não podem apagar tua beleza e o profundo que está dentro de ti, com tuas riquezas desconhecidas por quem julga tua superfície⁠

"Ondas do mar em sincronismo solar, mas brilho lunar que emana outros sonhares."

CARTA I: A Condenação


Eis que a multidão estava tão agitada como as ondas do mar, e exclamavam — homens e mulheres, jovens e idosos — com tom azedo:


— Heeee! Heeee! Matem-no! Matem-no!
— Deem-no de comida aos cães!
— Rebelde! Rebelde! Rebelde! Rebelde!


Então condenaram-me por agir indiferente à multidão. Apedrejavam-me antes mesmo que eu lhes revelasse os seus pecados. Queriam silenciar-me antes que o karma e a justiça testemunhassem por mim.


Houve alguns que se ofereciam como escravos às mãos que tiranizavam a nação; outros reduziam-se a servos daqueles que dissipavam os poucos fragmentos de dignidade ainda existentes entre nós. Por recusar servi-los e por negar-me a participar das suas práticas imundas, sentiram-se confrontados pela minha posição.


Antes que me lançassem à masmorra, arrastaram-me com cordas diante de nomes pomposos. E, no cemitério da minha esperança, apenas tumbas se formavam.
As crianças riam; os velhos zombavam de mim. E os meus próximos… esqueceram que eu existia. Diante deles fui visto como vento: invisível, intangível. Aliás, o vento ainda é perceptível; infelizmente, para mim, ninguém me percebia. A minha presença, para eles, reduzia-se a números, diminuindo pouco a pouco, até que não restasse unidade alguma.


Fui abandonado e entregue pelos meus próprios amigos, vizinhos e parentes, que também vociferavam pela minha sentença ao lado da multidão:


— Condenai-o! Condenai-o!
— Enforquem-no! Enforquem-no!
— Joguem-no ao calabouço! Joguem-no ao calabouço!


Uns até debochavam, dizendo:


— Não és tu o herói? Então por que não ages contra nós? Onde está a tua coragem?


E soltavam gargalhadas em tom agudo:


Hahahahaha! Hahahahaha! Hahahahaha!


Outros cuspiam-me no rosto, enquanto os opressores falavam:


— Não sabes tu que não deves ir contra as leis da sociedade?


Então respondi-lhes:


— De que servem as leis se não visam proteger os fracos dos poderosos? De qualquer maneira, este julgamento não busca a verdade; apenas ratifica a culpa de quem é vítima.


Eles insistiram:


— Todos estamos subordinados às normas da sociedade. O que te dá o direito de desobedecê-las?


E eu respondi:


— Seja qual for a resposta — satisfatória ou não — o resultado será o mesmo: condenação. A lei está ao vosso serviço, não vós ao serviço dela.


Novamente perguntaram:


— Quem pode estar acima das normas? Por acaso não são elas que nos orientam?


Então respondi-lhes:


— As normas não podem estar acima da vida. Somos nós que as criamos; nunca elas que nos criam. Somos nós que as instituímos para que nos orientem.


Furiosos com a minha resposta, disseram:


— Desgraçado! Como te atreves a desrespeitar-nos? Já que não queres submeter-te, far-te-emos arrepender deste dia.


A multidão, cega e incauta de esclarecimento, apoiava veementemente os opressores. Não conseguiam distinguir o certo do errado; o puro do impuro; o joio do trigo; a tartaruga do cágado; o leopardo do guepardo.


E eu olhava para eles como um bando de jumentos sem direção. Então perguntei-lhes:


— Se a lei não condenasse os mais vulneráveis,
vós temeríeis as tropas que vos deviam proteger?
Não ousaríeis confrontar o que vos oprime?
Não teríeis o direito de exigir que vos tratassem com justiça?
Não protestaríeis contra aqueles que vos governam?


Os lordes, temendo que tais perguntas despertassem o povo e que, conscientes da verdade, pudessem rebelar-se, imediatamente ordenaram que me conduzissem à prisão de Kakanda, para que, dentro de dois dias, se realizasse o meu julgamento.


Durante esse intervalo, não comi nem bebi.
Dois dias depois daquela agitação diante dos lordes, organizaram um banquete para celebrar o meu julgamento e rir-se do meu atrevimento. Estavam presentes homens de todas as classes — nobres e plebeus — reunidos para assistir ao meu juízo.


"E, enquanto brindavam à minha sentença, eu era conduzido às trevas do calabouço."


In Cartas de Um Condenado. ✍️

A mulher apresenta tantas fases quanto a lua, enquanto a segunda movimenta as ondas dos mares a primeira atua nas marés do nosso desejo.