Ondas
Como um barco sem leme girando ao sabor das ondas, é o tolo repetindo os ciclos da própria ignorância
"Entre Ondas, Conversas e Silêncios"
Houve um tempo
em que nossas conversas não tinham fim,
como o mar diante de nós,
como o vento que passava
enquanto a gente falava da vida.
Na praia,
entre risadas e pensamentos profundos,
você foi me ensinando sem perceber.
Não só sobre a vida…
mas sobre a fé,
sobre esperança,
sobre continuar quando tudo parecia pesado demais.
Tudo que eu entendia sobre caminhar com Deus,
nasceu em muitas daquelas conversas.
Sem púlpito,
sem formalidade,
só amizade…
e palavras sinceras.
Você me ensinou a enxergar além,
a acreditar quando eu não via saída,
a encontrar paz quando tudo dentro de mim
era confusão.
E teve aquele momento…
em que minha mente escureceu,
em que pensei na dona morte,
em que parecia existir apenas um túnel,
frio, silencioso, sem volta.
Mas você estava ali.
Com palavras simples,
com presença,
com amizade verdadeira.
Você me puxou de volta.
Me fez ir para longe daquele túnel.
Me trouxe paz,
me trouxe alegria,
me trouxe de volta para a vida.
E talvez você nunca saiba
o tamanho disso.
Talvez nunca imagine
o quanto foi importante.
Porque não foi só amizade…
foi cuidado,
foi luz,
foi vida.
Hoje,
o mar ainda existe,
as praias ainda estão lá,
mas nossas conversas ficaram no tempo.
E eu sei…
assim como eu guardo cada memória,
você também guarda.
As risadas,
as caminhadas,
as conversas incessantes,
os dias que pareciam simples
mas que hoje carregam tanto significado.
Eu sei que você também lembra…
só escolhe não lembrar.
E isso dói,
porque algumas histórias
não deveriam virar silêncio.
Mas mesmo assim,
tudo que você me ensinou
continua vivo em mim.
Cada passo em paz,
cada momento de alegria,
cada vez que escolho viver…
carrega um pouco
da amizade que tivemos,
das conversas à beira do mar,
e de alguém que,
sem perceber,
me ajudou a voltar para a luz.
Enquanto deixamos pegadas na areia, o tempo caminha ao nosso lado — como as ondas na praia — e, no seu compasso, espera a sua vez de apagá-las. Esse é o ritmo da vida.
O amor é como o mar, imenso e profundo,
Com ondas que nos envolvem sem aviso,
E nos levam em direção a um mundo
De sensações incríveis, sonhos e sorrisos.
O amor é como o sol, quente e brilhante,
Que nos aquece mesmo nos dias frios,
E ilumina nosso caminho adiante
Com uma luz que vem do coração.
O amor é como a flor, delicada e bela,
Que nasce em meio às pedras do caminho,
E perfuma a vida de quem dela cuida
Com um aroma doce e suave como mel.
O amor é a força que nos move e inspira,
Que nos faz sentir vivos e mais humanos,
E que nos une numa só harmonia
Com tudo o que há de bom nesse enorme universo.
Por isso, que o amor seja sempre celebrado,
Em todos os cantos e recantos da vida,
Como uma luz que jamais se apaga,
E uma fonte de esperança renovada
Estar equilibrado é o mesmo que navegar num oceano sem ondas e sentindo a brisa refrescante e harmoniosa da vida
Pegadas na areia são marcas que as ondas levarão certamente, mas se você caminha sobre elas carregando em seu coração o amor ao próximo, ficarão registradas na eternidade, porque são passos importantes que estará dando em direção ao nosso Pai Celestial.
Enxofre na Alma (música)
O céu azul ainda corta o horizonte,
Ondas quebram como um respirar sem fim,
Sentado no asfalto frio, imaginando outras dimensões.
Amar a distância sem de fato ter você,
Agora me faz sentir ter apenas enxofre na alma.
Foi leve como amar as ondas do mar,
Foi bom quanto respirar na brisa...
O céu ainda é lindo, mas sem você.
O amargo do escolher deixar você viver sem mim me pegou,
Amar você tem sido como assistir um grande amor viver.
Se ainda tivesse uma chance, eu aproveitaria!
Se ainda me amasse, eu amaria como se nunca tivéssemos separado!
Se ainda tivesse amor um para o outro, eu viveria cada segundo!
Pena não estar comigo nessa dimensão agora,
Eu estaria cada segundo ainda a amando.
O amargo do escolher deixar você viver sem mim me pegou,
Amar você tem sido como assistir um grande amor viver.
Se ainda tivesse uma chance, eu aproveitaria!
Se ainda me amasse, eu amaria como se nunca tivéssemos separado!
Se ainda tivesse amor um para o outro, eu viveria cada segundo!
O céu ainda é lindo... mas sem você.
As consequências das nossas escolhas são como ondas no lago: podem demorar a chegar, mas nunca desaparecem.
CARTA I: A Condenação
Eis que a multidão estava tão agitada como as ondas do mar, e exclamavam — homens e mulheres, jovens e idosos — com tom azedo:
— Heeee! Heeee! Matem-no! Matem-no!
— Deem-no de comida aos cães!
— Rebelde! Rebelde! Rebelde! Rebelde!
Então condenaram-me por agir indiferente à multidão. Apedrejavam-me antes mesmo que eu lhes revelasse os seus pecados. Queriam silenciar-me antes que o karma e a justiça testemunhassem por mim.
Houve alguns que se ofereciam como escravos às mãos que tiranizavam a nação; outros reduziam-se a servos daqueles que dissipavam os poucos fragmentos de dignidade ainda existentes entre nós. Por recusar servi-los e por negar-me a participar das suas práticas imundas, sentiram-se confrontados pela minha posição.
Antes que me lançassem à masmorra, arrastaram-me com cordas diante de nomes pomposos. E, no cemitério da minha esperança, apenas tumbas se formavam.
As crianças riam; os velhos zombavam de mim. E os meus próximos… esqueceram que eu existia. Diante deles fui visto como vento: invisível, intangível. Aliás, o vento ainda é perceptível; infelizmente, para mim, ninguém me percebia. A minha presença, para eles, reduzia-se a números, diminuindo pouco a pouco, até que não restasse unidade alguma.
Fui abandonado e entregue pelos meus próprios amigos, vizinhos e parentes, que também vociferavam pela minha sentença ao lado da multidão:
— Condenai-o! Condenai-o!
— Enforquem-no! Enforquem-no!
— Joguem-no ao calabouço! Joguem-no ao calabouço!
Uns até debochavam, dizendo:
— Não és tu o herói? Então por que não ages contra nós? Onde está a tua coragem?
E soltavam gargalhadas em tom agudo:
Hahahahaha! Hahahahaha! Hahahahaha!
Outros cuspiam-me no rosto, enquanto os opressores falavam:
— Não sabes tu que não deves ir contra as leis da sociedade?
Então respondi-lhes:
— De que servem as leis se não visam proteger os fracos dos poderosos? De qualquer maneira, este julgamento não busca a verdade; apenas ratifica a culpa de quem é vítima.
Eles insistiram:
— Todos estamos subordinados às normas da sociedade. O que te dá o direito de desobedecê-las?
E eu respondi:
— Seja qual for a resposta — satisfatória ou não — o resultado será o mesmo: condenação. A lei está ao vosso serviço, não vós ao serviço dela.
Novamente perguntaram:
— Quem pode estar acima das normas? Por acaso não são elas que nos orientam?
Então respondi-lhes:
— As normas não podem estar acima da vida. Somos nós que as criamos; nunca elas que nos criam. Somos nós que as instituímos para que nos orientem.
Furiosos com a minha resposta, disseram:
— Desgraçado! Como te atreves a desrespeitar-nos? Já que não queres submeter-te, far-te-emos arrepender deste dia.
A multidão, cega e incauta de esclarecimento, apoiava veementemente os opressores. Não conseguiam distinguir o certo do errado; o puro do impuro; o joio do trigo; a tartaruga do cágado; o leopardo do guepardo.
E eu olhava para eles como um bando de jumentos sem direção. Então perguntei-lhes:
— Se a lei não condenasse os mais vulneráveis,
vós temeríeis as tropas que vos deviam proteger?
Não ousaríeis confrontar o que vos oprime?
Não teríeis o direito de exigir que vos tratassem com justiça?
Não protestaríeis contra aqueles que vos governam?
Os lordes, temendo que tais perguntas despertassem o povo e que, conscientes da verdade, pudessem rebelar-se, imediatamente ordenaram que me conduzissem à prisão de Kakanda, para que, dentro de dois dias, se realizasse o meu julgamento.
Durante esse intervalo, não comi nem bebi.
Dois dias depois daquela agitação diante dos lordes, organizaram um banquete para celebrar o meu julgamento e rir-se do meu atrevimento. Estavam presentes homens de todas as classes — nobres e plebeus — reunidos para assistir ao meu juízo.
"E, enquanto brindavam à minha sentença, eu era conduzido às trevas do calabouço."
In Cartas de Um Condenado. ✍️
LIVRE AO MAR
Na terra, preso estou.
Livre em ondas serei.
Junto ao meu barco vou.
Neste mar viverei.
Os ventos do leste guiam-me ao sol,
Neste maravilhoso anoitecer.
Ventos leves nas velas me levam
A procura do meu tesouro, viver.
Ondas, tormentas e tufões começam
Na chuva noturna, o vento forte sopra e me quebra
O casco do barco parte no atlântico. No fim viverei?
A deriva...
Jovem ao mar, sem salvação...
Livre agora sou...
Na simetria das tuas curvas, as grandes ondas de um mar intenso: corpo belo de uma estrutura fascinante, alma profunda, sentimentos verdadeiros e cheios de vida como as águas expressivas e transparentes; a estrutura de um mundo que inspira
Tal similaridade é significativa, exuberante e faz todo sentido. Os olhos ficam facilmente exultantes, agradecidos, contemplando pessoalmente essa existência tão genuína, interessante, que, às vezes, aparenta ser uma espécie de arte marítima inevitavelmente marcante.
A essência do teu coração é um mar aberto, um lugar mais afastado, um acesso difícil que, depois de ser conquistado, faz compensar todo o esforço atribuído. Lidando com os teus comportamentos agitados, nadando pelo teu íntimo renovador, encontra-se mais amor e veemência a cada nado.
Fios volumosos e encaracolados, ternura sedutora, mar de sentimentos acalorados, ondas expressivas nas tuas curvas, atração cintilante nos teus olhos, paixão abrasadora, formosura exuberante, coração intenso, semblante audacioso, olhar sedento, universo majestoso, um aspecto muitas vezes discreto, já em certos momentos, é provocante, misterioso, mas de um jeito ou de outro, é interessante, um amor caloroso, profundidade entusiasmante ao mergulhar cada vez mais fundo, amando-te e fomentando a tua felicidade, um feito e tanto, havendo a devida mutualidade.
Almejada liberdade de um céu azulado, a expressividade de um mar azul, curvas e ondas, olhos iluminados, olhar corajoso, uma flor amável que se destaca de um jeitoso majestoso mesmo em um jardim bastante florido, onde cada detalhe seu é primoroso, corpo bem desenhado, amostra de um paraíso, aspecto sedutor, rosto delicado, espírito caloroso, essência rica em amor, sentimentos raros, vívidos cabelos soltos, sabor de entusiasmo, impacto fortemente enriquecedor.
TREVAS
Meu coração é como um rio
soprando ondas de ar no frio
de suas indagações.
E o corpo exala seus odores
em estado de putrefação...
Quem vai pagar as flores
que enfeitarão meu caixão?
Eu preciso respirar,
sentir e amar
-salve-me dos monstros,
venha me acordar.
Dessa realidade...
que carrego nos ombros.
Dê-me a oportunidade
de ainda exalar minhas fantasias
e criar num último respiro,
poesias.
Andrea
E assim seguimos… nadando entre ondas de saudade, guiados pela fé de que, um dia, o mar se acalmará e as águas que hoje doem se transformarão em calmaria. Porque, no fundo, o luto é só o amor tentando aprender a respirar sem o corpo, mas com a alma inteira.
Ver o mar translúcido e o cair das ondas douradas quebrarem diante de seu destino foi algo assustador. Vê-lo lutar com todas as suas forças foi apavorante, mas presenciar o sol se apagar diante dos próprios olhos foi um ato doloroso para o ser humano.
Ecos de um Amor que Não Volta
Cada amor tem uma história.
E, se as ondas de lembranças invadissem o coração, talvez levassem embora o eco do vazio de uma vida inteira.
É certo que, às vezes, a linha do tempo fica desordenada, fragmentada. Nesses momentos, chega a ser curioso, porque há ocasiões em que nem o próprio dia parece compreender que a escuridão de um lindo manto brilhante chega todas as noites.
Então, penso: se a gente ama e o amor vai embora, devo aceitar a frase “você ama, então o amor volta”?
Não, não volta. Até porque, se voltasse, seria visto de outra forma — não seria o mesmo. Carregaria algo diferente junto com aquele sentimento. E, ainda assim, se realmente voltasse, talvez não houvesse tantas desilusões e sofrimento.
Fico em dúvida: será que minha visão está diferente? Houve mudança?
É… pode ser que sim.
❝ ...Ela tem a rigidez da rocha, mas por dentro é mar, Onde a tempestade mora e as ondas não têm fim. Quantas vezes ela teve que sangrar para se salvar? Guardando a dor, para que a dor não matasse o jardim.
Quando a chamas Mulher Guerreira, lembra-te do custo: Do sorriso ensaiado para não preocupar ninguém, Do grito abafado, do coração em susto, Da ferida secreta que só a Lua sabe de quem...❞
----- Poetisa Eliana Anel Wolf
Em acordes de sol e sal
cantam as ondas no oceano
enquanto o meu coração
derrama lágrimas te chamando
A saudade dói no peito
diante da imensidão do mar
nele mergulho e sem jeito
quero ir ao fundo te buscar
mas sereia eu não sou
e volto ao meu devaneio
na praia onde a alma esperou
o amor que tanto anseio
Acordes de sal e sol - Metáfora criada pela autora e registrada
