Ondas
O verdadeiro controle não está em quem emite as ondas, mas em quem domina a própria frequência interior.
TREVAS
Meu coração é como um rio
soprando ondas de ar no frio
de suas indagações.
E o corpo exala seus odores
em estado de putrefação...
Quem vai pagar as flores
que enfeitarão meu caixão?
Eu preciso respirar,
sentir e amar
-salve-me dos monstros,
venha me acordar.
Dessa realidade...
que carrego nos ombros.
Dê-me a oportunidade
de ainda exalar minhas fantasias
e criar num último respiro,
poesias.
Andrea
Não peça a Deus para remover as ondas, peça para Ele te ensinar a navegar. O mar calmo não forma marinheiros, e é no meio do caos que a gente descobre que tem uma força que não vem da gente, mas que nos sustenta.
SerLucia Reflexoes
E assim seguimos… nadando entre ondas de saudade, guiados pela fé de que, um dia, o mar se acalmará e as águas que hoje doem se transformarão em calmaria. Porque, no fundo, o luto é só o amor tentando aprender a respirar sem o corpo, mas com a alma inteira.
Ver o mar translúcido e o cair das ondas douradas quebrarem diante de seu destino foi algo assustador. Vê-lo lutar com todas as suas forças foi apavorante, mas presenciar o sol se apagar diante dos próprios olhos foi um ato doloroso para o ser humano.
Ecos de um Amor que Não Volta
Cada amor tem uma história.
E, se as ondas de lembranças invadissem o coração, talvez levassem embora o eco do vazio de uma vida inteira.
É certo que, às vezes, a linha do tempo fica desordenada, fragmentada. Nesses momentos, chega a ser curioso, porque há ocasiões em que nem o próprio dia parece compreender que a escuridão de um lindo manto brilhante chega todas as noites.
Então, penso: se a gente ama e o amor vai embora, devo aceitar a frase “você ama, então o amor volta”?
Não, não volta. Até porque, se voltasse, seria visto de outra forma — não seria o mesmo. Carregaria algo diferente junto com aquele sentimento. E, ainda assim, se realmente voltasse, talvez não houvesse tantas desilusões e sofrimento.
Fico em dúvida: será que minha visão está diferente? Houve mudança?
É… pode ser que sim.
❝ ...Ela tem a rigidez da rocha, mas por dentro é mar, Onde a tempestade mora e as ondas não têm fim. Quantas vezes ela teve que sangrar para se salvar? Guardando a dor, para que a dor não matasse o jardim.
Quando a chamas Mulher Guerreira, lembra-te do custo: Do sorriso ensaiado para não preocupar ninguém, Do grito abafado, do coração em susto, Da ferida secreta que só a Lua sabe de quem...❞
----- Poetisa Eliana Anel Wolf
Em acordes de sol e sal
cantam as ondas no oceano
enquanto o meu coração
derrama lágrimas te chamando
A saudade dói no peito
diante da imensidão do mar
nele mergulho e sem jeito
quero ir ao fundo te buscar
mas sereia eu não sou
e volto ao meu devaneio
na praia onde a alma esperou
o amor que tanto anseio
Acordes de sal e sol - Metáfora criada pela autora e registrada
No princípio era só um pontinho piscante nas altas frequências das ondas sonoras
Depois virou o Templo do Onipotente
Daquele que bate no peito e mora na mente
Se um dia o mundo acabar,
espero que seja à beira-mar,
contigo, enquanto as ondas
ainda sabem dizer amor.
No mar do pensar,
Nesse instante a nadar,
As ondas escutar,
O vento a pairar.
O nevoeiro do bem estar,
No furacão do apagar,
Rumo ao tsunami do sonhar,
Ao Rio do bem falar.
A temperatura a alternar,
À deriva de um lar,
Em direção à praia do mofar,
Da ilha que veio a abandonar.
O horizonte quisera somar,
Dar um Norte insular,
Talvez um Sul de congelar,
Ou mesmo um frio sem par.
Novo caminho da garoa...
Num suposto sonho de telema...
As ondas são valores éticos e místicos
Até que horas passem num voo de momentos...
BARQUINHO DE PAPEL...
Desilusões e emoções subalternas que vem e vão.
Como ondas?
– Sim! E navegam em pensamentos loucos e oscilantes…
Onde?
- Em alto mar onde meu coração é o barquinho de papel sem comandante…
E se naufragar?
- Não vai! Minha alma é o leme dessa minha vida errante…
BARCO DE PAPEL
Desilusões, emoções que vêm e vão.
Como ondas?
Sim! Em pensamentos abstratos como papel.
Onde?
No mar, o coração é o barco sem comandante…
E se naufragar?
Não vai! Minh'alma é o leme nesta vida errante.
Lu Lena
BARCO À DERIVA
(Entre Ondas e Solidão)
Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
Nesta turbulência em que me
fecho em ostra, esboçando
um sorriso esmaecido.
Açoita em minha alma essa
solidão...
Momento insone em que lágrimas
ardem em minhas retinas...
Gotículas que ferem, agulhas
no meu coração...
Num choro compulsivo desta
lembrança de dor que ainda sinto
daquela partida...
Desmoronando em cada arrebentação.
Lu Lena / 2026
