Onda
Eclodiu
De dentro, para fora
Explode em uma onda gigantesca
Um coração de alma vagante
Um eu destroçado.
Mil e uma palavras doloridas
Mil e uma maneiras diferentes de ferir
A cada passo nessa escuridão
Imensa é minha inércia
Quais quer que seja , meus
Pensamentos jaz em bolhas
Flutuantes por aí
Aqui morrera eu
Um patético poeta , com manias insanas
E vontade de grandeza .
Deito meu olhar sobre o mar,
no instante em que a onda
mansamente toca meus pés,
trazendo vontades
não sei de onde,
nem de quê.
Ternas lembranças me percorrem
e um riso incerto voa,
saudoso das asas poéticas Pessoais
do mar salgado de Portugal.
Sou ungido
das tuas águas,
ó mar!
Sinto-me doce
ante teu sal.
Há um grito que não responde
Eco silencioso que soa longe
Solto no ar
A onda peleia com as pedras
-indestrutíveis -
Mar sem memória de marés
não é mar
Sal sem demasia,
apenas mar
sem sinônimos
nem significados
Arrojado,
céu azulado
A água passou:
é passado.
O TEMPO
O que é o tempo, senão uma onda de instantes
Maleáveis como as tardes frias de inverno,
Desprendidas de todas as leis e regras,
Puramente livres e, por consequência, poéticas.
Instantes que se enchem como um balde,
Que debaixo da goteira, ligeiramente e devagar,
Transborda por sua borda e molha o chão da sala,
Fazendo lembrar a importância de se consertar
O telhado antes que surja a tempestade das adversidades.
Ora, porém, o tempo não se mede em números,
Ora, porém, o tempo causa nó no próprio tempo,
Fazendo enganar-se aquele que o percebe assim,
Em um trajeto contínuo entre passado, presente e futuro.
Para além de mero algoritmo e rotina,
Superando os segundos, minutos e horas,
O tempo é, sobretudo, um sujeito romântico,
Sendo, portanto, para nossa sorte, uma incógnita,
Uma onda de instantes e infinitas possibilidades.
Me atrevo a imaginá-lo como um sujeito simples,
De passos calmos, sorriso largo e descalço,
Que, gentilmente, todos dias bate à sua porta, e convida:
Vamos ver o sol nascer hoje?
Trecho: O Tempo, parte I.
Viva leve
seja sol
seja chuva
seja onda
no mar
seja borboleta
a voar, voar
se não puder
isso ser
seja o verso
que escrevo
e dedico só a você
como prova de
bem querer
"Sinta a onda se formando antes dela se tornar realidade. Pressinta uma tendência e nela projete sua idéia. Crie algo original que seja útil para muitas pessoas. Transforme sua paixão em prosperidade."
Segura tua onda
Sente e reflita
Pense se é boa
Esta tal alternativa
Não vá pela emoção
Centralize sua razão...
Classico
Penso em deixar passar a onda que me leva a uma má disposição e procuro outra situação uma solução que me deia alento, o tempo passa o tormento passa não tenho pressa devagar e por vezes rápido encontro a frequência certa a cadência que me leva a acreditar que acção que tive foi bem feita ou devo aguardar por outra oportunidade o importante é sentir o sentido do fluir da corrente da vida, onde estamos ligados ao universo e a nós próprios e ao todo por energias que canalizam forças e nos dão rumos pelos fluidos e sentidos que temos, onde ao sentir, vamos pensar, e ao ver vamos nos expressar,emocionar, observando para imaginar e criar nosso eu , num eu do tudo e de todos onde vivemos repartidos e ao mesmo tempo ligados no indivíduo, subgrupos e grupos, ser um em um convergência de etnias,de culturas, de tradições, de sexos, políticas, onde o global se foca num só ser, o ser humano, o antropocentrismo do renascimento prevalece vivo até aos dias de hoje, primeiro nos depois as outras espécies vagueamos para um planejamento que é nossa autodestruição, meios adormecidos, não olhamos para os lados, estamos cegos a procura de uma de uma melhoria sem saber o que é melhor para nós, porque não há certeza nenhuma a confirmação vem pela consumação, e pela evidência, até prova em contrário nada é absoluto.
Experimentação da vida o real é simplesmente uma miragem uma focagem que passa num momento, e que como verdade dói muito, por isso é atenuado e vivido ilusoriamente, por isso é irreal.
Pensamentos para dar um bálsamo ao cérebro e deixar o cérebro limpo do pesar.
Tenho que ser guerreiro todo dia,
Porque, senão, com o tempo, a onda passa e te leva
Eu tô de pé, eu tô aqui, eu tenho fé
Eu sei que o que é meu já tá escrito e ninguém pode apagar!
Onda de calor - (no cerrado)
No cerrado, o sol referve, em fulgor ardente
As copas dos pequis, na nuance estorricada
Tortos galhos nus. E a planície descalvada
Escaldado sertão, pela, a sensação da gente
Não há sombra, poeirento chão, céu luzente
Desmaiado vento e, o mormaço pela estrada
Buritis de braços abertos, geme, dita fadada
Súplice quentura, o purgatório sofregamente
E, inflamado, sussurrante, e tão inconstante
Ofega, quase sem querer, sem ter vontade
Para enfrentar, bravamente, o dia torturante
No prado corre o suor, ressumado, tom maior
E nesta verdade um rogo suplicante, piedade!
O cerrado, encalorado, arde na onda de calor.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24 setembro, 2023, 16’54” – Araguari, MG
Mar de penas
Fluxo de penas
Cachoeira de penas
Rio de penas
Onda de penas
Alto mar de penas
Muitas, muitas penas
Não é uma poesia, são muitas penas.
Eu que tiro onda?
Venho para um lugar onde, ofendem as minhas origens (meus cabelos, minha cor), ofendem a minha cidade com comentário xenofóbico, me ofendem com comentários misóginos, ofendem a minha criança, caluniam, dão em cima do meu marido descaradamente e eu que tiro onda?
Eu não tiro onda com ninguém, muito menos de quem eu não conheço! Não vou parar pra dar bom dia a gente criminosa e preconceituosa que usa da sua popularidade pra difamar alguém.
Conquistei minhas coisas com suor do meu trabalho, e não dependo de ninguém pra tirar onda não!
Se isso for tirar onda, eu digo que é ter dignidade! Eu sei que eu tenho, ao contrário de quem fala!
onda boa bate, bate.
vida rasa onda leva.
complicado é o trote.
mas em onda passageira vida se revela.
boa é a festa, que passa depressa.
onde onde o mar não encaixa nessa.
mais pressa, o mar não espera.
respire, acalme se e para.
por um estante pense.
veja o caminho e oriente-se.
A chama do amor arde dentro de você, essa onda de calor quente que está dentro de você, queima qualquer fofoca que tentam colocar no seu coração, para arruinar a sua felicidade.
A saudade vem e vai como a onda do mar, totalmente abstrata, algo longe de ser tocado. Um sentimento que, às vezes, vem como uma adaga, muito bem trabalhada, fazendo com que um frágil coração seja afligido, causando tormento de lembranças, ora em sorriso largo, ora com nó na garganta, enfim, fazendo com que as veredas do passado se tornem um imenso deserto no presente.
.
Mas será que é só isso? Não! A inocência é bela, repleta de graça, tornando em realidade como se tocasse as nuvens, enchendo os olhos de vida e um burburinho acelerado no peito trazendo a saudade do amor, da pureza, da ingenuidade de uma criança. O cocheiro muito volátil nos coloca na porta!
.
Sim, na porta e com um leve toque conseguimos abri-lá e então ser surpreendida com turbilhões de sentimentos, onde a saudade é a chave e que está na sua mão lhe permitindo e lhe outorgando poderes para sorrir, abraçar, bailar, chorar largado, cochichar, beijar e tocar o oposto do abstrato a ponto de ouvir o coração e se derramar na saudade que chegou ao fim.
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