Omissão
Haverá muito mais um discurso de ódio, intolerância e extremismo por trás dos efeitos da omissão e sobretudo da conivência!
_Violação...
transgressão,
pesadelos sem direitos,
vida em direito,
omissão,
submissão,
tristeza,
prazos vencidos
crime prescrito...
oportunismo,
direitos,
a dor não descrimina,
a voz da escuridão soa uma esperança,
para mesmo vergonha aleia...
morte em vida...
a força se diz denuncie,
bem até em coletivo de transporte
se associa o ingrato momento,
prisão para si mesma a dor humilhação,
mais momento na mídia
será algo importante...
mais corpo estendido no asfalto,
outro dia outra noticia...
tantos disfarces e facetas,
ironicamente temos leis.
o representa uma vitima apenas indignação,
tão presente dia a dia em comentários,
mais o ser humano aonde fica aonde está?
claramente em algum lugar se decompondo,
esperando uma solução num fato consumado,
a clareza de tantos para poucos se perdem no imenso teorema da vida e morte.
até quando esperar...?
Para os tolos, não basta apenas a apatia, a omissão e a covardia. É impreterível perseguir aqueles que escolheram a estrada inversa.
Com essa volúpia estúpida, regrada de sementes trevosas e de peçonhentos grãos, eles intentam em realizar alusivamente o maior de seus objetivos pessoais: o de ver seus semelhantes serem embriagados com uma preguiça irreversivelmente eterna que terá força para transformar o universo em uma esfera multicelular de mulas ambulantes – tendo tais patetas como “líderes” supremos e absolutos do bando –.
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A preguiça é uma versão da omissão.
Como é difícil ter uma vida inteira de escolhas.
Começamos nos brinquedos, passamos pela faculdade, trabalho, amores e desamores.
Fazemos escolhas todo dia e o dia todo.
A verdade é que cansa, ou o que cansa é a verdade...
Que peso enorme esse tal de livre-arbítrio, como é fácil a vida dos animais que simplesmente seguem seus instintos.
Não enfrentam fila no mercado, não pagam juros no cartão de crédito, não precisam acompanhar as notícias insanas da política.
Apenas nascem, crescem, se reproduzem e morrem.
Ok, nós também, mas o nosso caminho não é linear, não somos limitados aos nossos instintos, nós temos desejos, referências, educação, valores, religião e medos, muitos medos.
E é essa constante liberdade condicional que nos traz a dimensão da responsabilidade.
Do desafio de responder por cada decisão, seja ela pensada ou impulsiva, consciente ou inconsciente, adulta ou infantil.
E em algum momento a preguiça, aquela falta de vontade, aquele estado letárgico que nos faz querer apenas o nada vai surgir.
Às vezes ela é até necessária, uma pausa para respirar e aproveitar a vista.
No entanto, em alguns casos, ela é a constância, ela vem na frente, amarrando os passos que até se pensa em dar, porém não damos.
Se omitir, calar, não falar também é bom e pode evitar grandes conflitos, mas quando nos acomodamos nessa posição, quando escolhemos não escolher, estamos nos omitindo de existir.
O mau não existe por si só. O mau é a ausência do bem. Para o mau existir basta a omissão do bem, enquanto que para o bem existir necessita da ação de cada um de nós.
Vamos, me mate um pouco mais! A verdade te fere rapidamente, enquanto a omissão e a mentira vão corroendo.
“Não justifique sua omissão por falta de tempo, pois a saúde pode te derrubar e voçe terá forçosamente que arrumar tempo para cuidar dela! “
