Olhos Alma
DONOS DA VERDADE
Que sejam todos santos,
Que sejam corretos em seus atos,
Que sejam donos de suas verdades...
E defendam suas versões.
Que sejam obstinados,
Que sejam humanos evoluídos...
Talvez possuídos;
Eu quero ficar no meu canto,
Ser o dono das minhas culpas...
Quero ponderar as minhas lágrimas.
Render-me à minha consciência;
Viver a realidade do dia...
Alimentar nostalgia...
Quero ser o dono apenas de mim;
E às vezes, esconder-me do mundo.
MEUS CHOROS
Chorei, muitos foram os motivos;
Calei-me, quando não encontrei mais razão para chorar;
Chorar, sorrir...
Sempre vivi, o jeito de ser.
Tenho meu próprio jeito de viver.
Amar, sonhar...
Correr contra o tempo,
Um tempo curto
Para quem está feliz...
Ser feliz e viver, não se diz: Vive-se!
Vem pra mim, fica assim
Vem com tudo, vamos fundo
Vem faminta, vem com raiva
Vem com calma, vem com alma
Vem armada, me desarma
Minha amada, baixa a guarda
Fica louca, tira a roupa
Me aquece, me enlouquece
Seja amiga, me abriga
Vem comigo.
Vem...
Noites serenas,
poesia cantada à capela.
Desejo entoado em mantras
que ecoam no ventre das trevas.
Sorriso apagado.
Um momento de autoflagelo.
É o espelho da alma exaltando
as escaras de um mundo ébrio.
Alvorada. Desvairado disco.
Mais um equilibrista caminhando
na luz e na escuridão.
Chorar não é fraqueza. Chorar é o grito da alma para ser lavada. Liberte-se, chore, grite e esperneie. Porém, não deixem calarem a sua alma, seja livre, seja feliz e abra a sua alma!
ALMA
Uma alma que só sentiu a dor aprende a se manter seguro de tudo e todos. Mas com o tempo ela só se exclui do mundo e sobrevive presa em sua mente. Se prendendo em sua mente nunca sentirá a parte doce da vida. Permita-se libertar dessa coleira que te aprisiona em seus próprios pensamentos. No início é doloroso, cada lembrança como um filme aparece, mas vale a pena sim acreditar.
No ser da alma
O tempo é o infinito
Está no início do fim
E no fim do início
A alma não se cansa
Até abrir a janela de seu ser
E na eternidade se encontrar
Para o céu seu coração conhecer
Em sua vasta existência fará escolhas
Amar a lua e apaixonar-se por suas fases
Ou ter a (des)ilusão de ter as estrelas para si
Não há lógica e nem ordem cronológica
Para o ser que vive é um mistério que seduz
Enquanto o que morre o desespero lhe conduz
A alma é a essência do divino do eterno, nela está o começo e o fim, não alguém que voltou pra fala como é depois dessa vida mais, a nossa essência é eterna depois daqui, em meu mero conhecimento começa de verdade a vida.
Ela sempre está linda por fora, sempre impecável, mas sua alma está desarrumada em dores e medo. Poucos vão perceber, pois a atual sociedade está acostumada a julgar a aparência e por isso, só por isso, não consegue enxergar as dores da alma.
Não sei quando começou, mas falo comigo desde sempre. Me aconselho sempre que tenho que tomar decisão ou corrigir um erro, e acredite, até aqui tem dado certo.
Ode à chuva
Cavalgo com as nuvens em estradas de vento, trago boas novas à terras velhas, a frutos novos e a telha velha, centelha, um momento divino, como o sabor de bom vinho,
Quando menos se espera, apareço a espreita, pronto pra regar, curar, acalmar, refrescar, sou o orvalho, a chuva...
