Olho
Quando estiveres no olho do furacão segura a mão Daquele que jamais te abandonou e ofertou a Luz além da visão.
Eu olho no espelho e anseio, você é aquilo que eu desejo. Mas se não for o que eu almejo? Será que serei feliz desse jeito?
Olhando pra você, e tudo o que eu sonho, mas será que estou vivendo em um paradoxo errôneo?
Eu te amo, eu te odeio
Te quero, eu te desejo
Essa confusão me dá medo, você irá desistir de mim quando saber o meu mais profundo desejo?
Eu só não quero ter medo;
Me abraça e não finja que sou seu segredo, quero você por inteiro.
Você é tudo que eu vejo.
✍️Nas ruas, olho os rostos, nem imagino os dramas, cada um com o seu em particular.
Todos são seres humanos ímpares.
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Perdi o chão, e entrei no olho do furacão quando o meu Amor mentiu prá mim e insistiu em me iludir!Doeu mais que um parto normal, sem anestesia e soro, que uma dor de dente.E que a perda de um parente.
Bom dia!
Olho para o céu e agradeço a Deus por mais um lindo dia que se inicia. Que hoje Ele me faça companhia, me abençoe e me ilumine.
Que floresça em meu coração toda bondade, amor e carinho. Que me traga felicidade e esperança. E que fortaleça a minha fé para que proteja todo o meu dia.
Quando eu olho para além de mim, busco sonhos e desejos que parecem distantes. No entanto, ao voltar minha atenção para dentro de mim mesma, conecto-me com quem eu realmente sou. É como se eu descobrisse algo essencial sobre mim e sobre a vida.
Nesse movimento, encontro o centro do meu ser, aquilo que muitas vezes fica esquecido na busca por coisas exteriores. Esse olhar interior me traz clareza, revelando o que genuinamente importa, despertando-me para uma compreensão profunda da vida e do que me faz plena.
Assim, esse mergulho interior me leva a uma jornada de descoberta, onde encontro minha verdadeira natureza, aquela que vai além das aparências e me conecta com algo maior, algo que transcende o passageiro e me ancora na essência pura do ser.
Depois que eu comecei a me amar de verdade, me amar profundamente, eu me libertei, abri os meus olhos e enxerguei por quantos amores rasos eu me afundei.
Atrás da mata, olho da mulata
Inauguro o movimento de papel e prata
Estreita, torta, entrada sem porta
Criança sorri de joelho morta
Hey tio por um conto olho seu carro
Deixo o rapa pra trás, na 25 de março
A caravana passou, brilha foguete no espaço
Tem mina na cena, sou o rei do pedaço
Olho a Lua através da taça quase vazia
Céu sem nuvens
Sem anjos
Escuro
Uma estrela se destaca ...
E nada mais ...
Degusto minha solidão
Como uma canção
Minha caneta cansada não escreve versos
As únicas letras vivas em mim
São as iniciais do seu nome ...
E com essas letras escrevo minha oração
Na qual peço, em pecado ,
Que chame meu nome
E que de joelho me venere
Santificado por seus lábios
Deixo esse mundo
Para viver nos seus sonhos
Ele colocou uma coleira na sua posse ...
E a conduziu para o meio do mundo
Todos estavam de olho neles
Então ...
Ela se despiu
E ele a possui como se fosse a primeira vez
Todos ficaram com inveja do amor deles
E eles nem ligaram para o mundo
Olho no espelho e percebo hoje o resultado de uma captação que, de acordo com as circunstâncias, transforma-se em amor, alegria, mágoa, esperança, paixão, sofrimento, euforia, satisfação, saudade, enfim... De tudo isso restaram sementes selecionadas. Selecionadas e carregadas de amores,sema menor consequência.
Olho para trás e vejo todas minhas crendices, superstições, conceitos, religiões, filosofias e convicções que passaram pela minha vida e vejo que minha única missão foi, é e será até o fim "vencer a mim mesmo".(Walter Sasso - Autor do livro "Tsuru Li Tai chi chuan"
Te amei
Antes eu olhava pra você e via paixão
Hoje te olho e vejo tanta ilusão
Eu estava perdida
Quando te encontrei
Não era o que eu buscava
Mas era o que eu achava que amava
No fim
Me enganei
Achava que você faria tudo por mim
mas me decepcionei.
Na proxima vez não me entregarei como me entreguei,
Não amarei tanto quanto amei,
Porque você se foi
E sequelas deixou
Agora irei buscar alguém
Que saiba tratar as sequelas que você largou.
FILHAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Quero a vida pra tê-las, não há mundo
sem o tom de seus olhos frente aos meus,
meu adeus não seria dor nem drama
se não desse ao sentido de quem sou...
É por elas que tenho lado bom,
ganho luz em recantos do meu ser,
sei vencer os meus monstros pessoais
e olhar sem descaso pro depois...
Só aceito partir se as vejo inteiras,
resolvidas, felizes e seguras
de seus sonhos; de suas realidades...
Quero mundo pra tê-las, não há vida
sem as chaves do amor que me liberta
da ilusão de viver só para mim...
OLHOS AO MAR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
A discreta e profunda paixão daquele homem eram os olhos daquela mulher. Não era o corpo, já proibido mesmo pra ele, nem mesmo a alma, igualmente proibida, e sim, as janelas. Ele adorava ser olhado por aqueles olhos. Pelo menos ter a impressão de que o era. Embora devotasse grande amizade pela proprietária dos olhos e não tivesse qualquer intenção de pular os muros daquele afeto, aquele homem queria ser cada vez mais olhado. Ser a passarela, o pasto, a passagem obrigatória dos olhos daquela mulher.
Em nome dassa impressão - possibilidade mais próxima -, o escravo daqueles olhos passou a fazer empenhos para conquistar mais olhares. Passeios mais intensos. Incursões mais profundas e curiosas. Começou a disponibilizar imagens outrora escondidas entre os panos descuidados. Doravante, cuidadosamente mais descuidados. Abriu caminhos para visões bem secretas, paisagens bem escondidas e atalhos que apontavam para destinos que permaneceriam lá, em nome da probidade; ou do bom senso restante; ou do seu temor de perder até mesmo aqueles olhares do início, tão discretos e velados. Queria ser um roteiro turístico levemente mais radical, para se oferecer aos olhos que nunca saíam de seus olhos nem de seu pensamento.
Aquilo não era uma perversão. Não havia mesmo intenções ocultas ou escusas. Aquele homem não desejava tocar, possuir, ter prazeres palpáveis com aquela mulher, até porque isso quebraria o encanto, além de ferir a probidade ou a lei dos laços que já formalizaram outros contextos. A troca dos mesmos obrigaria um processo doloroso por algo inviável, previamente quebrado, e por isso mesmo vencido. Validade vencida já no começo. Sua culpa não tinha dolo. Era culpa sincera. Culpa inocente. Não seria capaz de qualquer ato que gerasse uma exposição além daquela, entre a dona dos olhos e seus empenhos. Nem à consumação do crime ou pecado, por mais seguro que parecesse. Sabia conter qualquer arroubo.
Com o tempo, a dona daqueles olhos pareceu decidir que já era tempo de retirá-los de cena. De cenário. De pasto. De passarela e roteiro. Delicada e sensível, teve o zelo de fazer isso lentamente. Não queria causar de uma só vez todos os ferimentos emocionais que sabia inevitáveis. Ela só não sabia que os olhos daquele homem não sabiam viver sem ver seus olhos. Eram dependentes dos passeios, das curiosidades, incursões discretas e delicadas daqueles olhos. Com a retirada, o pobre homem sofreu profundamente, chorou fontes, rios, mares, e quando a dor de não ver os olhos daquela mulher sobre ele não era mais suportável, resolveu não ter olhos.
Foi assim que os mares, criação final do choro dos olhos daquele homem tiveram a companhia de nada menos que aqueles olhos. Agoniados e deprimidos olhos, que se uniram na dor eterna e profunda - mais profunda que os próprios mares - de saberem que nunca mais o seu dono seria mapa; roteiro turístico... nem o simples pasto e a passarela dos olhos daquela mulher.
ARMA BRANCA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Já depois de uma vida não sabes quem sou;
tens um olho em meus olhos, outro no talvez,
quando chego e me dou às tuas atenções
e não conto até três para fechar os olhos...
Vejo quanto esbanjei o meu tempo em afetos;
fui solícito, exposto e desarmei meu ser,
para ser transparente, suave, sem véu
onde os vetos do mundo faziam fumaça...
Lá se vai uma vida e não me gabaritas;
na verdade nem tiras uma nota honrada;
quase nada conheces de minhas questões...
A minh´alma; meu corpo; tudo quanto expunha
para ser o teu livro de leitura franca
se tornou arma branca e me feres de mim...
DESISTÊNCIA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Se não podes me ver sem essa névoa,
essa trave nos olhos constrangidos,
um olhar de gemidos camuflados
pelos traços de alguma simpatia...
E não tens o que possas apostar
na lisura e no tom do meu carinho,
neste ninho de sonhos e levezas
que te oferto em silêncio e contrição...
Só me resta calar o sentimento,
recolher o sentido que não faz,
onde o vento gastou a confiança...
Tentarei não sentir a nostalgia,
cada dia do tempo que me resta
será tempo de achar quem faça jus...
VERDADES OPOSTAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
De repente não sei despir meus olhos
dos teus olhos, teu riso, tua estampa,
tudo acampa no bosque da saudade
que brotou em meus campos afetivos...
Tua voz acompanha meu silêncio
e me faz esquecer os sons externos,
meus eternos motivos de sonhar
se renderam à tua novidade...
Não há pressa em saber se já te amo,
pode ser um sussurro de carência
ou daquelas paixões de meninice...
Mas a minha verdade não é tua;
minha lua não cabe no teu mar;
o que sinto é só meu, de mais ninguém...
