Olhar
Sempre gostei de observar as pessoas e seus gestos... As pessoas não se olham mais!
Cada indivíduo submerso em seu próprio universo... olhares fixos em pequenas telas.
Já parou para pensar em quantos olhares e encontros se perderam? Me lembrei de um poema da Florbela Espanca que diz:
"Sou talvez, a visão que alguem sonhou, alguém que veio ao mundo para me ver e que nunca na vida me encontrou."
Ah! Florbela, diante de tais fatos tenho receios, talvez, "esse alguém" nunca me econtre encontre
Por mais, gente por gente e olho no olho!
Fácil nunca foi, mais a gente supera.
Principalmente se rolar uns incentivos do tipo que beija, abraça, agarra quando ninguém esta olhando, te encara olho no olho e diz, você me faz muito feliz.
Engraçado quando estamos conhecendo alguém e sempre acontece aquele lance do interesse. A pessoa envia sempre a sua melhor foto, aquela que tirou no dia em que fez o cabelo, pintou suas unhas e passou aquela make no rosto. Chega ser tão perfeita que da medo de você não ser tudo aquilo para corresponder. Acompanhado da foto vem a pergunta: O que ganho troca?
A resposta: Um beijo, um abraço forte e uma barra de chocolate no dia dos namorados 😂
O que faz todo sentido, afim todos estamos em busca da perfeição.
O dia amanhece e o clarão surge.
Mas, só existe uma única coisa que me ilumina: o reflexo do seu olhar em mim. É um jeito natural, sabe, de tocar a vida de uma forma encantada. Você consegue transformar o meu amanhecer num recital de poesias, em um claro brilho das estrelas em plena luz do sol.
Hum esses olhos, que são intensos quanto ao brilho do mar em dia ensolarado.
Esses olhos que quando abrem é como se tivessem várias dimensões, várias possibilidades de me encontrar no seu olhar.
Com um assovio respondo ao nada,
Com bocejos ao tedio,
Com lágrimas ao peso das emoções,
Com suor à compensação da vida,
Com o corpo sujo às reais alegrias,
Das alegrias ás tristezas,
Com brilho nos olhos ao seu olhar.
Com mais beijos aos seus beijos.
Confirmo a felicidade.
Sempre a te beijar.
Antes que o dia termine vou te encontar, no silêncio dessa solidão nas loucuras das lembranças do teu olhar.
Houve um tempo que nem respirava as borboletas me sufocavam de tanto amor levitava e eu chorava.
Menti pra mim mesmo,
pois não pude acreditar,
que todo aquele amor,
seria para me presentear.
por isso duvidei, e de sua sexualidade questionei.
E com isso
tentei me enganar.
mas o brilho de seu olhar,
me fazia desacreditar
e dele eu colhia
todo o amor que recebia.
Em teus gestos me reconheci,
E deles me surpreendi,
mas não posso negar,
que deles me fiz encantar.
O tempo que confere voz e ritmo à natureza, silenciou a paisagem urbana.
“Ouvir o ruído das pinceladas nas paredes envelhecidas” - talvez nossos sentidos só consigam perceber o passar do tempo através das camadas de tinta – a jornada do olhar, a arte percorrendo passado/criação, presente/percepção e futuro/imaginação.
Olhar, fotografar, editar, criar, expor. O processo percorre o tempo.
O olhar que atravessa a lente, frágil sentido humano, deseja enxergar através das paredes, mas não o faz, adota um critério oposto ao usual: em vez de conceber a arte com elementos da realidade em termos de imaginação, revive a realidade como se fosse arte. O processo percorre o tempo.
O tempo como contexto da constância, os blocos de concreto, a imobilidade ao ver o tempo passar, a intransponibilidade das portas e janelas que detém o controle entre o transparente e as várias camadas de imaginação. Um novo olhar e o processo percorre o tempo.
Atravessar o pensamento, sem mecanismos, sem previsões, a imaginação do artista ao retratar o momento, e mesmo o planejamento que determina a precisão do clique. O processo percorre o tempo.
Por um momento, pensei num filme no cinema, que é composto de uma sequência de imagens paradas. Mas porque são projetadas sucessivamente em alta velocidade, temos a impressão de movimento contínuo.
O tempo passa ou o processo percorre o tempo.
Sempre tive a estranha sensação de que o tempo não passa, nós é que passamos, nos movimentamos.
A sensação de que o tempo foi mais uma dessas grandezas filosóficas criadas para preencher o espaço, outro gigante inexplicável e infinito.
Platão disse que o tempo passava, o infinito não.
Afinal, não fomos nós que criamos o tempo, para medir algo imensurável? Criamos divisões, espaços direções, como criamos uma bússola, Norte, sul, leste e oeste não são infinitos se desconsiderarmos limites?
Seria o tempo a bússola do infinito?
Por um momento então imaginei meu próprio corpo, que depois de ganhar camadas de tinta, num processo chamado passado, passa a perdê-las, entre o presente que já se foi ao piscar dos olhos, e um futuro que nunca chega, porque quando chega é o fim, para então ser o recomeço.
Perdendo camadas de tinta, talvez exponho minha história, como os edifícios contam pelo que passaram ao se deteriorarem. Camadas e camadas de tinta, e percebo que de concreto só que o que foi vivido, e de incerto as questões que esse pincelar, pictorizar, desencadeiam na imaginação. A imaginação, é afinal, o futuro. O processo percorre o tempo.
A fotografia, como arte, é a nova chance da paisagem, o recomeço. Norte e sul podem ser infinitos, se servirem apenas para apontar a direção e não para definir onde chegar. O tempo, bússola do infinito aponta a velocidade, não o fim. O processo percorre o tempo.
Nos olhos o ser
revela-se inteiro ou meio.
Nos olhos seus,
os meus no meio inteiro.
Nos olhos meus,
o céu dos seus,
de inteiro coração,
só me deu meio.
Nos olhos seus,
outro mar do verde inteiro
olhos não me deu.
NO SILÊNCIO
Em nossa longa conversa
Você com seus silêncios
Eu com meus suspiros
Parece que tudo foi dito
Sem ser preciso palavras.
Em nossa longa conversa
Os olhares disseram
Tudo o que a boca se negou pronunciar.
Bendito aqueles que diante de um acontecimento é capaz de enxergá-lo com seus próprios olhos, não com os olhos dos outros.
Acho que eu já deveria saber ele sempre voltaria, por mais que se passassem anos e já fossemos pessoas completamente diferentes das que éramos, quando juntos já não fazia diferença, era apenas nós dois naquela pequena lacuna onde o tempo não influenciava em nada, onde os beijos quentes e os abraços ternos sufocavam as palavras. Ah as palavras, ao lado dele elas perdiam o sentido e o significado, tudo que precisava ser dito era compreendido em um olhar e respondido com um sorriso que nem sempre era de felicidade mas sim de aceitação. A alegria de tê-lo segurando minha mão novamente sem que precisássemos nos preocupar em nos esconder, pelo menos naquela noite, fez com que cada segundo separados valesse a pena. Éramos nós mesmos completamente diferentes, perdidos em meio ao nosso quase desconhecimento mútuo, em meio ao nosso passado que nunca deixara nosso presente, pelo menos em nossos corações e mesmo que ele já não fosse o mesmo homem e eu o amava, amava o jeito, o cheiro, o beijo, o toque, o abraço, a forma como sorria, falava, segurava meu cabelo, me olhava e eu sabia que a recíproca era verdadeira, por mais que tivéssemos negado um ao outro,em todos os segundos de espera por aquele momento, eu sabia que sempre foi amor e que para sempre seria amor.
É fato que, por mais cético e racional que possa parecer alguém, todos temos nossas abstrações de estimação. De deuses até a vontade de "vencer na vida", o abstrato é o centro de nossas órbitas de alguma forma. Não permita que ninguém lhe que sonha demais, que é difícil demais, que demora demais ou que és só mais um num aglomerado qualquer; não deixe que violem os seus abstratos pois, de certa maneira, eles o nortearam pra chegar onde está. Valorize-os. Que seja um flash na memória, um desejo; que ele ainda não tenha nome, procure-o.
Eu sei, eu sei... parece mais um dentre os enis textos motivacionais que você lê por aí mas, por um minuto, pense: o que o trouxe até aqui? Olhe ao seu redor... Olhe para as pessoas que te rodeiam... elas são fruto dos seus abstratos. Elas também fazem parte deles mesmo que não planejadamente.
Pra onde tens corrido?! No que pensas antes de adormecer? O que te motiva à acordar todas as manhãs contra sua vontade leitor? Tens mesmo pensado em onde quer chegar, ou só corre porque o tal aglomerado tem corrido? Siga os seus motivos.
Não pense que as coisas que estão a sua disposição foram criadas por pessoas mais inteligentes que você pois elas não pensaram assim quando as criaram. Se não puder mudar o mundo detentor de todos nós, transforme o seu... Garanto-lhe que ele irá surtir grandes efeitos por onde passar.
Caro leitor, olhe novamente ao seu redor... Nada está aí se não por uma razão: pra te fazer maior.
E, por fim, desejo-lhe duas coisas: em primeiro lugar, que olhes o mundo que o cerca com outros óculos, em outras palavras, que seja mais otimista; que vejas em vales campos de vida, que vejas no além da névoa um mundo colorido, radiante e seu. Em segundo lugar, desejo-lhe um amor que o mereça. Porque, por mais que corras por toda uma vida e consiga tudo o que sempre quis, se olhares para trás e ver que faltou-lhe amor, sem receio digo que, terás corrido em vão.
Queria afogar-me em teus beijos, sufocar-me em teu cheiro, perder-me em teus olhos e morrer em teus braços.
Amar sem medida é a medida do amor
Há de se ter uma vontade
de se perder um no outro.
O amor sem medida
é a medida do amor
Nada de economia nas carícias,
nos olhares,
nas palavras,
nos sentimentos.
Nada é exagero no amor
Amor doente
é amor anêmico por ausência de olhar,
toque e cheiro.
