Oi tudo bem
Esse mar cinza, que imunda, que mata, que sufoca, cinza de mar nuvem, de ceú terra, de fogo queima, de agua mata, de homem morre, só mais um gole, comemore, o fim já chegou, e eu já vou....
"A verdade fica no fundo, a mentira no topo. As pessoas preguiçosas vivem na mentira, já as que aprofundam em seus sonhos tem a verdade na palma das mãos."
Não é um Soneto porque é Maior
Tem gente que pensa que o amor é tudo
O amor não é tudo, o amor é quase nada
Porque no tudo também tem o que oprime
O que define, é ruim, e faz mal
Tudo é uma generalização
E toda generalização é burra
Mas, nem toda, afinal isso seria burrice
Porque no amor o tudo é sempre pleno
O amor é sempre eterno e nunca falha
O amor sempre transborda
Mas amor nunca é demais
O amor é quase nada, é assim que deve ser
O amor é um sopro frio no inferno
Só uma rima num montão de versos
O mundo está desabando...
Onde está tudo ?
Cade as cores ? cade as pessoas que um dia foram realmente pessoas ?
Não sei, eu realmente não sei... Estou perdida.
Quero minha consciência novamente, quero minha liberdade para voar, voar nos meus pensamentos, voar sem medo de me perder.
Quero apenas ter o prazer de andar sem medo. De seguir em frente sem me preocupar. Quero que tudo se reconstrua e eu fique aonde sempre imaginei estar.
Bate forte coração na trilha do vento
Sempre bate forte o coração de quem ama, coração que sente, olhos que choram, sonhos que se realizam, saudade que não acaba, chama que nunca se apaga e alma que busca.
Bate cada vez mais forte, pelo medo, pela saudade, pelo amor e pelo incerto certo do tudo e do nada.
Que tudo seja amor, felicidade, carinho, saudade, proximidade, visitas, encontros e sonhos realizados, e que nada seja a distância longe de dois corações, a tristeza, a briga, a incompreensão, a desilusão e a ilusão, que nada não exista perto de tudo e que tudo complete o vazio deixado pelo nada.
No caminho do tempo, seguindo as trilhas do vento, em busca de sonhos, amando sem saber a direção, procurando em cada canto em toda parte, aprendendo a se calar por mais que a vontade seja de gritar.
Apesar de tudo, mantenha-se inabalável em justiça, paciência e honestidade, pois a única paz absoluta é o sono sem dívidas morais.
É tão estranho quando passa. Quando aquele sentimento de que eu nunca ia achar alguém igual a você passa. Quando aquela agonia nada bonita no peito, que até chega a inspirar ou a despertar sérios motivos pra terapia, passa. Porque na troca desse sentimento meio triste, meio sozinho, de gostar de quem não gosta da gente, de sentir por quem recusou claramente ou por acidente, na troca disso tudo e no meio do turbilhão, a coisa para. Fica um buraco. Um buraco com tampa e um vazio diferente. Um vazio novo que a gente ainda não se acostumou, que tinha alguma coisa que preenchia antes e agora não tem, mas também não dói. É o vazio do que passou. E do nada eu percebo que você já não me incomoda tanto assim, que eu consigo acordar e passar por você sem ter um aperto, sem me sentir perdido, sem ter nó na garganta e uma crise de alergia pra disfarçar as mãos suando e o efeito da sua presença. Do nada passa e é tão estranho quando passa…
Eu achei que você nunca fosse passar. A gente sempre acha que vai demorar muito, ou que a atenção nunca mais vai desviar o foco de você, ou que a gente nunca vai conseguir mais engolir a saliva que fica presa na garganta em todas as vezes que você aparece com alguém, mas passa. Daí fica a saudade. Sabe aquela saudade gostosa que persiste, que a gente usa pra tentar sentir de novo enquanto faz todos aqueles testes de reação pra ver se você ainda incomoda? Saudade estranha essa. Nem é boa, nem é ruim. É persistente. Acho que é pra dar algum conforto nesse nó no peito que se desfez.
E há os que não conseguem desapegar dessa dor, desse sofrer-que-ainda-não-passou e guarda isso pra sempre. Porque se não bastasse perder – ou nem ter ganhado – você, agora eu também perco o nó que você me deu. Como se isso fosse uma companhia compensatória. Sofrer demais é amar pra quem precisa preencher algum vazio qualquer, mesmo que as formas não se encaixem e sempre sobre mais vazio dos outros lados. O vazio transborda. E essa gente um dia vai aprender que precisa deixar passar. Aprende também que, quando passa, a gente tem que ser forte também pra reconhecer que já foi. Bola pra frente. História nova quando a gente esbarrar por alguém que vai ficar ou passar também. Porque se a gente se apega… Ah, acaba num ciclo infinito. Dor-do-que-não-passou trocada por saudades de sentir dor. Tem gente que acha isso melhor do que cantar Socorro e imitar o Arnaldo Antunes. Eu prefiro acreditar que não.
Mas agora, falando especificamente de você, de você ter passado, e de eu nem ter percebido a despedida, foi um estranho-bom. Foi bom porque a gente sempre acha que vai precisar de alguém pra ocupar o lugar e nem sempre é assim. Um dia desses a gente acorda e pronto, você passou. Um dia desses a gente nem se lembra mais do seu telefone. Dia desses a gente se esquece até dos seus gestos e acaba arrumando o armário sem dó nem piedade. Ah, tudo passa. Você passou e muita gente ainda vai passar. Eu mesmo já devo ter passado pra tanta gente e pra tanta gente que ainda nem esbarrou comigo ainda. Você passou e eu tô deixando você ir de vez. Sem me agarrar ao falso conforto da saudade que fica. Vai, pode ir, foi bom enquanto durou, mas eu já não preciso mais. Passou, passado. E fica até engraçado o jeito que a gente se pega vendo que o apego não tinha o menor fundamento e que tudo que a gente fez foi meio imbecil. Mas não foi em vão. Eu precisava ter feito de tudo, ter ouvido de tudo, ter comido de tudo, ter chorado de tudo, ter rido de tudo e mais um pouco pra você passar.
Pra essa gente que ainda não passou, espera um pouco. Um dia desses a coisa muda. Abre um vinho e põe pra tocar alguma música. De preferência alguma boa. “Você passa, eu acho graça. Nessa vida tudo passa e você também passou”. Cantarola e beberica comigo, baixinho ou no volume que achar necessário. “Dentre as flores, você era a mais bela, minha rosa amarela, que desfolhou, perdeu a cor”. E quando passar, deixa passar tudo de vez sem fechar a porta no meio do caminho.
Acredita em mim. Um dia passa. Comigo passou.
