Ofensa em Familia
Não vale a pena alimentar a lembrança de uma ofensa, quando é bem provável que o ofensor já se tenha esquecido.
Uns consideram a verdade como uma ofensa, uns como um privilégio, mas a verdade é acima de tudo a magnitude do caráter..
Em alguns momentos, quando sinto que necessito guardar certas verdades pra mim, quando ouso economizar as palavras, aproveito o meu próprio silêncio.. Aprecio a beleza das coisas que estão por trás das entrelinhas ..
A ofensa nem é ofensiva só os fracos de natureza ficam choramingando, se cair levanta ergue acabeça, a roda não reclama do caminho irregular por onde vai passar.
Reagir a ofensa no exato momento pode almentar o confronto, quem observa a situação com cautela analisa os fatos e descobre não é conveniente o confronto é desnecessário.
✍️O pior abandono é o abandono de SI MESMO, essa é a maior ofensa que se pode fazer ao Ser Divino que habita em ti.
Para uns, ser chamado de garoto é ofensa. Para mim, é um sinal de que tudo posso mudar. O tempo favorece...
DE AMAR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Abafe o primeiro grito,
primeira ofensa,
primeiro tapa,
primeira etapa
da violência...
Rejeite o primeiro gole
ou desperdício,
primeiro trago,
primeiro estrago
de qualquer vício...
Cometa o primeiro gesto
de paz e bem,
primeiro traço,
primeiro passo
de amar alguém...
RECRIME AMBIENTAL
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Sem nenhuma intenção de ofensa, e sim, do reconhecimento e o elogio, classifico a arte do grafite, que é uma excelente arte, como praticada por pichadores evoluídos. Grandes artistas que não se acomodaram com a classificação e a sujeira de uma prática marginalizada e sem honra. Decidiram que desejavam mais, muito mais, e ganharam as ruas, os bairros, as cidades, o país e o mundo. Ainda existem os pichadores, como ainda existem animais bem próximos de como eram, em sua total natureza, na pré-história.
Vejo da mesma forma os artistas que descobriram a prática de fazer do lixo algo precioso, belo e dignamente rentável, por transformá-lo em arte. Sei de muitos outros destinos nobres que o lixo ganha, inclusive no campo da indústria, mas hoje falo de arte. Quem recicla para produzir obras de fato criativas, dignas de apreciação, estudo, geração de renda e outros usos, passando pela durabilidade, pode se orgulhar de ser um artista. Os que utilizam o lixo para produzir lixo diferente, que logo será também atirado nos lugares de onde foram extraídos, voltando a poluir, talvez ainda mais, não são artistas. Na verdade, são como aqueles pichadores que não evoluíram. Não descobriram a arte genial do grafite, e por isso ficaram na idade média da criatividade.
Existe muita matéria que a indústria reutiliza com sucesso, a exemplo das garrafas pet; mas para tanto, é necessário que as matérias estejam exatamente como saíram da própria indústria, para que os coletores a recolham e consigam vender. Quem faz uma florzinha que logo estará empoeirada, inválida e desagradável aos olhos, tira do coletor a chance de fazer renda, e da sociedade - da qual faz parte -, a chance de reduzir o acúmulo de lixo nos rios, mares, mangues e bueiros mundo afora. Com isso, diminuímos a chance de um mundo menos sujeito a doenças, enchentes e outros desastres que se unem aos naturais. A única justificativa cabe aos que não têm nada, nem mesmo a florzinha, e por isso a fazem para deleite próprio; quiçá para ganhar uns trocados.
Qualidade de vida exige qualidade de tudo o que fazemos. Isso envolve critérios e projetos. E se vamos fazer arte reciclada, não cometamos o “recrime” ambiental - com requinte de crueldade - que será transformarmos lixo em arte para só depois concluirmos que nossa arte é um lixo a ser devolvido inútil, sem qualquer chance de reaproveitamento, aos lugares indevidos de onde vieram.
A ofensa magoa e dói demais! Palavras ditas sem pensar tem muita chance de problemas cujos motivos não valem a pena.
Por maior que seja a vontade de responder uma ofensa não responda. Fatalmente ao responder você se iguala senão no verbo, mas certamente na moral.
A revolta, mágoa ou ressentimento faz com que você receba todas as coisas como uma ofensa pessoal te impedindo de ser feliz e viver em paz.
A ofensa gratuita é um fracasso pessoal, sobretudo se generalizada, e denota ao menos uma de duas coisas: a falta de educação ou a falta de conhecimento.
Às vezes, os dois...
“A salvação de Deus por meio de Cristo Jesus, não foi por nossa causa, sim apesar das nossas ofensas (Rm 5:8). Sua obra salvadora está diretamente ligada ao Seu caráter, como responsável pelo que criou (Ef 1:11), porém nunca esteve e nunca estará disposto a abrir mão de quem É para preservar-nos (Rm 3:26). Antes abriu a possibilidade de compartilharmos do caráter do Seu Filho unigênito através do renascimento nas águas (Jo 3:5) e da intimidade com Seu Espírito (Rm 8:29).”
Onde a ofensa foi pública, a retratação deve ser igualmente pública. Se ontem, com minhas más ações, contribuí para apagar a luz de 100 homens, hoje carrego a responsabilidade de apresentar Jesus, a verdadeira luz dos homens, para iluminar a vida de 1.000 que caminham em trevas. Não por imposição, pois Ele já cancelou minha dívida, mas porque agora sou Seu filho e conheço bem a generosidade do meu Pai.
A TEOLOGIA DA ESCASSEZ
Chega a ser uma ofensa afirmar que Jesus não tem correlação com a prosperidade. Afinal, um homem que abandonou a mais alta posição de todas, se colocou na condição de servo e pagou o mais alto preço por pessoas tão indignas como nós, com o objetivo principal de nos reconciliar com o Pai Celestial. Como algumas pessoas não conseguem ver generosidade em Suas ações e caráter?
Ele, que agiu de forma diferente da parábola do filho pródigo, na qual o irmão mais velho teve ciúmes da reconciliação do Pai, Jesus, por Sua vez, não teve ciúmes quando o Pai adotou pecadores como nós por amor. Pelo contrário, Ele nos concedeu a posição de co-herdeiros, mesmo que não tenhamos trabalhado por isso e, quando o fazemos, é tão pouco.
Como podemos afirmar que Jesus não tem nenhuma correlação com prosperidade? Tenho percebido várias críticas sobre a teologia da prosperidade, e eu sei que isso existe de forma negativa, mas também existe a “teologia da escassez”. Essa última afirma que Jesus é um empregador injusto, que não está preocupado com os homens que O servem — algo que, para mim, não faz nenhum sentido. Afinal, Ele nos concedeu tudo por graça, de graça e por amor.
Alguns comentários dizem que Jesus nunca prometeu casa, carro ou família. Mas isso não soa bem aos meus ouvidos. Imagine Jesus curando cegos, permitindo que voltassem ao mercado de trabalho e, por esforço próprio, comprassem uma casa ou um carro. Ou curando leprosos, reintegrando-os à sociedade, possibilitando que formassem uma família. Ou libertando endemoninhados, devolvendo-lhes honra e dignidade. Não são esses atos reflexos de prosperidade?
Cheguei à conclusão de que a prosperidade não é o alvo principal do ministério de Jesus, mas, com certeza, é um resultado e uma consequência da Sua obra. Seria um insulto afirmar que alguém tão generoso e amoroso como Ele não está preocupado com o bem-estar dos Seus servos. Minha maior preocupação é que, por religiosidade ou crenças limitantes, não tenhamos acesso à totalidade da obra restauradora de Cristo.
Eu vou viver a totalidade da promessa.
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