Odio que Virou Amor
Eu tô cansada do amor, tô cansada de ser amada, tô cansada de amar.
Amar não é pra mim, eu cansei de ser quebrada por todos aqueles que amo e que dizem me amar, tô cansada de dar poder a todos pra me machucar.
Me permitir se amada? Como ? Não dá, não acredito mais em nenhum tipo de amor, acredito em favores, trocas e cobranças, acredito que quando fazem algo por nós buscam algo em troca, eu tô cansada de ficar devendo favores, tô cansada de pena de carinho que na realidade é só troca de carências, eu tô cansada de amar e ser amada...
Eu fico pensando e se eu desse uma chance ao amor e se eu permitisse que alguém se aproximasse, se eu o permitisse segurar a minha mão, tocar em corpo, trocarmos beijos, carinhos e amassos.
As vezes penso e se essa for a minha chance de amar e ser amada, se finalmente for o meu "que se dane só quero você", mas aí o medo me consome, o medo de ter meu coração quebrado, o meu corpo usado e tudo o que eu senti for comparado a perca de tempo... Eu tô com medo de ser novamente magoada...
conheci alguém que me fez querer dar uma chance ao amor, pode ser cedo demais está pensando assim, mas eu não disse que dei essa chance, esse alguém me fez acreditar que é possível amar e ser amado, fez com que quisesse me entregar de verdade, só me entregar sem medo das consequências, me fez desejar naquele momento viver a intensidade da maneira mais intensa possível, só por aquele instante em que pensei que fosse possível amar, eu esqueci de todas as experiências que pessoas próximas a mim tiveram, eu esqueci que achava namoro um pouco brega, eu esqueci que é algo que só existe em filmes clichês, eu esqueci que isso não está nos meus planos, mas ser intensa é assim, horas eu não vou querer algo de jeito nenhum, mas terá que instantes no qual o meu coração vai desejar tão fortemente que vai ser impossível camuflar ou ignorar essa intensidade que habita em minha vida...
''Mãe é a alegria manifestada do amor que nos acolhe, à sua maneira, do jeito que somos. Mas com algumas ideias do que podemos ser. Em seus braços somos levados para a mira do seu olhar''.
Ser mãe é assumir certa responsabilidade do grandioso amor que se sabe ser coautora. Seu coração é terra fértil, para os que nela cultivam o bem, onde brotam acolhimentos, paz, alegria e confiança.
Um novo amor só é possível quando você consegue uma chave nova para abrir a porta do seu coração, pois as velhas chaves só abrem padrões antigos...
"O meu amor não está prescrito em nenhuma bula, só se acumula nas entre linhas do meu coração ferido."
O mal que faz ao outro, a si mesmo o faz.
O amor que dá ao outro, a si mesmo o faz.
As formas aparentam separação, mas a essência as conectas como uma só.
Amor que é amor nao acaba, só cresce a cada dia, em alguns casos estaciona, fica ali, parado, amortecido, mas nunca diminui... Se diminuir é pq não era amor, era paixão...
Amor é aquele que vc leva junto.. Pra sempre...
O livro Ereny Fonseca Araújo - O centenário em paginas de amor e de saudade organizado pela filha Rosa Maria Fonseca Araújo e pelo escritor Bento Alves Araújo Jayme Fleury Curado, foi um presente do ex namorado da minha meia irmã paterna. Ele trabalha como jornalista no jornal O Comunitário em Palmeiras de Goiás e em uma de suas visitas trouxeram para mim de presente esse livro.
Ao receber questionei se havia algum parentesco entre nós, já que nós assinamos Araújo como o nosso pai.
Não souberam responder, mas acreditamos que sim e ficamos de pesquisar a respeito, o que nunca aconteceu.
De fato eu tive muita curiosidade de ler e entender sobre a vida da saudosa Ereny Fonseca, porém a falta de tempo e esquecimento, julgo falta de interesse também, nunca me deixou sentar e mergulhar nas recordações ali deixadas.
O livro nada mais é do que lembranças e recordações escrita por seus filhos, netos, bisnetos, do esposo, sobrinhos e amigos. Cada um conta um momento ao lado de Ereny, falam de suas qualidades e seu jeito brincalhão até mesmo diante de situações difíceis como sua morte e aqui ressaltarei por ter me indentificado.
Larissa Araújo, a neta que cuidou de Ereny em seus últimos dias, conta que a avó com seu bom humor em uma manhã, disse que aquela seria uma viagem sem volta, " Dessa viagem eu não volto. Não sei se vou de bonde, de jegue, ou de trem, mas que eu vou, eu vou". Larissa ficou sem reação diante do sorriso brincalhão da avó, até imaginou algumas palavras, mas não teve coragem de dizer.
Outro hábito de Ereny citado pela filha Maria Sophia que me chamou atenção e que inclusive quero trazer pra minha realidade e praticar com frequência é o de rimar as conversas entre as duas, "Uma brincadeira boa para a mente, por exigir criatividade e rapidez de raciocínio. E como ela era danada, sempre superava!".
Ereny Fonseca lutou contra tabus e preconceitos para romper barreiras de uma sociedade machista dominadora no campo literário, onde as primeiras mulheres foram massacradas pela tentativa de expressão.
Filha de Benedito Garibaldi e de Delmira de Faria, Ereny Fonseca Araújo nascida em 1913 em Itaberaí Go, trabalhou como telegrafista ao lado do pai que levou o serviço de telégrafo para várias cidades.
Garibaldi faleceu em Trindade, cidade que Ereny trabalhou até 1942.
Após casar-se com Almir Turisco de Araújo, mudaram-se para Anicuns Go onde Almir foi nomeado à prefeito.
Aos 83 anos de idade escreveu o livro Histórias de Uma Vida, dois anos antes de sua morte.
Musicista, cantora, compositora, escritora, religiosa, tinha uma enorme facilidade em lidar com pessoas, sempre muito caridosa e amiga soube fazer um belo trabalho social ao lado do marido político e ajudou várias famílias carentes.
Sobre termos ou não algum parentesco, ainda não descobri. Se tivermos é bem distante, mas temos o talento para artes em comum e graças ao pedido da professora de telejornalismo Kamyla Faria Maia, para que fizéssemos um trabalho sobre qualquer livro lido recentemente eu finalmente tirei tempo para conhecer a vida e obra de Ereny Fonseca Araújo através da leitura.
Ou como diz o marido Almir, "Uma verdadeira dama".
