Odio que Virou Amor
Num canto de cordel eu vou cantar,
De amor, de dor, de querer bem,
"Você é fogo que chama", hei de começar,
"É água da minha sede", ao seu desdém.
É o suspiro que escapa sem avisar,
No vasto mar do amar, ao luar eu sou refém,
Seu nome é doce que não posso parar de chamar,
Com sabor de dendê, amor que a vida contém.
Eu sou a luz a guiar por onde tu vais,
Mas sua sombra me cobre, escura e furtiva,
Na senda do amor, sempre dou mais,
Na espera de um carinho, minha alma cativa.
Abraço o vazio, esperando um sinal,
Ligo e recaio no silêncio de tua ausência,
Mensagens flutuam em um espaço virtual,
Sem retorno, sem eco, só a minha insistência.
Amo sem garantias, coração na mão,
Será que aceitas este amor, ou é em vão?
Foi sorte ou esperança, essa minha condição,
De te ter na minha vida, ou apenas ilusão?
Devo eu persistir, ou abrir meu coração,
Para um novo amor, outra direção?
A sinceridade, dizem, é a chave da libertação,
Ser só, mas ser inteiro, sem viver de expectação.
Em versos de cordel eu ponho meu sentir,
Entre linhas de esperança e de desistir,
Amor que seja livre, pronto a partir,
Que a vida é pra frente, é preciso decidir.
**À Beira do Amor**
No crepúsculo dos meus desejos, tua silhueta dança,
Elusiva como a brisa que escapa entre meus dedos.
Em cada gesto teu, uma esperança se lança,
E em cada silêncio teu, morrem meus segredos.
Admiro-te, oh flor não colhida, em teu jardim secreto,
Tua voz, melodia que ecoa em meu vazio noturno.
Amo-te em um sussurro, em um mundo discreto,
Onde meu coração clama em um palco taciturno.
Mas oh, doce amargura deste amor não retribuído!
Como dói alimentar essa chama em vão,
Onde cada sorriso teu, para mim, tão restrito,
É um prelúdio de um inverno em meu coração.
No espelho das águas, minha alma questiona,
Devo navegar por este mar, ou novas terras buscar?
Talvez em outro olhar, a luz da paixão reabona,
Ou sob estas estrelas solitárias, continuo a vagar?
Ah, mas essa incerteza, tortura e guia,
Tece em mim uma rede de profundo ardor.
Mesmo no abismo da não reciprocidade, eu te queria,
Enquanto a esperança, em seu último fulgor, ainda clama por amor.
Então, fico à beira do amanhã, pensativo,
Entre a dor da paixão e a paz do esquecimento.
A cada aurora, o amor parece menos cativo,
Mas a cada crepúsculo, ele revive no vento.
Assim permaneço, entre o adeus e o eterno abraço,
Numa dança que oscila entre a luz e a escuridão.
Amor, esse enigma que desvendo passo a passo,
Decidindo se em tua ausência, ou em tua mão, encontro minha canção.
No Jardim dos Pensadores
No vasto jardim do ser, onde brotam os pensamentos,
Planto meu amor não correspondido, rego-o com lágrimas silentes.
É uma flor estranha, que floresce em sofrimentos,
Entre os espinhos da dúvida e os solos das mentes.
Qual é a essência desse amor que apenas eu sinto?
Pergunta o filósofo em mim, buscando entender.
Será ele menos real, por ser um labirinto
Onde apenas minha alma pode se perder?
Nietzsche disse uma vez, com ardente fervor,
Que devemos amar a vida, aceitar até a dor.
Assim, amar sem retorno seria então uma forma de nobreza,
Amar o destino — amor fati — em sua pura beleza.
Schopenhauer, mais sombrio, poderia argumentar,
Que todo desejo é sofrimento, e o amor é um mar
Onde navegar é buscar a dor, em ondas de ilusão,
Afastando-nos da tranquila costa da razão.
Mas que diria Platão, com sua visão das formas ideais?
Será que o amor verdadeiro, em esferas celestiais,
Não precisa de resposta, pois é puro em si mesmo,
Uma união de almas, não um simples esquema?
E Kant, com seu imperativo categórico a guiar,
Diria que amar com respeito e dignidade, sem usurpar,
É agir eticamente, mesmo sem reciprocidade,
Pois o amor em si deve ser nossa moralidade.
Assim, me vejo filósofo entre estrelas e poeira,
Buscando sentido no amor que a alma inteira
Consome em chamas de um eterno questionar,
Onde ser amado não é certo, mas amar é um ato de se dar.
No fim, talvez Sartre e Beauvoir possam me ensinar,
Que somos livres para escolher como amar e navegar.
Que o amor não correspondido pode ser liberdade,
A escolha de amar, apesar da adversidade.
Filosoficamente, o amor é um eterno debate,
Uma dialética entre o coração e a mente.
Nesse jogo entre ser e parecer, tarde ou cedo,
Aprendemos que amar é, em si, um credo.
O Crepúsculo do Desejo
Nas sombras do meu coração, onde murmúrios ecoam,
Habita um amor sepultado, sob véus de luto e segredo.
Uma paixão fantasma, que nas trevas me assedia,
Um amor não correspondido, que como sombra, comigo vadia.
Nas tumbas de sentimentos, onde repousam os mortos,
Meu amor solitário vagueia, entre os esquecidos.
No jardim das almas perdidas, ele sussurra para a noite,
Promessas não cumpridas, num lamento sem açoite.
Como um vampiro, ele suga a essência de meu ser,
Deixando apenas a casca, um vazio a padecer.
Nas veias desse amor, corre não sangue, mas veneno,
Um elixir doloroso, doce e pleno de pequeno.
O céu de minha mente, outrora claro e vasto,
Agora coberto por nuvens negras, um tormento nefasto.
Cada estrela apagada, um sonho de reciprocidade,
Cada trovão distante, o eco de minha saudade.
Em noites de lua nova, quando a escuridão é completa,
A tua ausência é um espectro, na penumbra discreta.
Rondando os corredores de minha alma enclausurada,
Um amor zombeteiro, na escuridão encarnada.
Oh, como desejo libertar-me deste cárcere sentimental,
Quebrar as correntes desse amor brutal.
Mas como arrancar o próprio coração, motor de meu tormento,
Sem o qual a vida cessa, e com ele, só sofrimento?
Assim, na catedral do desespero, ao altar me prosto,
Ofereço meu coração, um sacrifício ao gosto
De um amor cruel, deus de minha devoção,
Que rege minha vida com mãos de perdição.
Esse é o crepúsculo do desejo, o ocaso do meu querer,
Onde amar é um inferno, um eterno padecer.
Entre sombras que dançam, e o frio que tudo consome,
Meu amor não correspondido, em trevas, encontra seu nome.
Quando eu descobri que sou o grande amor da minha vida, algumas pessoas nunca mais me deixaram, elas entram e saem da minha vida e eu apenas monitoro o tráfego.
"O amor é assim um sentimento sublime que está lá no fundo do seu coração e não extinguirá jamais."
''O amor de Deus, é a âncora segura que nos sustenta em todas as marés da vida, é o abraço acolhedor que nos envolve, oferecendo conforto e paz, é a fonte inesgotável de renovação, onde cada nascer do sol e no silêncio das noites estreladas, sentimos a presença de seu amor à todo instante.''
Raphael Denizart
Você, incapaz de reconhecer a verdadeira profundidade do amor, contenta-se com a mera efemeridade de se apaixonar. És uma criatura insípida, desesperada por uma chama artificial para iluminar sua patética existência.
Paixão Maldita
Por que você não diz adeus?
Você não vê? Não tem amor
São relatos prováveis de uma amor não amado
Nosso retrato em filmes queimados
Aposto que vives desiludida
Pra quê sofrer uma paixão maldita?
Por quê?
Curta o seu amor hoje. Dessa forma,
se acontecer de perder,
o máximo que conseguirá, é guardar no seu coração.
O que pensa que eu sou? Se não sou o que pensou, me libera. Não insista. Vai viver um outro amor.
Amor poético
O amor poético é retratado como uma experiência transcendental, onde os amantes se entregam à beleza e a profundidade dos sentimentos. É descrito como uma sintonia de emoções, onde cada interação é uma expressão artística. A vulnerabilidade é celebrada, pois os amantes se entregam sem reservas, confiando na imortalidade dos sentimentos compartilhados. Apesar dos desafios, o amor poético persiste através das eras. Inspirando poetas e amantes a sonhar e a criar suas próprias histórias de amor duradouro.
Ecos de um amor atemporal
Tudo começou com um "oi" no Instagram,
na sua foto dei até zoom.
Não achei defeito algum,
conversas de noite e manhã,
estilo músicas do Djavan.
Ela sempre com indiretas,
eu mandando que a aliança no dedo era meta,
sempre a mesma loucura,
que pra vida o amor é a cura.
Conversas e encontros de casal,
da minha vida a atriz principal,
tudo ia ganhando cor
e até brilhou quando me chamou de amor.
Não sabia como responder,
será que eu era o cara pra você?
Perguntas jogadas ao vento,
esperando que a resposta seja o tempo.
O problema é que o tempo
é um templo,
é bastante amplo
e ao mesmo tempo curto,
pode passar como um vulto
ou até mesmo ser um surto.
Para o tempo o fim é um insulto,
mas pra quem o tempo é finito,
o amor nunca é infinito.
Coisas que acontecem por acaso
e por onde passa deixam um arraso,
e o que começou de forma rápida e linda
terminou de forma mais rápida ainda.
Um fim meio trágico,
escrito por um tempo sádico.
O tempo e o destino
fizeram um homem chorar como um menino.
Onde um grande amor
se tornou a dor do sonhador,
lágrimas viraram a tinta da caneta do compositor.
O que me resta são sonhos,
é o que hoje eu componho,
resquícios de memórias
que entraram para nossa história.
Ganhei asas da liberdade,
contra minha vontade,
e nelas carrego o peso da saudade
que com o tempo irá esvair
e como tudo irá sucumbir.
Um amor que infelizmente
não teve como fim um "felizes para sempre".
