Odio que Virou Amor
Virou o rosto para além da chama
Sentiu a ardência de compreender
Que toda forma é também pergunta
E ver é também perder
Lá na feira já virou tradição,
Quando Suzianne arma o fogão.
Panela grande, colher na mão,
O povo chega em procissão.
Ela mexe doce com concentração,
Segredo guardado no coração.
Coco ralado, açúcar e paixão,
Abacaxi e limão na combinação.
Pense num trem bão, visse não!
Gruda no dente mas alegra o povão.
Quem prova pede repetição,
É doce que causa animação.
Refrão
Você é boa, mulher!
Você é boa, mulher!
Quebra-queixo igual o que cê faz
Só nasce uma vez, se nascer!
Se tiver outro igual ao teu
É conversa, é invenção.
Porque doce desse jeito
Só sai da tua mão!
Tem cabra que perde o juízo,
Tem moça pedindo a receita.
Mas Suzianne só dá risada,
Diz que é herança perfeita.
Coco, abacaxi, açúcar e limão,
Mistura que vira tentação.
Quem come esquece da dieta,
E pede mais um pedaço então!
Refrão
Você é boa, mulher!
Você é boa, mulher!
Quebra-queixo igual o que cê faz
Se existir outro é provocação, oxente, é.
Você é boa mulher.
Você é boa mulher.
Quebra-queixo igual o que se cê faz.
Se existir outro é provocação, oxente é.
Amar você foi o erro mais bonito que cometi; dói saber que o nosso 'para sempre' virou apenas uma cicatriz.
você não é apenas um passado que eu lembro, é a saudade que virou morada e o sonho que finalmente decidiu ficar.
A igreja que deveria ser um hospital para a alma, virou um balcão de negócios para o bolso dos pastores.
Dói aceitar que o nosso 'para sempre' virou um 'era uma vez', e que agora só nos encontramos no silêncio das minhas lembranças.
Amar você foi o capítulo mais bonito do meu livro, mesmo sabendo que a página virou e a autora decidiu encerrar a nossa história ali.
Porque cada erro virou mais distância,
cada escolha uma nova lembrança.
E no fim dessa história que ninguém escreveu,
descobri tarde demais: eu ainda era seu.
Lembro de nós, das promessa no vento,
dois corações acreditando no tempo.
Mas o tempo virou, mudou o roteiro,
e agora só restou silêncio no travesseiro.
A nudez d’Ele me vestiu de justiça,
Sua humilhação me deu dignidade,
Sua vergonha virou minha honra,
Sua cruz se tornou eternidade.
E hoje, quando penso na vergonha que Ele suportou,
Não encontro outra resposta,
Se não viver em gratidão,
E amar com o mesmo amor que tudo suportou.
