Odio que Virou Amor
Você já não é mais tudo aquilo que sempre sonhei. Aquele amor, virou pó, no filtro da minha memória. E agora não resta nem mais lembranças.
Não tenho raiva. Sem rancor. Sem mentir. Não vou mais chorar.
Eu só quero que você se lembre que eu tentei. E que foi tanto amor, que percebi que talvez nós dois, não existisse mais.
Apaixonei por você, isso já virou amor, não precisa se esconder, pois eu não me escondo de você, a timidez passa, não precisa se envergonhar, quanto mais o tempo passa, nos teus braços eu quero estar
Amor que virou luz
(Eliza Yaman)
Não és mais corpo, és brisa que me toca,
não és ausência, és fé que me conduz.
Teu nome agora é chama que não foca,
mas me ilumina em sombras e me traduz.
Foste além do tempo e da matéria,
transfigurado em verbo e devoção.
És oração que em mim se faz etérea,
és meu altar, meu céu, minha canção.
E se não voltas, é porque já ficaste,
no que escrevo, no que respiro e sou.
Teu amor é presença que me haste,
E me levanta onde a dor não alcançou.
O silêncio que quase virou amor.
É estranho como, às vezes, a história mais intensa que vivemos é justamente aquela que nunca
aconteceu. Sete meses podem parecer pouco para o mundo, mas quando o coração decide criar raízes
em alguém, o tempo ganha um peso diferente. Foram dias, semanas, quase uma vida inteira de
olhares que diziam tudo o que a boca nunca teve coragem de admitir.
Havia algo ali. Não sei se era destino, ilusão ou só a necessidade de acreditar que alguém
finalmente enxergava aquilo que eu tentava esconder. Toda vez que nossos olhares se cruzavam, algo
dentro de mim se ajeitava, como se o universo desse uma pausa só para que eu pudesse sentir aquele
segundo. E como era profundo… Era quase um diálogo silencioso, uma troca de almas que,
ironicamente, nunca chegou a virar palavra. Mas o silêncio, por mais poético que pareça, também
machuca. Porque ele cresce. Ele ocupa espaço. Ele pesa. E com o tempo, percebi que estava sozinha
numa história que escrevi inteira sem nem que você segurasse a caneta. Meu coração te escolheu, e
você… Você nem percebeu que havia sido escolhido.
Sete meses sustentando um sentimento que nunca se permitiu existir fora do meu peito. Sete
meses de esperança tímida, de idealizações bobas, de perguntas que nunca nem saíram da minha
boca. E no fim, o que restou foi a certeza madura, e dolorosa, de que olhares não são promessas. E
que às vezes a gente se apaixona não pela pessoa em si, mas pela versão que nasce dentro da nossa
imaginação. Ainda assim, não me arrependo. Porque aqueles olhares, por mais breves ou ilusórios
que tenham sido, me deram uma coragem que eu não sabia ter: a de sentir profundamente. A de
desejar intensamente. A de ser vulnerável sem testemunhas.
E isso, por si só, já foi amor o suficiente. Mesmo que só meu.
É com dor, mas com amor, que peço licença para a despedida. Ontem, você virou souvenir. Dobrei os joelhos e implorei a Deus por misericórdia. Hoje a dor está mais leve, quase imperceptível. Venho me despedir de um amor e também de mim. Porque acordei vivo, aquele Jeremias que habitava em mim morreu ontem junto com a dor que o consumia. Hoje encerro uma história que, ao fim, concluo externamente, mesmo sem concordar, mas preciso sair de mim. Porque está me matando aos poucos.
Ontem, várias vezes pensei em encontrar a buzina do trem, mas uma luz brilhou de repente; minha filha nunca liga após a meia-noite, e acredite, ela ligou. Conversamos muito. Foi Deus que a enviou como anjo, e perdi a coragem de fazer o que planejava. Vou mudar minha vida. Não me despeço como ontem; hoje me despeço como homem. E não pense que foi fácil decidir, mas tudo tem começo, meio e fim. A vida continua e serei grato para sempre!
Obrigado por tudo. A amizade permanece e a dívida também.
Me despeço com o coração em pedaços, mas tenha certeza: em minhas orações, você sempre estará presente, com pedidos de paz, amor, saúde e felicidade.
Que sua vida e seu amor sejam eternos. Juro que desejo sua felicidade com ele. Não me importarei mais; afinal, sou um homem maduro. Preciso respeitar limites para ser respeitado. E seguir em frente, se o amor morreu em você.
Era uma vez
Eu e você
E o Amor que estava prestes a acontecer,
Parou no caminho do quase
Virou utopia
Nos tornamos aqueles que poderiam ser;
Sujeitos,
Pretérito imperfeito
De onde não conseguimos passar do quase;
Ficamos na primeira fase
Findamos o meio do caminho
Cruzamos a linha do começo,
mas não sustentamos o depois.
Tocamos o futuro,
mas não virou nós dois
Fomos além do quase,
mas não do fim.
Relacionamentos não estão rasos por falta de amor, mas por excesso de mentira. A fidelidade virou discurso, e no fim, o amor se perdeu no meio de tanta incoerência
O meu feitiço virou contra o feiticeiro, quis torná-la escrava do meu amor, mas o seu amor me escravizou primeiro.
"Bom dia, meu amor.
A cada manhã a prova aumenta: te amo mais que ontem.
Você virou meu ponto de referência. Tudo que é bom em mim tem sua digital.
Você é minha inspiração, meu orgulho, meu porquê.
Estar ao seu lado transforma minuto em memória. É o tipo de momento que a gente guarda no corpo, não no calendário.
Obrigado por existir assim, do jeito que só você sabe ser."
O primeiro amor não ficou
— virou lição.
Ensinou-me limites escritos em cicatrizes, fez de mim abrigo de mim mesma, e no silêncio entre partidas
descobri que amar não é se perder.
"Relacionamento saudável é dança, não arrasto. Se só um se move, o outro virou peso — e amor não é peso."
Falar de amor virou ato de contrabando entre a dureza do mundo. Levo-o escondido no peito como quem leva pérolas em bolsos rasgados. Quando entrego, minhas mãos tremem, não por medo de perder, mas por saber que a dádiva pode curar lugares onde o sol não entrou.
Guardo um amor que perdeu o destinatário. Como não teve onde pousar, virou peso, virou verso e, por fim, virou parte de mim.
O peso e a beleza de amar
Acredito tanto no amor que acho que ele virou convicção, mas nunca obsessão.
Ou será que isso mostra que vivo uma espécie de escravidão?
Há horas em que o amor nos faz recuar, porque sentimos medo de amar novamente.
O amor é algo que, por mais que tentemos explicar, nada consegue definir por completo.
Até porque, no amor, a gente pensa, sente falta e sente medo de perder.
