Oculto
Se muitos pudessem ver o teatro oculto do nosso espírito, não ficariam a exigir que nossos atos navegassem nos mares serenso da prudência. Se pudessem, ainda, devassar as cortinas que escondem nossas inquietações mais intimas veriam que a razão da emoção é a maior verdade de todas as verdades.
O amor sempre vem acompanhado do ódio. Ele é oculto nos primeiros momentos mas depois sempre aparece, assim meio que subitamente.
Oculto Desejo
Em nosso olhar toda essência do sentir
Nossas mentes querendo nossos corpos unir
A beleza singela de um coração insano
Atrás destes escudos, tamanha fragilidade incide
Em profundo devaneio um toque desvenda
O eletrizante desejo e a nossa pele incendeia
Envoltos a um silêncio perturbador
Que nos impulsiona à um imenso calor
Mãos trêmulas por corpos passeiam
Os olhares não se desviam... intensos
Na respiração podemos sentir o aroma
Em meus lábios posso sentir o gosto de sua excitação
Na sua ousada timidez me acabo
Tão leve, tão profundo, tão insensato
Neste momento nos tornamos um, é fato
Na beleza de uma clara escuridão seduz
Me é dado nesse instante um presente, uma missão
Atormentar toda a sua sanidade
Perdendo a noção do querer
E... desafiando o poder.
Vive só por vive, Sonhar só por sonhar é um querer oculto de querer se enganar
Nunca viva só por viver, nunca sonhe só por sonhar, Viva pra cada amanhecer e sonhe sem medo de errar...
Quem sou eu? Na verdade não sei mais. Hoje, para mim é como se tudo fosse oculto, como se não existisse um motivo óbvio para a vida.
Gosto de descobrir tudo aquilo que fica oculto...muitas vezes,somente o rótulo não basta,não vem com todas as informações necessárias.
Saber o que desejo para o meu futuro não tenho dúvidas, o que o meu próximo deseja esta oculto pra mim, mais qual será nosso destino, só Deus conhece.
"Não ignore alguém que sofre por ti, mesmo que seja oculto o sofrimento, mas que pelo olhar possas enxergar além do que é oculto."
Poeta oculto
A madrugada chega,
E ele ainda está acordado
Junto a sua amiga caneta
Vai rabiscando folhas e folhas...
Suas composições falam de amor
Da vida, do mundo, de esperança e de fé
Na sede e no compasso
Das batidas do seu coração
Ninguém sabe dizer
O que se passa em seus pensamentos
Nem de onde vem tanta inspiração
A chuva da meia-noite
A alegria, a amizade, a companhia.
A dor de um amigo
Ou um amor perdido
Motivos para escrever em silêncio...
Em silêncio escrever...
Ele não precisa gritar para o mundo
Um verdadeiro poeta sempre sabe
A hora certa de falar
Misteriosamente, vai escrevendo.
Somente o que precisamos ler
Querendo não mudar o mundo.
Mas, ajudar-nos a entender.
Que aprender a vencer ou perder
Depende somente de nós
Talvez, ao ler, não compreendamos.
Talvez, nunca consigamos entender.
Mas, em cada canto do mundo.
Há alguém assim...
A rabiscar em suas folhas
Sobre seus curtos ou longos
Pensamentos, inquietos e vivos.
De um poeta oculto.
Weslley Marchezan. Poema de abertura do Livro: Amizades são mananciais, de Cláudio Cássio. Ed.Paulinas,2010.
Arco-íris na Lua,onde ninguém espera por ele,assim talvez seja você com o mistério oculto no seu silêncio.
Arco-íris na Lua,onde se vêem todos os seus sonhos,onde a calma lhe surpreende,de onde as estrelas saem para vê-lo e o vento e as folhas cumprimentam você..E ai onde as pedras nos escutam,chegarei por sua causa.E onde o sol já não ilumina,eu verei por você com a luz da Lua,com o seu sorriso profundo.Continuarei para fazer você feliz.
Filho é a materialização viva mais perfeita, do desejo mais profundo oculto no subconsciente do nosso coração.
O TESOURO OCULTO:
O Covarde, o Corajoso e o Ganancioso
Um homem, que vivia perto de um cemitério, uma noite, ouviu uma voz que o chamava de uma sepultura. Sendo covarde demais para, sozinho, investigar o que se passava, confiou o ocorrido a um corajoso amigo que, após estudar o local de onde saíra a voz, resolveu voltar à noite para ver o que aconteceria.
Anoiteceu. Enquanto o covarde tremia de medo, seu amigo foi ao cemitério e ouviu a mesma voz saindo de uma sepultura. O amigo perguntou à voz quem era e o que desejava. A voz, vinda de baixo, respondeu: — Sou um tesouro oculto e decidi dar-me a alguém. Eu me ofereci a um homem ontem à noite, mas ele era tão medroso que não veio me buscar. Por isso, dou-me a você que é merecedor. Amanhã de manhã, irei à sua casa com meus Sete Irmãos.
O homem corajoso disse: — Estarei esperando por vocês, mas, por favor, diga-me como devo tratá-los. A voz explicou: — Iremos todos vestidos de monge. Tenha uma sala pronta para nós com água. Lave o seu corpo, limpe a sala e tenha Oito cadeiras e Oito tigelas de sopa para nós. Após a refeição, você deverá conduzir cada um de nós a um quarto fechado, no qual nos transformaremos em potes cheios de ouro.
Na manhã seguinte, o homem corajoso lavou o corpo conforme lhe fora recomendado, limpou a sala como lhe fora ordenado, e ficou à espera dos oito monges. À hora aprazada, os oito monges apareceram, tendo sido recebidos cortesmente pelo corajoso homem. Depois que tomaram a sopa, ele os conduziu, um por um, aos quartos fechados, nos quais cada monge se transformou em um pote cheio de ouro.
*
Um homem muito ganancioso que vivia naquela mesma aldeia, ao tomar conhecimento do incidente, desejou também ter para si os potes de ouro. Para tanto, convidou os oito monges para virem até sua casa. Depois que eles tomaram a refeição, o ganancioso, esperando obter o almejado tesouro, conduziu cada um a um quarto fechado. Entretanto, ao invés de se transformarem em potes de ouro, os monges, enfurecidos com a cobiça do espertalhão, denunciaram o ganancioso à polícia, que o prendeu.
Quanto ao covarde, quando ouviu que a voz da sepultura havia trazido riqueza ao seu corajoso amigo, foi até a casa dele e, avidamente, lhe pediu o ouro, insistindo que era seu porque a voz foi dirigida primeiramente a ele. Quando o medroso tentou pegar os potes, neles encontrou apenas cobras venenosas erguendo as cabeças prontas para atacá-lo.
O rei, tomando conhecimento desse fato, determinou que os potes pertenciam ao homem corajoso, dizendo: — Assim se passa com tudo neste mundo. Os tolos cobiçam sempre os bons resultados, mas são covardes ou ineptos para procurá-los, e, por isso, estão continuamente falhando. Não têm confiança nem coragem para enfrentar as intestinas lutas que ocorrem na mente. Só com determinação, confiança e coragem se poderá dar início à Peregrinação que conduzirá à verdadeira Paz Profunda e à Harmonia Interior
SUJEITO OCULTO (Victor Colonna)
O problema são as conjunções desconjuntadas
As interjeições rejeitadas
Os adjetivos desajeitados
Os substantivos sem substância
As relações de deselegância entre as palavras.
É preciso superar o superlativo:
O absoluto sintético
E o analítico.
Achar o verso
Entre o verbo epilético
E o pronome sifilítico.
Falta definir o artigo inoxidável
O numeral incontável, impagável.
Resta procurar o objeto direto
Situar o particípio passado
E o pretérito mais-que-perfeito
Desvendar a rima
Desnudar a palavra
Encontrar o predicado
E revelar o sujeito.
Para conhecer meus trabalhos acesse: http://www.deitandooverbo.wordpress.com
