Óbvio
Quando nos permitimos ver além do que é óbvio ou esperado, podemos encontrar a beleza em todos os lugares, mesmo nos dias mais cinzentos e chuvosos.
#Direitinho
A Justiça, por ser fruto da ética e da moral humana, é sempre falha.
Por óbvio, não se pode esperar algo perfeito concebido por seres imperfeitos numa sociedade imperfeita.
A Justiça como valor máximo só pode existir numa sociedade ideal, de fato igualitária e fraterna, quando então o conceito de Direito se tornaria nulo e sem sentido, uma vez que as coisas seriam justas por sua própria natureza.
Não vivendo numa sociedade ideal, naturalmente igualitária e fraterna, a Justiça nasce corrompida, suja do sangue e das viscosidades humanas, maculada por sua corrupção e egoísmo, fazendo com que o Direito se torne mero instrumento de dominação e manutenção dos interesses de determinadas elites.
Às vezes você ganha, às vezes você perde. Eu não quero ser filosófico agora, só afirmei o óbvio.
(Harry Flynn)
Pesquisar é não se conformar como o óbvio que se repete sem se incomodar com a possível ineficiência da práxis. É acreditar que sempre podemos melhorar.
" Desconfie de tudo que lhe seja óbvio e evidente porque deveras vezes isso é o que você enxerga,mas isso não significa que representa em verdade. "
O mal, por sua vez, é tão óbvio, que poucos percebem que é feito. O governo deixou de esconder. Está tudo à sua frente, e tu acaba por não se atentar. Não deixe de duvidar, mas nem pense demais. As crianças são puras e enxergam o óbvio, os adultos são lógicos e não percebem os pequenos detalhes.
Obvio que, com o ego tão fragilizado dessa geração viciada em exposição, facilidades e mente positiva, mostrar o sorriso sincero, aquele que se mantém mesmo depois de uma foto, é muito difícil,
É óbvio:
Você pode descobrir algo que ainda ninguém descobriu.
Você pode dizer algo que ainda ninguém disse.
Você pode fazer algo que ninguém fez.
Você pode pensar algo que ninguém pensou.
Na complexidade do óbvio reside um enigma,
Onde apenas dúvidas, não razões, são extraídas.
Palavras venenosas pairam acima das presas das serpentes,
E lamentáveis são as falsas testemunhas que,
Da boca dos autoproclamados filhos do Criador, brotam.
Condenados estão por suas mentiras.
Por meio de seus olhos, anseiam pelo abominável,
Indago ao Criador, meu Mestre,
Por que esses pensamentos recaem sobre minha pessoa?
Sua resposta, um silêncio elucidador,
E a voz Dele me diz:
"Não te fiz juiz, há tempos passados, tal papel era teu.
Agora, manifesta minhas obras como eu o fiz."
Esse entendimento me conduz à missão de resgatar alguém,
Mas quem seria o destinatário de minha compaixão?
Meu algoz, percebo, fui eu mesmo,
Ao ignorar o Senhor em meu caminhar solitário.
No momento oportuno, questiono meu Mestre:
Irei estender a mão àqueles que jamais me deram?
Não foste Tu quem me libertou da solidão profunda?
A resposta do Mestre ecoa com clareza:
Um bom samaritano não é aquele cujas obras atingem
Aqueles que lhe causaram feridas.
Os frutos de tuas ações devem ser destinados
Àqueles imersos nas trevas, não são teus inimigos.
No entanto, teu coração é humano,
Prepara teu sentimento para se fortalecer,
E assim, em mim, encontrarás a paz.
Essa paz não veio para semear a verdade,
Mas sim do resultado de tuas ações surgirá o arrependimento.
Atribuo a ti a minha marca, ó mensageiro,
Eu sou a mensagem a ser propagada.
O Espírito te guiará, e por ele todas as manifestações serão executadas.
Contemplo tua pequenez, que se revela grandiosa em meus olhos,
Enquanto o mundo te enxerga diminuto.
No desfecho, o Mestre persiste em revelar,
Que meu eu não deve ser meu foco principal,
Mas sim, os anais dos sentimentos passados.
Perante um amor imensurável, rendo-me,
Pois Seu molde esculpe e nutre meu ser,
Desprendido das amarras que me aprisionam.
Após tal reflexão, desvendo com clareza
O verdadeiro renascer em Cristo,
Pois, se o velho homem pereceu, que sombra ou ressentimento
Poderia ainda abraçar o novo ser que me tornei?
Se o único próximo que habita em mim é minha própria consciência,
Este pensamento ecoa, lembrete e espinho em minha carne,
Aguardando o desdobrar de um enigma,
Cuja resposta repousa além dos véus do tempo,
Onde o final se desfaz em novos começos.
ALÉM DO ÓBVIO
Não me contenho com as verdades pré-estabelecidas nesse mundo; minha alma chama distante, meu espírito busca na saudade, o portal para casa.
A verdade que carrego, expande-se além do plano material, além da baixa gravidade, além das estrelas que mesmo, distantes, ainda permeiam sua luz fina e elegante na terra.
Somos constelações em outro universo, somos o amor universal, somos o brilho que outrora se esvanecia com o tempo.Na morte te encontro e no vento estou presente; teu choro inocente marca a entrada de uma alma que anseia sua casa; teu choro colhido da respiração e também da chegada do oxigênio, é o marco da tua perca de consciência, e da ressignificação da tua memória, para que tão somente o mundo brilhe ainda mais, seguida na luz da estrela que te guia.
Sou o acaso, e tu és obra do acaso. Em ti, estou, pois, de ti, desenhei todos os traços, enquanto chorava a disposição que teve ao se entregar nesse mundo cruel — que ainda carrega o amor nas entrelinhas — as entrelinhas criadas pelas minhas lágrimas, perante a criação das tuas linhas.
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