Obsessão
Obsessão pela cópia que só consegue ver valor, mas jamais terá posse da minha identidade, pois sou obra de arte
Profundo resistir
Na fronteiras de segredos a obsessão e o teor que se dispersa na profundidade dos sentimentos.
Tão puro o cranio vazio em outras vidas foste a vida que morreu...
Dentro do retrocesso da desavenças sois o amargo temor da morte.
Deste mundo para viver no último suspiro se deu por vencido aceitou o destino.
Tão vivo seu sentimento morto e tão vivo em meus pensamentos...
Fragmentos fragis da lembrança da sua face...
Atos insanos medonhos serão frutos das almas perdida em pensamentos.
Por Celso Roberto Nadilo
Flores de inverno
A OBSESSÃO FAMILIAR - E O MITO DA “MEDIUNIDADE MISSIONÁRIA"
Quando o amor se transforma em sugestão psicológica e o lar passa a alimentar ilusões espirituais.
Há uma forma de obsessão pouco discutida nos meios espíritas e espiritualistas. Ela não se manifesta apenas através da influência de Espíritos desencarnados perturbadores, mas também por intermédio das ideias fixas, projeções emocionais e expectativas desmedidas cultivadas dentro do próprio ambiente familiar.
Não são raros os casos em que pais, avós ou parentes passam anos repetindo a uma criança ou adolescente que ele possui uma "mediunidade extraordinária", uma "missão grandiosa" ou uma "tarefa espiritual superior" destinada a mudar o mundo.
Aquilo que inicialmente parece incentivo pode converter-se em verdadeira indução psicológica.
Allan Kardec ensina que a mediunidade é uma faculdade natural, encontrada em diferentes graus na humanidade. Em "O Livro dos Médiuns", item 159, afirma que toda pessoa que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por isso mesmo, médium. Contudo, em momento algum Kardec estabelece que a mediunidade seja sinônimo de superioridade moral, santidade ou missão especial.
Ao contrário, em "O Livro dos Espíritos", questões 459 e 466, os Espíritos esclarecem que as influências espirituais ocorrem constantemente sobre os pensamentos humanos, e que muitas vezes somos dirigidos por sugestões que sequer percebemos.
Quando uma família insiste continuamente em convencer um filho de que ele é um "escolhido", um "missionário" ou um "enviado espiritual", cria-se um fenômeno delicado: a sugestão sistemática. A criança passa a interpretar acontecimentos comuns como manifestações sobrenaturais. Sonhos tornam-se profecias. Intuições tornam-se revelações. Coincidências transformam-se em sinais divinos.
Em muitos casos, não há má-fé. Há afeto, entusiasmo e desconhecimento. Entretanto, o resultado pode ser profundamente prejudicial ao equilíbrio psicológico e espiritual.
Kardec adverte, em "O Livro dos Médiuns", capítulo XXIII, que a obsessão não ocorre apenas por ação direta dos Espíritos inferiores. Ela encontra terreno fértil nas imperfeições humanas, no orgulho, na vaidade e nas ideias fixas.
Nesse sentido, o culto familiar à "missão espiritual" pode tornar-se um poderoso instrumento de fascinação. A fascinação, segundo Kardec, é uma das formas mais perigosas de obsessão, porque altera a capacidade crítica do indivíduo, levando-o a aceitar sem exame aquilo que deseja acreditar.
José Herculano Pires observava que um dos maiores perigos do movimento espírita é a substituição do estudo pelo personalismo. Quando a figura do médium passa a ser mais importante que o conteúdo moral da Doutrina, abre-se espaço para mistificações, fanatismos e desequilíbrios.
A verdadeira grandeza espiritual não necessita de proclamações familiares nem de títulos espirituais. Os grandes missionários da humanidade foram reconhecidos pelas obras, pela renúncia e pelo serviço prestado ao próximo, não por anúncios antecipados de parentes ou admiradores.
O próprio Espírito Emmanuel adverte que a mediunidade é instrumento de trabalho e responsabilidade, jamais certificado de elevação moral.
A Doutrina Espírita é clara ao ensinar que a evolução se mede pelas virtudes conquistadas. Em "O Livro dos Espíritos", questão 625, encontramos Jesus como o modelo e guia da Humanidade. Não é a capacidade de ver Espíritos que define a grandeza de alguém, mas a capacidade de amar, servir, perdoar e melhorar a si mesmo.
Muitos jovens adoecem emocionalmente ao carregar expectativas familiares desproporcionais. Sentem-se obrigados a produzir fenômenos, receber mensagens ou apresentar dons extraordinários para corresponder às crenças dos pais. Outros desenvolvem sentimentos de superioridade espiritual, comprometendo o próprio progresso moral.
O lar deve ser escola de equilíbrio, não laboratório de exaltações místicas.
Se uma faculdade mediúnica realmente existir, ela se manifestará naturalmente e deverá ser educada com estudo sério, disciplina, humildade e observação criteriosa, conforme recomenda Kardec.
A função dos pais não é decretar missões espirituais para os filhos. Sua missão é mais simples e mais sublime: educar consciências, formar caracteres e ensinar valores.
Toda vez que a família substitui a educação pela exaltação, corre o risco de alimentar ilusões.
Toda vez que substitui o estudo pelo entusiasmo, aproxima-se do fanatismo.
E toda vez que transforma uma possibilidade mediúnica em símbolo de superioridade, afasta-se dos princípios fundamentais do Espiritismo.
A prudência, ensinava Kardec, é uma das maiores garantias contra o erro.
No campo da mediunidade, menos deslumbramento e mais discernimento continuam sendo a melhor proteção contra as obsessões visíveis e invisíveis.
Fundamentação Doutrinária
Questão 459 de O Livro dos Espíritos: os Espíritos influenciam nossos pensamentos e atos.
Questão 466: a influência espiritual varia conforme nossas disposições morais.
Questão 625: Jesus é o modelo e guia para a Humanidade.
Questão 919: o autoconhecimento é um dos maiores instrumentos de progresso espiritual.
Capítulo XXIII de O Livro dos Médiuns: estudo da obsessão, subjugação e fascinação.
Item 159 de O Livro dos Médiuns: definição de médium.
Capítulo XX dos Médiuns: responsabilidade moral do exercício mediúnico.
Alerta aos Familiares:
Nem toda sensibilidade é mediunidade.
Nem toda mediunidade representa moralidade.
Nem toda criança sensível está vendo Espíritos.
Nem toda intuição é revelação espiritual.
Nem todo sonho possui significado transcendente.
A repetição constante de narrativas místicas pode criar dependência emocional, fantasias de grandeza e dificuldades psicológicas reais.
A melhor proteção para um possível médium continua sendo: estudo, equilíbrio emocional, senso crítico, vida moral saudável e ausência de deslumbramento.
Fontes:
O Livro dos Espíritos.
O Livro dos Médiuns.
Fonte Viva.
Ceifa de Luz.
Vereda Familiar.
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Parece que o mundo tem uma obsessão pelos vilões. Os noticiários falam mais dos criminosos do que das pessoas honestas. As redes sociais promovem mais escândalos do que virtudes. O egoísmo chama mais atenção do que a bondade. O barulho sempre parece vencer o silêncio.
Mas existe uma ilusão perigosa nisso tudo.
Os vilões costumam deixar marcas profundas porque causam destruição visível. Já os heróis transformam vidas de forma discreta. Um professor que impede um aluno de desistir dos estudos dificilmente aparecerá nos livros de história. Uma mãe que sacrifica seus próprios sonhos para dar oportunidades aos filhos raramente receberá uma medalha. Um voluntário que alimenta pessoas em situação de fome quase nunca se torna manchete.
No entanto, qual dessas pessoas realmente sustenta o mundo?
O passado é meu pesadelo, a obsessão que me rouba o sono. O cerne é que o incômodo não reside no que foi minha experiência, mas na amarga certeza de que isso me corrói por dentro. Afinal, mesmo que o tempo nos concedesse a volta, nesse labirinto irrecuperável, eu jamais teria o poder de alterar o que se consumou.
Abandone a obsessão de explicar o mapa, quem realmente o compreende, já conhece a paisagem árida de vales semelhantes.
A imposição é obsessão dos insensatos.
A sensatez está na inteligência da aceitação, não no egoísmo do prender. Nada preso tem valor, vontade e futuro.
O respeito mútuo tem mais valia pois ele solta, liberta e faz futuramente aquele que ofereceu desigualdade lembrar dos momentos vividos e pouco valorizados. O tempo volta para apertar àquele que merece aprender para futuramente com uma nova relação fazer diferente.
Bastou o encardido descobrir a obsessão dos políticos pelas narrativas, para entupi-los de versículos bíblicos em prol da Instrumentalização religiosa.
Tenho uma obsessão por Ti! Tem dias que Tu estas mais longe do que a lua e tem dias que Te sinto mais perto do que minha própria pele. Falo de Você para todos mas eles rejeitam as minhas palavras, me chamam de chato, me ignoram, e perco amizades por causa de Você. Eu amo eles, mas meu amor por Ti é uma obsessão. Quantas vezes perdi meu ânimo, sou um homem de profundas cicatrizes, mas farei tudo de novo para Você meu amor! Quando voltares de viagem para casar comigo irei chamar todos eles para nosso GRANDE casamento, só assim irão ver que Tu és a minha obsessão.
Chamem-lhe loucura, obsessão, ... Chamem-lhe tudo o que quiserem... Só não digam que no coração se manda, se não o souberem!
Nada momentâneo é marcante. Nunca substitui o dia-a-dia, lado a lado, compreensão e obsessão. O conviver é mais intenso que o se ir.
Pelo simples facto de te amar, criei uma simples obsessão; uma opção. Ela faz-me acreditar que nunca mais vai acontecer.
Temos que tomar muito cuidado para que o querer não se torne uma obsessão, isso só dificulta as coisas. Quando estamos obcecados por algo ou alguém, ficamos cegos e burros.
Era momento
Era espera
Era fato
Era lúdico
Era...
Era prisão
Era angústia
Era obsessão
Era doença
Era...
Por fim,
Só restou a memória
Do teu cheiro na minha pele.
No meio do caos do dia a dia e da obsessão com tecnologia, esquecemos as coisas mais importantes que estão na nossa frente.
num volume de obsessão
se tem a certeza do terror
sobre a forma de um anjo
abrevia se os novos ares
cujo o âmbito é descabido,
nos traços das suas cavas,
tem se a atração...
para outros instantes,
o carma parece parte do destino,
na soma de medos o sabor é o amor...
tardio como julgo se idolatra...
o braço parece ser vulgar
na insanidade do mundo
apresentamos outras patologias
que demandam de mais cuidados,
embora tudo que tenha seja parte
de outras difusões num sentimento que deprime,
na solidão parece que as drogas são doces
então tudo se torna parte do delirio...
a noite cai e o dia passa em alucinações
o abstrato ganhas formas e jeitos de animais,
no desatino sua voz soa trás alivio
mesmo sendo parte da loucura,
acho que pode ficar bem mais
domínios dos sonhos trazem fatos sádicos,
seu desejo tem fronteiras na apologia do caos.
a sede da madruga sempre se da em jogos...
o sexo se torna o abito, sendo singular
a profunda tomada do amor
mesmo em momentos afogados em sentimentos.
a verdade se torna um pingo num oceano...
o mais irreal parece fora do absurdo,
da se nas elevações do teor ...
faz clamar no fundo do poço...
uma luz aparece nas janelas dos céus,
atravessando o horizonte do seu algoz...
exibe se outras visão profundas...
parece ser a ultima vez na escuridão...
a nudez proporciona o deslumbre ocasional...
tendo mar de solidão se volta ao coração....
um pensamento sensacional,
o começo da se num vulto...
pequenos carinhos pairam sobre o vento...
e autonomia de um sentido abrange a tangente...
a crueldade sob manto da compreensão
se deu no prospecto da indefinição...
sentir a saudade desvendo a obra sonsa e amarga
o fel de palavras secas e uniformes...
parecem ter sumido pelo ar sem fim...
podendo ganhar flores mortas,
sem uma sinopse de clamor remoto...
reaparece dor de afogar se no espirito...
a virtude flutua na orbita,
envolutaria traduções espalha se aos poucos...
retruco murmúrios nas trevas
e percebo os desejos...
o silencio toma conta...
o barulho ganha rumores
no desafio de horripilantes sonetos
se tem a vertigem de fabulas
grossas amantes expressivas...
para tais as quaisquer resolução...
muito mais que as flutuações do espectro...
