Obsessão
A inveja não deve ser condenada; ela é um dos galhos da árvore do tolo, cuja obsessão o conduz à raiz de sua própria mediocridade.
A obsessão por um abdômen definido aos cinquenta anos esconde a nossa maior necessidade futura: a manutenção da nossa intimidade. O tempo vai passar para todo mundo, e quando os oitenta anos chegarem, o espelho perde o sentido. O que vai importar de verdade é a sua capacidade de fechar a porta do quarto e resolver a sua vida sozinho, preservando o seu espaço íntimo e os seus segredos. Envelhecer com vigor não é um capricho estético, é um ato de autodefesa para proteger a sua individualidade. Cuide do seu templo hoje para que ele continue sendo o seu castelo protetor até o fim da vida.
A obsessão pelo registro digital rouba a sacralidade do momento presente. Quanto mais nos ocupamos em encenar a vida para o mundo virtual, menos experimentamos a realidade da graça de Deus no agora.
Profundo resistir
Na fronteiras de segredos a obsessão e o teor que se dispersa na profundidade dos sentimentos.
Tão puro o cranio vazio em outras vidas foste a vida que morreu...
Dentro do retrocesso da desavenças sois o amargo temor da morte.
Deste mundo para viver no último suspiro se deu por vencido aceitou o destino.
Tão vivo seu sentimento morto e tão vivo em meus pensamentos...
Fragmentos fragis da lembrança da sua face...
Atos insanos medonhos serão frutos das almas perdida em pensamentos.
Por Celso Roberto Nadilo
Flores de inverno
O futebol não está doente pela obsessão do torcedor pelo primeiro lugar do seu time; o futebol agoniza pela quantidade de jogadores medíocres que não acertam um passe, simulam em campo e tentam ganhar o jogo no grito, peitando o juiz.
Benê Morais
O amor de verdade sabe a hora de virar brisa e ir embora, deixando saudade; a obsessão se fantasia de abrigo, mas é tempestade que busca apagar a sua identidade.
A OBSESSÃO FAMILIAR - E O MITO DA “MEDIUNIDADE MISSIONÁRIA"
Quando o amor se transforma em sugestão psicológica e o lar passa a alimentar ilusões espirituais.
Há uma forma de obsessão pouco discutida nos meios espíritas e espiritualistas. Ela não se manifesta apenas através da influência de Espíritos desencarnados perturbadores, mas também por intermédio das ideias fixas, projeções emocionais e expectativas desmedidas cultivadas dentro do próprio ambiente familiar.
Não são raros os casos em que pais, avós ou parentes passam anos repetindo a uma criança ou adolescente que ele possui uma "mediunidade extraordinária", uma "missão grandiosa" ou uma "tarefa espiritual superior" destinada a mudar o mundo.
Aquilo que inicialmente parece incentivo pode converter-se em verdadeira indução psicológica.
Allan Kardec ensina que a mediunidade é uma faculdade natural, encontrada em diferentes graus na humanidade. Em "O Livro dos Médiuns", item 159, afirma que toda pessoa que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por isso mesmo, médium. Contudo, em momento algum Kardec estabelece que a mediunidade seja sinônimo de superioridade moral, santidade ou missão especial.
Ao contrário, em "O Livro dos Espíritos", questões 459 e 466, os Espíritos esclarecem que as influências espirituais ocorrem constantemente sobre os pensamentos humanos, e que muitas vezes somos dirigidos por sugestões que sequer percebemos.
Quando uma família insiste continuamente em convencer um filho de que ele é um "escolhido", um "missionário" ou um "enviado espiritual", cria-se um fenômeno delicado: a sugestão sistemática. A criança passa a interpretar acontecimentos comuns como manifestações sobrenaturais. Sonhos tornam-se profecias. Intuições tornam-se revelações. Coincidências transformam-se em sinais divinos.
Em muitos casos, não há má-fé. Há afeto, entusiasmo e desconhecimento. Entretanto, o resultado pode ser profundamente prejudicial ao equilíbrio psicológico e espiritual.
Kardec adverte, em "O Livro dos Médiuns", capítulo XXIII, que a obsessão não ocorre apenas por ação direta dos Espíritos inferiores. Ela encontra terreno fértil nas imperfeições humanas, no orgulho, na vaidade e nas ideias fixas.
Nesse sentido, o culto familiar à "missão espiritual" pode tornar-se um poderoso instrumento de fascinação. A fascinação, segundo Kardec, é uma das formas mais perigosas de obsessão, porque altera a capacidade crítica do indivíduo, levando-o a aceitar sem exame aquilo que deseja acreditar.
José Herculano Pires observava que um dos maiores perigos do movimento espírita é a substituição do estudo pelo personalismo. Quando a figura do médium passa a ser mais importante que o conteúdo moral da Doutrina, abre-se espaço para mistificações, fanatismos e desequilíbrios.
A verdadeira grandeza espiritual não necessita de proclamações familiares nem de títulos espirituais. Os grandes missionários da humanidade foram reconhecidos pelas obras, pela renúncia e pelo serviço prestado ao próximo, não por anúncios antecipados de parentes ou admiradores.
O próprio Espírito Emmanuel adverte que a mediunidade é instrumento de trabalho e responsabilidade, jamais certificado de elevação moral.
A Doutrina Espírita é clara ao ensinar que a evolução se mede pelas virtudes conquistadas. Em "O Livro dos Espíritos", questão 625, encontramos Jesus como o modelo e guia da Humanidade. Não é a capacidade de ver Espíritos que define a grandeza de alguém, mas a capacidade de amar, servir, perdoar e melhorar a si mesmo.
Muitos jovens adoecem emocionalmente ao carregar expectativas familiares desproporcionais. Sentem-se obrigados a produzir fenômenos, receber mensagens ou apresentar dons extraordinários para corresponder às crenças dos pais. Outros desenvolvem sentimentos de superioridade espiritual, comprometendo o próprio progresso moral.
O lar deve ser escola de equilíbrio, não laboratório de exaltações místicas.
Se uma faculdade mediúnica realmente existir, ela se manifestará naturalmente e deverá ser educada com estudo sério, disciplina, humildade e observação criteriosa, conforme recomenda Kardec.
A função dos pais não é decretar missões espirituais para os filhos. Sua missão é mais simples e mais sublime: educar consciências, formar caracteres e ensinar valores.
Toda vez que a família substitui a educação pela exaltação, corre o risco de alimentar ilusões.
Toda vez que substitui o estudo pelo entusiasmo, aproxima-se do fanatismo.
E toda vez que transforma uma possibilidade mediúnica em símbolo de superioridade, afasta-se dos princípios fundamentais do Espiritismo.
A prudência, ensinava Kardec, é uma das maiores garantias contra o erro.
No campo da mediunidade, menos deslumbramento e mais discernimento continuam sendo a melhor proteção contra as obsessões visíveis e invisíveis.
Fundamentação Doutrinária
Questão 459 de O Livro dos Espíritos: os Espíritos influenciam nossos pensamentos e atos.
Questão 466: a influência espiritual varia conforme nossas disposições morais.
Questão 625: Jesus é o modelo e guia para a Humanidade.
Questão 919: o autoconhecimento é um dos maiores instrumentos de progresso espiritual.
Capítulo XXIII de O Livro dos Médiuns: estudo da obsessão, subjugação e fascinação.
Item 159 de O Livro dos Médiuns: definição de médium.
Capítulo XX dos Médiuns: responsabilidade moral do exercício mediúnico.
Alerta aos Familiares:
Nem toda sensibilidade é mediunidade.
Nem toda mediunidade representa moralidade.
Nem toda criança sensível está vendo Espíritos.
Nem toda intuição é revelação espiritual.
Nem todo sonho possui significado transcendente.
A repetição constante de narrativas místicas pode criar dependência emocional, fantasias de grandeza e dificuldades psicológicas reais.
A melhor proteção para um possível médium continua sendo: estudo, equilíbrio emocional, senso crítico, vida moral saudável e ausência de deslumbramento.
Fontes:
O Livro dos Espíritos.
O Livro dos Médiuns.
Fonte Viva.
Ceifa de Luz.
Vereda Familiar.
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A OBSESSÃO ESPIRITUAL SEGUNDO ALLAN KARDEC.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A obsessão figura entre os temas mais relevantes da Doutrina Espírita, por tratar da influência que os Espíritos imperfeitos podem exercer sobre os encarnados. Allan Kardec, com o rigor metodológico que caracteriza a Codificação Espírita, jamais abordou o assunto de forma supersticiosa ou fantasiosa. Pelo contrário, examinou-o à luz da observação, da razão e das leis morais que regem as relações entre o mundo material e o espiritual.
Na Revista Espírita de mil oitocentos e cinquenta e oito, Kardec esclarece:
“A obsessão jamais se dá senão pelos Espíritos inferiores. Os Espíritos bons não causam nenhum constrangimento. Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não são ouvidos, afastam-se. O grau de constrangimento e a natureza dos efeitos que produz marcam a diferença entre a obsessão, a subjugação e a fascinação.”
Essa afirmação possui extraordinária importância doutrinária, pois desfaz inúmeros equívocos ainda presentes no movimento espírita e entre os críticos da Doutrina. Os Espíritos elevados jamais anulam o livre-arbítrio humano. Sua influência é sempre discreta, fraterna e esclarecedora. Inspiram o bem, fortalecem a consciência e respeitam integralmente a liberdade de escolha do indivíduo.
Já os Espíritos inferiores procuram dominar moralmente aqueles que lhes oferecem sintonia por meio do orgulho, do egoísmo, da vaidade, do ódio, da inveja, do apego aos vícios e da ausência de vigilância espiritual. Entretanto, é indispensável compreender que nenhuma obsessão ocorre sem um ponto de afinidade moral. A influência espiritual encontra abertura nas imperfeições ainda existentes no próprio Espírito encarnado.
O QUE É A OBSESSÃO.
Segundo Allan Kardec, a obsessão consiste na ação persistente de um Espírito imperfeito sobre outro Espírito, produzindo perturbações de intensidade variável. Ela não representa castigo arbitrário nem condenação eterna, mas consequência natural da Lei de Afinidade Espiritual.
O Espírito obsessor aproxima-se daquele cujos pensamentos, sentimentos ou conduta lhe favorecem o acesso. Dessa forma, a verdadeira proteção encontra-se na reforma íntima, na oração sincera, na prática do bem e na vigilância constante sobre os próprios pensamentos.
AS TRÊS FORMAS DE OBSESSÃO.
Kardec estabelece uma classificação precisa.
Obsessão simples.
É a influência persistente de um Espírito perturbador, que procura interferir nas comunicações mediúnicas ou inspirar pensamentos negativos. O indivíduo conserva discernimento suficiente para reconhecer a influência e combatê-la.
Fascinação.
Representa uma forma muito mais perigosa. O Espírito obsessor ilude intelectualmente a vítima, obscurecendo-lhe o julgamento. A pessoa passa a acreditar cegamente nas inspirações recebidas, rejeitando advertências e críticas, convencida de possuir missão extraordinária ou revelações exclusivas. Kardec adverte que a fascinação alimenta-se principalmente do orgulho e da vaidade.
Subjugação.
É o grau mais intenso da obsessão. O Espírito exerce constrangimento moral ou físico sobre o encarnado, podendo levá-lo a atitudes involuntárias, impulsos irresistíveis ou comportamentos contrários à própria vontade. Ainda assim, não ocorre supressão absoluta do livre-arbítrio, mas severo comprometimento da capacidade de resistência.
O PAPEL DOS ESPÍRITOS SUPERIORES.
Os Espíritos superiores jamais impõem decisões, ameaçam ou escravizam consciências. Sua missão consiste em orientar, inspirar e fortalecer moralmente aqueles que desejam sinceramente progredir.
Quando suas inspirações são sistematicamente recusadas, afastam-se respeitando a liberdade humana, pois a evolução espiritual somente possui valor quando decorre da escolha consciente do próprio Espírito.
Esse ensinamento evidencia a perfeita harmonia entre a justiça divina e o livre-arbítrio, pilares fundamentais da Doutrina Espírita.
COMO PREVENIR A OBSESSÃO.
A prevenção não depende de fórmulas místicas, amuletos ou rituais exteriores.
O verdadeiro antídoto encontra-se na transformação moral.
A oração fortalece o pensamento.
O estudo da Codificação ilumina a inteligência.
A caridade purifica os sentimentos.
O perdão rompe antigos laços de animosidade.
A humildade fecha as portas ao orgulho, principal instrumento utilizado pelos Espíritos inferiores.
Quanto mais elevada for a sintonia moral do indivíduo, menor será a influência das entidades inferiores, pois a afinidade vibratória constitui a lei que governa as relações entre os Espíritos.
CONCLUSÃO.
A obsessão não deve ser motivo de medo, mas de conhecimento e vigilância. Allan Kardec demonstra que os Espíritos inferiores apenas encontram acesso onde existem brechas morais compatíveis com sua influência. Em contrapartida, os Espíritos superiores oferecem incessantemente inspiração, consolo e esclarecimento, sempre respeitando a liberdade da consciência humana.
O estudo sério da Codificação Espírita revela que a libertação espiritual não depende de fenômenos extraordinários, mas da renovação interior, do cultivo das virtudes e da vivência do Evangelho de Jesus. Quanto mais o ser humano se aproxima do bem, menos espaço concede às influências inferiores e mais plenamente experimenta a paz que nasce da consciência reta.
FONTES:
"Allan Kardec." Revista Espírita. Mil oitocentos e cinquenta e oito.
"Allan Kardec." O Livro dos Médiuns. Segunda Parte. Capítulo vinte e três. Da Obsessão.
"Allan Kardec." O Livro dos Espíritos. Questões quatrocentos e cinquenta e nove a quatrocentos e setenta e dois.
"Allan Kardec." O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo vinte e oito.
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O passado é meu pesadelo, a obsessão que me rouba o sono. O cerne é que o incômodo não reside no que foi minha experiência, mas na amarga certeza de que isso me corrói por dentro. Afinal, mesmo que o tempo nos concedesse a volta, nesse labirinto irrecuperável, eu jamais teria o poder de alterar o que se consumou.
Abandone a obsessão de explicar o mapa, quem realmente o compreende, já conhece a paisagem árida de vales semelhantes.
A imposição é obsessão dos insensatos.
A sensatez está na inteligência da aceitação, não no egoísmo do prender. Nada preso tem valor, vontade e futuro.
O respeito mútuo tem mais valia pois ele solta, liberta e faz futuramente aquele que ofereceu desigualdade lembrar dos momentos vividos e pouco valorizados. O tempo volta para apertar àquele que merece aprender para futuramente com uma nova relação fazer diferente.
O ciúme, quando vira obsessão, não destrói apenas o relacionamento , destrói a própria pessoa que sente.
A OBSESSÃO.
Marcelo Caetano Monteiro.
Segundo Allan Kardec em O Livro dos Médiuns, a obsessão é a ação persistente que um Espírito inferior ou malfazejo exerce sobre um indivíduo, buscando dominar seu pensamento e sua vontade.
Principais Tipos de Obsessão (segundo Kardec)
• Obsessão Simples: Ocorre quando um Espírito se impõe a um médium ou a uma pessoa, interferindo em suas comunicações ou causando pequenos transtornos, mas sem tirar a lucidez ou a capacidade crítica da vítima, que percebe a intromissão.
• Fascinação: É uma ilusão mais grave, criada diretamente pelo Espírito no pensamento da pessoa. Ela paralisa o discernimento do encarnado, fazendo com que ele acredite cegamente que o obsessor é um ser sublime ou infalível, mesmo quando diz absurdos ou falsidades.
• Subjugação: É o grau mais forte e perigoso, onde há a paralisação da vontade moral ou corpórea. A pessoa passa a agir contra a sua própria vontade, dominada pelo Espírito (muitas vezes confundida, erroneamente, com loucura ou perda total de controle).
Sinais e Características de Reconhecimento.
Kardec aponta no Livro dos Médiuns (Item 243) os principais sintomas para identificar a presença de uma obsessão:
• Persistência na comunicação: Um Espírito insiste em se manifestar (pela escrita, audição, etc.) de modo forçado, tentando afastar a influência de outros Espíritos bons.
• Cegueira e orgulho: A pessoa afetada passa a confiar excessivamente nos elogios que recebe do Espírito e rejeita opiniões sensatas ou conselhos de amigos e familiares.
• Afastamento social: O indivíduo tende a se isolar de pessoas que poderiam oferecer ajuda ou emitir avaliações úteis e ponderadas.
• Reação agressiva às críticas: Há uma irritação desproporcional quando alguém aponta os equívocos ou o ridículo de certas ideias ou mensagens recebidas.
• Atração por afinidade: Kardec explica que a obsessão se sustenta na lei de afinidade moral. Imperfeições como orgulho, inveja, raiva, egoísmo e vícios funcionam como "portas abertas" que sintonizam a pessoa com Espíritos de mesma vibração.
Como Kardec Propõe o Enfrentamento.
• Vigilância e Reforma Moral: O principal remédio contra a obsessão não são fórmulas exteriores, mas a correção das próprias imperfeições e o cultivo de bons pensamentos para alterar a faixa vibratória.
• Prece e Caridade: O fortalecimento do ânimo por meio da oração sincera e da prática do bem afasta a sintonia com os Espíritos inferiores.
• Assistência Espiritual (Desobsessão): O esclarecimento moral do Espírito obsessor (através do diálogo fraterno em reuniões mediúnicas sérias) para que ele compreenda o erro de sua perseguição.
Obsessão de deficientes físicos, mas não são sentidas as incapacidades. Sensações de uma longa trilha, onde as moradas não apresentam vidas. Escolhem um grupo, mas à cultura não se torna relativista. Energia que se demonstra através dos corpos, mas as áreas estão instáveis. E assim seguem um caminho, cujo o passado foi desprezado.
