Observe sua Vida
Felicidade
O quê é a Felicidade?
Muitos passam a vida, afim de encontrá-la
Eu nunca fui Feliz na vida
E hoje depois de muito Tempo, eu acabei encontrando a resposta para isso
Porquê sempre procurei nos lugares errados, nas pessoas erradas
E com o amor é a mesma coisa, não podemos encontrar em outra pessoa
Algo que deveria existir dentro de nós mesmos
E hoje depois de tanto tempo, eu consigo entender
Um dos clichês que mais ouvi na vida, se ame em primeiro lugar
Porquê como você pode dizer que ama alguém, se você não se ama
E como alguém vai vir a amá-la também
Se você não tem esse amor dentro de você mesma
Isso, é sobre você Sheila
Não é sobre ele ser um Idiota, porquê isso não é nenhuma novidade
Ele faz essas idiotices para te deixar magoada, e venha desistir de "vocês"
Porquê, assim, não vai ser culpa dele
E a consciência dele vai ficar tranquila
Se estivesse tão bem não iria pensar em você, como ele pensa
Ele tenta esquecer, mas, esquecer é algo que poucos conseguem
28 de Julho de 2021
O xadrez não é diferente da vida real, viver é pensar antes de fazer uma jogada, pois um simples erro pode lhe trazer a derrota.
O que ha de certo na vida e que a importância chega e parte ...
As vezes com uma velocidade tao grande que nada sobra
A estrada da vida não é linear...
e você tem duas opções: ou derrapa nas curvas ou aprende a, nelas, surfar.
A FORMA DA ÁGUA
Frenética demoníaca obscena
criatura presa secretamente
vida experimental aquática
descoberta por zeladora atenta
encanta-se em aventura fantástica.
Um corpo devasso pelo fogo clama
de animal em pecado então dormente
que solta do lábio misteriosa lama
macabro apraz donzela silente
o pelo na pele fêmea goteja regozijo.
Assassinada por revelar a criatura
pelo ser amado é revivida ao mar
e seguem na forma da água impura.
(Bia Pardini)
Almas Gêmeas
Numa história de amor estão os mistérios da vida. Duas almas se encontram, se acham no meio de tantas outras e se aproximam, pois algo de especial as une. Gêmeas? Elas se encontram depois de pensarem que suas vidas estão acomodadas. Mas não imaginam que os dois destinos estão fadados ao fracasso. Viajaram juntas até o ponto final com frequentes subidas e descidas. O mesmo destino que as uniu as distanciou em meio a tantas semelhanças marcantes que se tornaram diferenças relevantes.
Combustível e comburente, altamente inflamáveis incapazes de reverter uma reação que deu origem a um produto de gosto amargo, instável e que ao ser experimentado provocou efeitos adversos.
Uma que a vida ensinou a ser forte, outra solitária carregando um sentimento que machuca, fere, buscando encontrar um outro caminho.
Obstáculos exteriores e interiores, medo, culpa, preconceito levaram à desilusão da mentira, aos dramas rebuscados cheios de altos e baixos.
E então o desfecho: a morte da chance de provar não aos outros mas a si próprias que seria sim possível fazer brotar uma rosa no deserto.
Mas um novo desejo, uma nova experiência surgiu e ambas, as almas que se imaginavam gêmeas, sem despedidas se aportaram em outras plagas e um novo ciclo recomeçou.
DIVAgando sempre até onde suportar e ter que voltar ao ponto inicial, onde o Universo as projetou, onde raízes se fincaram e onde vão terminar os seus dias.
Infelizes almas, não são gêmeas, apenas tentam sair da solidão... DIVAgando...de-va-garinho... contornando... indo... voltando... até o ponto final.
(Bia Pardini)
Autorretrato
a vida presenteou-lhe com mimos e harmonia de cores
o mundo que nasceu sobrevivia do silêncio da oração
o silêncio da emoção que bastava... e sem dores
cada pétala de cada flor pulsava-lhe o coração
no mundo que nasceu, ornado de ipês... um encanto!
encanto do poema que não sobreviveu ao escutar
a magia da poesia não revelada... nem sob o olhar
nem pelo sentimento mais nobre e sacrossanto
ela sentia um mundo onde o pulsar do coração
era muito mais que bater... era cadência,
mas ausência do ritmo da poesia sonhada
a fragrância dos ipês não bastava... silêncio
a vida presenteou-lhe com inspiração... calada
como solidão de poeta genuflexo em oração
a carência dos versos enfim brotou-lhe um dia
e com o regozijo da autonomia o parto da poesia.
(Bia Pardini)
Ciranda de emoções
A vida, senhores, é uma ciranda de emoções. Riem hoje, mas choram amanhã. Ninguém está imune a nada. Tudo muda todo dia, toda hora, a cada segundo. Enquanto um nasce outro morre, enquanto um dorme outro dança, enquanto um ora outro mata.
Da vida, senhoras, não levamos os sapatos altos, o encanto das saias, a marca do perfume, o prazer da sobrancelha feita, mas deixamos o exemplo, a marca do caráter, o caminho dos pés cansados do trabalho nem sempre reconhecido, a honestidade do dever cumprido.
A vida, senhores, não os poupa das malas surrupiadas, um dia elas aparecem em forma de matéria podre e suas cinzas serão poeira ao vento. Mas o amor que ensinam aos seus, a direção indicada pelo senso de justiça, a virtude da integridade, as canções que embalam os seus, senhores, serão o legado inesquecível.
Da vida, senhoras, levamos sim, na derradeira hora, a gratidão de poder deixar aos descendentes a doutrina da moral, dos bons costumes que não caem de moda.
A vida, senhoras e senhores, é uma ciranda de emoções.
(Bia Pardini)
A vida se tornou pesada, já é um peso ter de carregar meu próprio eu em um corpo pesado, denso, sozinho...
Os sons do mundo passaram a me incomodar e até o som das vozes que ressoavam doce em meus ouvidos hoje se tornaram sons agoniantes como se fossem unhas que se quebram raspando em um quadro negro.
Meu peito arde, cada minuto consciente é um empréstimo que faço comigo mesmo e não consigo pagar, não consigo vencer a dívida de se estar vivo porque o juros da solidão é muito maior do que eu posso aguentar.
As frases que se referem a morte passaram a me confortar mais do que as palavras de felicidade, esperança e vida eterna...
Ah, o amor, esse sentimento tão puro que pode trazer a destruição para os corações despreparados para o sofrimento. Não sejam como eu, eu estou morto e acreditar em uma boa aventurança com alguém querido foi a gota d'água, o último erro e o mais grave.
Desci do meu castelo de papelão, andei pela ponte de plástico e segui a vida como um homem enferrujado ouvindo meus próprios passos com o ranger das articulações cansadas de tanto atrito comigo mesmo.
Me tornei sucata para aquela que não viu mais utilidade em mim e que com medo de se cortar com minhas pequenas pontas soltas, me nomeou lata velha e me pôs a descer as escadarias das emoções que com tanta dificuldade que tive de subir, para ela foi fácil me fazer descer, só com um empurrão de sua imutável decisão de fechar seu coração.
A culpa é minha, pois, sou de chumbo e ela fluia como água agitada, carregada de mágoa e traumas e minhas imendas serviram apenas para tirar dela as sujeiras mais pesadas. Eis a serventia de um homem de lata com um coração implantado que insiste em bater a cada minuto me lembrando que para nada mais sou necessário.
Na vida, muitas vezes somos obrigadas a engolir coisas que muitas vezes não merecemos receber.Muitos não entendem, nem entenderão. Às vezes, nem a gente se entende.
"a vida é tipo um barco, e eu e você somos limpadores, eu estou em uma parte mais suja, tipo o porão, e você está em uma parte mais limpa, tipo o deque."
A vida é cerca tombada, quando se sente saudade, dói uma barbaridade, ocoração em segredo as vezes marca no peito, tal roseta na virilha,não fica bem pro farroupilha ter saudade de um cavalo,que jeito se vai chorar, são coisas de índio macho,sentimento é um relaxo difícil de aquerencia.
(Da poesia Nunca mais vendo Cavalos)
Renato Jaguarão
"Ninguém nasce sábio, mas a sabedoria se obtém com a experiência da vida e a capacidade de ter empatia por aqueles que sofrem"
O que é a vida se não, esse movimento de chegar , ficar um pouquinho e partir? No entanto, o que importa mesmo é esse meio, esse intervalo de tempo entre o começo e o suposto fim, o que se faz, como se é e especialmente, a forma como enxergamos o outro. Desconfio que a delicadeza ao tocar a alma do próximo é o segredo para quem crê em um DEPOIS, em um RECOMEÇO...
É sábado e você não compreende o movimento infinito da vida. É noite já. É cedo para dormir, mas talvez demasiado tarde para despertar. Na verdade, por mais que se esbugalhe os olhos e mantenha a mente lúcida, as dúvidas se espreguiçam dentro da gente e há tantos DESPERTARES pedindo passagem, que chegamos a ouvir o bocejo deles entediados com a nossa lentidão.
Ou conhecemos nosso próprio eu
Ou vivemos escravos do tempo...
Na ampulheta da vida resta pouca areia.
Ainda bem que o tempo passa. Que a vida flui. Que tudo muda e a gente pode ser cada vez melhor. Se torne a primeira opção de si mesmo e nunca aceite que te ofereçam menos do que você merece.
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