Observando
O PESCADOR SOLITÁRIO
Aqui estou eu novamente
Dentro e na margem do lago
Estou só, observando o rio
Os igapós, os aningais, os murerus
Olhos com os olhos de águia
A procura da presa.
Assim procuro ver
Qualquer maresia
No boiar dos peixes
Onde estarão os peixes?
Porque onde bóia um, há muitos.
Eles andam em cardumes.
É pegar o caniço e lançar o anzol.
E pegar, um, dois... muitos peixes.
Venho pescar, porque gosto de pescar
Contemplar toda essa beleza.
O silencio da natureza
O barulho e o voar dos pássaros.
Dos peixes boiando, os jacarés secando.
Das formigas mordendo, das muriçocas ferrando
Tudo isso é belo
Faz parte desse lugar agreste.
Se chega a chuva
Protejo-me debaixo do Japa
Sou um pescador da antiga
Pesco de caniço e anzol
Isso é mais excitante para mim.
Pego o meu chapéu, casco e o remo
E me lanço em direção do lago.
Quando chega a hora do almoço.
Trato os peixes, preparo o fogo
Asso na beira do lago.
Levo a farinha, pimenta e sal.
Quando aparece algum companheiro.
Este é bem vindo ao banquete.
Com muito gosto e prazer
Compartilhamos desta maravilha
Que a natureza nos oferece.
FIM.
Autor: José Gomes Paes
Enviado por José Gomes Paes em 11/01/2012
Código do texto: T3435526
Faz um tempo que eu tô calado só observando, analisando os lados de uma mesma frase, de uma opinião;
A tua interpretação da vida, inevitavelmente, É sempre construída ao longo dos teus dias de desilusão.
Náufrago.
Dedicado ao filme Náufrago
Uma profissão...
Uma história para contar...
Observando sempre a vida...
Obcecado...
Sedento...
Admirador dos ventos...
Tentando sempre controlar o tempo...
O relógio...
Como de fato nunca parou...
Os ponteiros...
Sempre foram iguais aos outros...
O tic-tac silencioso...
Acompanhado pelo sol...
Uma aeronave na pista...
Uma decolagem perfeita...
Um amor jovem...
Naquele momento...
Foi deixado para trás...
Uma pani no Ar...
Mas em pleno Ar...
Algo aconteceu...
A aeronave em um declive louco...
Extra acentuado...
Naquele capítulo da vida...
Parece que tudo ficou encerrado...
Para sobreviver aquela queda...
Nem me lembro como tudo aconteceu...
Mas quando eu abri os olhos da alma...
Em uma ilha deserta eu ja estava...
Pequenos destroços...
Comigo acompanhou...
Ali ficou eu...
Alguns pertences...
Uns meus...
Outros desconhecidos...
Tudo que eu tinha passado até alí...
Nada se compara...
Aos quatro anos que vinha na frente...
Mas como eu ia adivinhar...?
Uma jornada...
Uma nova história...
Uma nova vida...
Fiz amarras...
Queria eu me enforcar...
Testei o laço feito...
Mas de fato...
Não tinha chegado a minha hora de ir...
Foram anos...
Comendo e bebendo água de coco...
Frutos do mar...
Mas deu pra sobreviver....
Dente inflamado...
Uma bola de vôlei para me acompanhar...
Apenas queria um companheiro...
Para eu desabafar....
Com as feridas da carne...
Desenhei o Wilson...
Era com ele que eu chorava...
Era com ele...
Que tudo eu falava....
Foram momentos tiranos...
Foram dias e meses...
Foram invernos e primaveras...
A barba cresceu...
Os cabelos se alongaram...
Um estilo de sobrevivência diferente...
De tudo que eu tinha vivido...
Insano...
Louco...
Falei com o Wilsom...
Falei com o fogo...
Falei com os ventos...
Falei com as estrelas...
Falei até com o mar...
Oh vida...
Será se um dia...
Eu ainda irei voltar....?
O coração se apaixonou rápido...
E eu aqui...
Estou aqui...
Em algum ponto do oceano....
Encalhado e isolado de tudo...
Isolado da sociedade...
Isolado das pessoas...
Ah Wilson...
Feliz estou por ter te criado..
Embora és uma simples bola murcha...
Mas redesenhada...
Não é para menos...
Não é para mais...
Aqui...
Alem de você...
Resta-me um retrato...
De minha amada...
Amanhã será outro dia...
Quem sabe o tempo...
E os ventos nos ajudem...
A sair dessa ilha isolada....
Encalhamos juntos...
E se é que juntos chegamos aqui...
Sairemos juntos...
Em alguma jangada...
Tão longe...
E oculto dos olhos humanos...
Estamos....
De onde estávamos ontem...
Olha só....
Um navio cargueiro....
Socorro de imediato...
Acima de mil e quinhentos dias naquela ilha...
Sabe lá onde é...
Arrisquei a vida...
Rabisquei nas pedras...
Um dia talvez...
Alguém possa ler...
Saberão que passou ali um homem...
Mas jamais decifrarão...
Os dias de glória...
E os dias amargos...
Encontrado no meio do oceano...
Encontrado no meio do nada...
Cheguei novamente ao meu lar...
Mas....
Tudo está mudado...
Ja tinham me dado como morto...
Desaparecido...
Engolido por grandes feras marinhas...
E minha amada...
Nos braços de outro alguém...
O que me resta...
É seguir...
Caminhar....
Viver...
Náufrago por náufrago...
Ja estou afundado....
Deixar tudo que vivi...
É impossível....
Mas de um certo modo...
Vou tentar salvar algo que ainda me resta....
Antes daquele vôo eu era um...
Naquela ilha...
Eu fui outro...
Eu sou agora...
O mesmo náufrago...
Em um oceano diferente...
Em uma ilha conhecida....
Em uma sociedade arrumada...
E sei eu...
Ah como sei....
Só preciso continuar...
Só preciso me manter vivo....
Porque quem sabe o futuro...
Me proporciona algo de bom...
E dessa história que eu levo...
Vou tentar ativar o meu lado catalizador...
Criar um tipo de energia...
Um tipo de química...
E tentar rejuvenescer....
E viver mais....
Vou em busca de mobilizar sonhos...
Andar com sonhos...
Viver com sonhos....
De tudo que eu vivi...
Nem sei se mereço aplausos....
Foi pesadelo....
Foi ou está sendo fantasia e poesia....
Aspirando eu vou...
Respirando eu volto....
Somente sei...
Que fui movido por algo....
Mas não sei....
Se preciso de um terapeuta....
Sei lá...
Talvez....
Mas uma palavra final eu quero deixar....
Os dias que vivi naquela ilha....
Jamais desejo....
Nem para o pior inimigo meu....
E querem mesmo saber...?
Acho que o melhor dos sonhos....
Está mesmo é nas prateleiras de alguma panificadora da vida...
E por final....
Eu sei que preciso....
Ser no mínimo....
Melhor que ja fui.....
Até hoje....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Observando uma imagem minha, de alguns bons anos atrás, vi uma mulher, uma menina tão forte, tão guerreira.
A gente navegou muitos mares, atravessamos desertos, caminhamos por caminhos cheios de pedras e espinhos.
As vezes encontrávamos algum descanso, mas na maioria dos dias era tempestade e mar violento.
Mas digo pra você, minha querida eu do passado, que estamos bem, estamos felizes e num belo oásis, providenciado por Deus.
Obrigada pela sua garra nessa fase da nossa vida.
Com amor, eu do presente!
Fui descansar no meio do caminho e acabei te observando.
esse andar quase parando indo para lá e para cá , porem sem chegar a lugar nenhum...
Ler um pouco sobre a história da capoeira e prático a arte,mas veio observando que a Capoeira no Brasil,como posso dizer "FRACA"nossos Professores e Mestres nos passam todos os fundamentos realmente.Mais a Capoeira é fraca dentro das demais artes marciais ao redor do mundo,acredito que falta mais competência dos nossos mestres e professores que a transformaram numa verdadeira bagunça por um simples pensamento de criar meu "GRUPO" e fazer do meu jeito,esquecendo as lutas e os obstáculos que os verdadeiros capoeiristas enfrentaram,sendo assim tenho uma pergunta que logicamente já foi respondida por inúmeros professores,que cada grupo criar sua graduações por isso a capoeira é tão bagunçada,então porque não juntamos as mão e procuramos uma solução para isso conversado com esses grupos e criarmos apenas uma única graduação para tão grande problema e especificado o termo "CAPOEIRA".Esse é meu pensamento e gostaria que essas pessoas de cabeça tão pequena,que invés de fala tanto numa roda de capoeira fizesse alguma coisa de verdade sobre ela.
Estava passeando e observando cada passo que eu dava. Olhava as pessoas que passavam e sentia a brisa que me tocava. Quando porventura, deparei-me em frente a uma situação embaraçosa. É engraçado, como são os momentos de distração que te colocam a pensar. E sempre são situações que para muitos são comuns. Olhava atentamente, e imaginava. "O que posso fazer para ajudar?". Ainda assim não tinha um resultado, no qual uma equação poderia resolver. A sensação de poder, nesse caso, poder ajudar, mesmo em meu lazer, é algo prazeroso.
Como é o homem não? Necessita se sentir poderoso, superior, para assim alimentar seu pobre ego. Isso me deixa muito triste. Para que viver de egos ? Ostentação ? Algo que aprendi é apenas usar o que tenho, falar sobre o que tenho, mas sem o uso da ostentação. Engraçado é que me perguntam: "Como fazer isso sem ostentar ?" Simples amigo. Eu tenho uma casa, falo como é minha casa, se alguém faz a pergunta por curiosidade, e não por simples interesse. Isso não é ostentar, mas sim compartilhar parte de minha realidade. Porém me entristeço com essas pessoas que ficam falando o que tem, apenas por que possuem, por que merecem ter, e ninguém tem o poder de mudar isso. Sabe o que digo ?
Parabéns, você acertou na loteria, aproveite cada momento e segundo, esse material que lhe faz se sentir feliz, por mais vazio que você seja, todos nós merecemos nos contentar com nossos bens, nos contentar com as pessoas a nossa volta, pois verdadeira é a frase que diz "Aqueles que mais ostentam, mais são vazios". Porém, não devemos julgar essas pessoas como ruins, e sim como pessoas que necessitam de algo exterior para lhe completar, que não entendem que a felicidade maior está nos mais singelos momentos, mas não temos o direito de obrigá-las a entender isso, pelo contrário, temos que deixá-las viver, pois vivência traz experiência, e se elas precisam ostentar para se alegrar, deixe-as ostentar. Por mais que essa atitude entristeça, pois a alegria (mesmo que falsa), não deve ser interrompida e sim compartilhada.
Quando a pessoa adquire consciência de que pode ser feliz, de uma maneira diferente, entendendo que existem coisas mais importantes que o simples material que nós contemos e ostentamos, que momentos com os amigos, reuniões de família, um dia para si mesmo fazendo o que mais lhe agrada. Seja dançar nu ouvindo sua música favorita na frente do espelho ou passar um dia andando no parque, todos os conceitos mudam, pois isso é o que importa, e pode ser por pouco tempo, mas lhe trará lembranças boas e por muitas vezes engraçadas no futuro, que lhe fará compartilhar lembranças alegres e ricas de detalhes para a imaginação do ouvinte se expandir, compatilhando de seus próprios momentos engraçados. Isso é a felicidade. Cada um vivendo a vida a seu modo, e compartilhando momentos felizes, mesmo que pareçam idiotas, pois a felicidade pode não ser a mesma, mas o sentimento de auto-satisfação é o mesmo. Erga sua cabeça, deixe as pessoas falarem, deixe as pessoas serem o que elas são, ou fantasiam ser, por que se ela está feliz, isso significa que você merece ser feliz também.
Use a felicidade das pessoas como um tipo de combustível para a sua própria, pois mesmo que a pessoa ostente a felicidade dela no material, você pode "ostentar" a sua felicidade, nos momentos e no seu modo de viver. O que importa no final, não é se a pessoa tem tudo e é vazia, ou não tem nada e é triste, mas sim que todos podem ter um momento feliz, e podem compartilhar com o próximo. Tenha amor pelo que você é, tem e que pode compartilhar à sua volta. O segredo da vida é ser feliz consigo mesmo, com muito amor no coração, para compartilhar com todos os outros. Não deixe a felicidade dos outros lhe reprimir ou lhe envergonhar, deixe a felicidade dos outros lhe encantar, e lhe fazer sentir vontade de compartilhar e viver a sua própria felicidade.
Então me perguntam: "Qual a situação que você se deparou que lhe fez ter esse pensamento ?". Eu digo. Me olhar na frente do espelho e ver que, ao invés de eu dar valor ao que realmente merece, eu dou valor para aquilo que mais me deixa infeliz.
Eu estava observando uma formiguinha que carregava um petula de rosa, bem maior que ela, quando encontrou um obstaculo bem maior, então ela sobresaiu de lado e não desistiu dos seus objetivo e continuou o trajeto! Fiquei a pensar os obstaculos não devem servir de desculpa para o fracasso.
Sem devaneios vou observando a roda gigante, roda roda dona bela, pois o que seria da vida se esse mundo não desse voltas.
Observando a mobilização da população diante da TV no futebol fico imaginando quem toma conta do Brasil.
Os dias vão passando e eu aqui, quietinho na minha, calado, olhando, observando seu jeito de ser, de ser tão meiga, linda, especial e de uma beleza tão única, o laço de um olhar que me prendeu sobre ti, que laço.
Forte
Observando o nada,
Encontrei o tudo!
Tudo que eu queria...
Um objeto de estudo.
Estudo complicado...
Tive que testar, provar
E dentre estas análises,
Senti algo no ar.
Não queria parar de estudar
Estava tentada, louca, abusada...
E neste corpo, que entretida,
Me deixou viciada...
E como tudo acabou?
Bem, nada tem fim...
Tudo isso permanece intocado...
Porém... dentro de mim.
Ele estava na sacada me observando e eu aqui embaixo lhe fotografando, então estamos quites nessa troca de observação...
É POSSÍVEL VIVER TODA UMA VIDA, ATÉ A MORTE, OBSERVANDO A OUTRA MARGEM QUANDO SE TEM MEDO DE ARRISCAR.
"Eu est@va observando seu esternocleidomastoideo e desejando beijar toda essa parte quando notei três pintas que são muito bonitas. Na hora, desejei que meus lábios tocassem cada uma, pois elas são conhecidas como três Marias. Essas estrelas são brilhantes, e meu desejo é que você seja minha estrela luz no amor."
Observando de fora do corpo, a tristeza parece trazer conforto.
Buscando pela paz, me encontrei na ausência.
Fico observando tudo ao meu redor. Não sou um analista, nem tenho sapiência para isso. Na minha concepção, o que vejo é uma falta de compreensão geral. Não entendo como as pessoas, ou até mesmo a sociedade como um todo, conseguem conviver dentro dessa bolha de felicidade momentânea — a hipocrisia social.
Não tenho cognição suficiente, nem maturidade emocional, para sentir essa essência ilusória que tanto os satisfaz. Por ser observador demais, acabei me afastando do social. Não consigo me enquadrar nessa utopia fabricada.
Talvez, justamente por ter esse olhar mais analítico — ainda que sem querer — eu não consiga experimentar essa felicidade falsa. Queria viver nesse paralelo social, mas minha mente simplesmente não permite.
Estava observando um morador em situação de vulnerabilidade, e vi que, mesmo à margem social, ele tentava expressar uma felicidade.
O portal de sua alma — seus olhos — mostrava a tristeza e os vários estigmas que carrega por andar nas ruas.
Por ser observador do mundo e de mim mesmo, percebo que, para a ciência, ele é apenas um drogado, um louco, por estar à margem social e por falar sozinho.
Para mim, na visão que tenho — mais ligada aos meus conceitos cristãos e espíritas — esse cidadão pode ser uma alma perturbada por espíritos obsessores, ou uma alma de luz que está em sua última encarnação.
Não tirei uma conclusão definitiva, mas lembrei de um texto que li:
“E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.”
Essa frase, muitas vezes atribuída a Nietzsche.
Senti inveja da sua liberdade das amarras sociais.
