O Velho e a Flor
NOVO ALVORECER
Avisto de minha janela
O meu velho Jardim
Que começa a brotar,
Com flores de cores belas
perfumando a vida
e também a adornar !
Borboletas, abelhas,,
Beija-flores
Sobrevoam sobre as flores
Para o néctar colhêr,
Adoçando assim a vida
Preparando o caminho
Para um novo alvorecer!
De mãos dadas com a esperança,
Vejo os raios do sol
Que começa a despontar
De joelhos agradeço
E peço ao criador
Ao mundo abençoar !
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
Pedras não florescem
Um certo rei vendo que já estava muito velho e que não tinha herdeiros ,decidiu criar uma competição para escolher seu sucessor .
Ordenou que chamasse todas as crianças do vilarejo e deu uma semente para cada uma delas ,a que entregasse o melhor resultado herdaria o trono .
Os meses foram se passando e uma dessas crianças não via resultado algum ,a semente não brotou ,chegou o grande dia para a entrega e o mesmo decidiu que não iria pois não tinha nada para entregar .
Após muito insistir a mãe conseguiu que o garoto fosse ao Castelo .
Chegando lá ,todas as crianças estavam com árvores ,hortaliças e floreiras ,cada uma mais exuberante que a outra.
Percebendo que apenas um menino tinha em suas mãos um vaso vazio ,o Rei ordena que ele se apresente,o menino segue em direção ao rei e entrega o vaso vazio .
O Rei admirado logo o nomeia como o seu sucessor.
A verdade é que eram pedras e não sementes ,a competição não era sobre ser o melhor e sim sobre ser íntegro .
Pedras não florescem !
Na esquina da cidade fria vi o velho senhor do carrinho de flores, comprei uma como sempre, mas, mais uma vez volto sem entregar. Gloriosa, Amarilis, Lírio, Jasmim. Falta a cor do seu rosto de flor no meu jardim.
Dentre as flores.
Tu és rosa embelezando os espinhos,
Arrancando suspiros,
desse velho coração Sonhador.
Quero navegar no meu velho coração para me ver à flor da pele quando estou tão cansado de procurar com minha doce obsessão o seu amor;
E mesmo quando eu caminho contando meus passos andando com certos beijos de algum filme me faz chorar por tão pouco, buscando meu porto seguro;
Me trague para seu mundo, ando perdido esperando o seu olhar tão curioso e descobridor para entender meus carinhos tão carentes;
A Árvore Invisível
No meio da floresta, onde o verde se espalha em incontáveis tons de vida, há uma árvore morta. Seu tronco retorcido e seco ergue-se como um esqueleto, desprovido de folhas, de seiva, de movimento. Os pássaros não pousam em seus galhos; os insetos não a rodeiam; até o vento parece desviar-se dela, como se sua presença fosse um incômodo.
Ela já foi grande, já sustentou ninhos, já balançou sob o peso de frutos. Agora, é apenas um vulto silencioso, uma sombra esquecida no meio do esplendor alheio. Os olhos dos passantes deslizam sobre ela, sem fixar-se, sem reconhecer sua existência. Afinal, quem se importa com o que já não floresce?
Assim também é a velhice humana. Há um momento em que as folhas caem — a vitalidade, o vigor, a utilidade aparente — e, de repente, o mundo parece desviar o olhar. O idoso, outrora centro de histórias e sustento, torna-se uma figura quieta nos cantos da casa, nos bancos das praças, nos quartos de asilos. Suas rugas são como as rachaduras no tronco da árvore seca: marcas de tempestades sobrevividas, de anos que não foram gentis, mas que ninguém mais se dá ao trabalho de ler.
A floresta segue verde, impiedosamente bela. A vida dos outros segue, impiedosamente alegre. E a árvore morta permanece, invisível, até o dia em que o vento mais forte a derrubar, e então, talvez, alguém note sua ausência — mas não sua existência.
Assim como tantos velhos, que só são lembrados quando já se foram.
É chegado o momento de findar velhos sentimentos, arrancar as ervas daninhas do meu jardim, secar as minhas feridas e regar o melhor que há em mim. É tempo de renovação, de limpar o
terreno, cuidar do solo e fazer novas plantações. O passado não pode mais me paralisar, me amargurar e me impedir de florescer.
" O velho lobo, em ruínas não uiva para o luar
suas garras velhas e cansadas,
não lhes sustentam mais
é hora de partir
quem sabe a lua ainda ria
fazendo graça
iluminando uma estrada que levará ao abismo
ou ao céu...
Faxinei.. papéis velhos fora joguei... coisas que não servem mais... reciclei. O mato que sufocava as flores arranquei... As gavetas limpei, a mochila esvaziei... as dores pra trás deixei... as lágrimas sequei... - já me haviam dito que minha tristeza estava alta demais... incomodava os vizinhos... o sono deles em paz deixei...
Com a vida mais simplesinha daqui pra frente mais leve seguirei... mais sorrisos arriscarei... mais flores em vida darei ╭✿╭✿ ԑ̮̑♦̮̑ɜܓ╭✿ ԑ̮̑♦̮̑ɜܓ ԑ̮̑♦̮̑ɜܓ
Faça chuva ou faça sol. Faça o novo ou reinvente o velho. Faça sonhos, faça amor, faça amigos e depois amor de novo. Faça sorrir, faça florir, faça flor-rir, faça ir e faça voltar. Faça coragem, faça permitir, e faça sorrir se não der certo no final. Faça errado, só não deixe de fazer. Faça.
Felizes aqueles que envelhecem sem se tornarem velhos
Os eternos aprendizes de novidades
Os que aplicam as experiências vividas com sabedoria
Os que admitem os erros
Os que replicam a felicidade
Os que alimentam o espírito de amor
Esses florescem !
Já os que permanecem nas teias das frustrações e se embrenham nos emaranhados de inveja
Perecem
Fazer aniversário
é bom, sempre será,
significa estar vivendo,
embora mais velho estará
Parabéns pelo seu dia
especial do nascimento
e tenha muita alegria,
festeje a vida a cada momento !
Qual é a flor do sonho?
Noite de lua cheia...
Um violão...
Uma seresta...
Ter sempre um ombro amigo...
Um cafuné a ser recebido...
Viver sem inimigos...
Estar com Deus e Deus estar contigo...
Dormir ouvindo a chuva...
Ver voando as aves do céu...
Um bilhete de amor esquecido e encontrado...
Em um velho pedaço de papel...
O tempo é algo que não volta atrás...
Ter boas recordações...
É bom, muito bom, demais...
Todo jardim começa com um sonho de amor...
Quem não tem um jardim na alma...
Sofre com dor...
Sandro Paschoal Nogueira
