O Valor do ser Humano Rubem Alves
Nunca deixei de gritar por não ser escutado
Nunca desisti por não estar acompanhado
Nunca mudei a escrita por não ser compreendido
Nunca em meus escritos citei um verso ouvido
Nunca pensei em lucrar com o RAP que faço
Nunca falarei mal de alguém para ganhar espaço
Nunca falei bobagens para versos rimarem
Nunca farei música para miúdas dançarem
Nunca lamentei da vida sem antes trabalhar
Nunca deixei de sonhar em arquitetar
Nunca propositei erros por ser imperfeito
Nunca consciente mostrei o meu defeito
Nunca por falta de guita arranquei carteira
Nunca por sofrer «bulling» abandonei a carteira
Nunca por falta de ideias escrevo besteira
Nunca a minha Mãe sofreu com a minha asneira
Nunca saí á rua para criar um inimigo
Nunca deixei-me influenciar por um amigo
Nunca para ser acarinhado divulguei meu segredo
Nunca do trabalho tive medo, sempre acordo cedo
Nunca a minha realidade escondi com mentiras
Nunca dei nem darei sangue a miúdas vampiras
Nunca levantei mão a nenhum adulto
Nunca por ser miúdo agi como um puto
Nunca respeitei a cara de quem me fala pelas costas
Nunca rompi amizades por partilhar ideias opostas
Nunca tatuarei o nome de uma mulher em minha pele
Nunca dirigi-me mal inspirado com a caneta no papel
Nunca procurei mentir para ganhar a razão
Nunca quem elogiou-me apertou-me a mão
Nunca irei a palhota pedir uma mansão
Nunca me faltará pão tenho profissões na mão.
Não tenciono por nada ser a próxima celebridade
Ergo a caneta gastada, com mês de idade
Traço a letra alinhada aos sucessivos versos
Mente entusiasmada, explorando universos
Pouco serei reconhecido por este acto solitário
Escrever feliz e aborrecido como se construísse um diário
Muitos me têm esquecido, poucos me percebem
Não me dou por vencido nem convencido que não me recebem
Não sei ainda ao certo qual é o fim disto
Embora conciso decerto, escrevo e insisto
O amanhã é incerto, aldraba-se quem o tem previsto
O agora é que existe, aproveito e não desisto
Quero sair dos bastidores, da sombra das cortinas
Encarar espectadores, espantar as rapinas
Quero estar com trovadores escalando a pé colinas
Não procuro aduladores nem intimidades com meninas
A solidão me basta mas a fama não nego
Letra tenho tanta de transtornos que carrego
Depressão me persegue com martelo e prego
Mas ela não percebe que nunca me entrego
E se a morte é para todos, então não tenho medo
Vou escrever e escrever até sangrar os dedos
Fazer da caneta e a sebenta meus brinquedos
Um dia serei ouvido, reconhecido, tarde ou cedo.
Começou na curiosidade, experimentei ao acaso
Naquela ingenuidade era um papel raso
A ideia era rimar, métrica não vinha ao caso
O mais rápido terminar, obedecia um prazo
Em uma viagem de ida, com passagem de volta
Atraído pela batida, a mão ficou mais solta
Cabeça toda pronta, cegueira conheceu a morte
Rasguei meu passaporte e abracei esta sorte
Sorte de aprender quando estou a ensinar
Sorte de poder falar a rimar
Sorte de escrever, sem nada para limitar
Isto me fez conhecer meu próprio limiar
O norte é a frente, a morte é a meta
Métrica diferente na voz e na letra
Cai areia da ampulheta eu sentado num cometa
Viajando pelo planeta, com caneta e sebenta
Mas nem sempre é assim, imaginação esgota-se
Transpiração entra aí quando a mente encontra-se
Em transe temporário, fora da órbita
Aciono o modo solitário, pratico a mania mórbida
Sem grupo ou banda, sozinho no «Under»
A mim ninguém manda, MTA, só anda
Sem grupo ou banda, sozinho no «Under»
E se o reconhecimento não vier? MTA, não se zanga.
Cinco anos na activa, já sou licenciado
Manter a poesia viva, (cumprindo o primeiro jurado)
Depois da positiva com a obra «Verbum Pro Verbo»
Cheguei a conclusiva que sou um bom servo
Entreguei-me por inteiro tal como advertido
Fiel mensageiro, requisito cumprido
Desde sempre verdadeiro, mais outro obedecido
E tudo que me é retribuído, é um público ensurdecido
Ninguém me escuta, isso tem em aborrecido
E não há desculpa que me deixa convencido
Que o conteúdo que trago passa despercebido
Isso não acredito, mesmo sendo introvertido
Juro meu irmão tentei parar de escrever
Mas essa opção não me cabe escolher
O cérebro e o coração são os comandos do meu ser
Não posso dizer não, apenas proceder a obedecer
Na auto-exposição, apostei em demasia
Canção em canção são, tristezas e alegria
Se verso fosse um grão de arroz não emagrecia
Desnutrição não preocuparia, gastrite não temeria
Só para a minha informação, o que disse é utopia
Caio em depressão só de saber que a poesia
Que escrevo com dedicação não passa de uma porcaria
Ao desgosto do cidadão influenciado pela maioria
… Globalização.
Mal, afinal quem é o Pai desse mal?
É o ser transcendental ou o animal racional?
O diabo decerto é a opinião global
Um tal anjo esperto, governante universal
Censo comum é a ponte do conhecimento actual
Eu não creio em dogmas acredito na moral
O dogma é veneno da potência intelectual
Única certeza trivial é que o mal é real
Ausência do bem, insatisfação da conduta
De alguém para outrem, com ou sem desculpa
O mal é histórico, nascido da labuta
Arquitetado pelo homem, o mal reside na disputa
Homem transfigurado em animal selvagem
Facto mais que consumado, não se trata de miragem
O fim é justificado pelo meio que é usado
Mesmo que o resultado prejudique o irmão do lado.
A Igreja não é um prédio ou um encontro social, não deveria ser mesquinha, segregacionista, preconceituosa; não deveria condenar as pessoas, impor religião, ser dona da razão.
Igreja é um lugar impossível de ir, pois é algo possível apenas de ser!
A igreja somos nós!
Igreja é a comunidade de toda gente, onde o amor é a regra de fé e prática, onde Jesus é tudo em todos!
Embora nem sempre eu consiga, tento ser filtro e não esponja: o que é bom eu retenho e o que não é, deixo ir.
Felicidade, uma escolha? ou algo a ser conquistado?
Geralmente dividimos nossas vidas em frações , as quais por serem preenchidas ou realizadas nos estaziamos e momentaneamente nos dizemos felizes. Porque momentaneamente?
Porque depositamos nossas expectativas em frações, por isso logo a seguir voltaremos nossas atenções para outras partes da fração felicidade...
Falta- nos foco!
Foco em que?
Em quem e você ?
Você não e uma fração nem tanto todo o conjunto dessas frações..
Podemos resumi las em : vida sentimental, vida social,vida financeira, bens materiais,vida profissional e espiritualidade. Alimentamos cada uma de acordo com nossas necessidades e desejos mas sempre haverá um desequilíbrio pois perdemos o foco ao fazer isso portanto a felicidade não será alcançada desta forma. Mais uma vez lhe pergunto quem e você? você não e estas frações ou qualquer uma delas, você e um ser que respira que caminha que racionaliza e que escolhe pelo seu livre arbítrio todas as coisas portanto escolha ja! Agora ! Neste momento ser feliz! seja feliz! Sorria ! Distribua bom humor, abraços e palavras de carinho, alimente ao seu verdadeiro eu de coisas boas de sentimentos e emoções, resgate o seu direito de ser feliz independente das frações isso e algo a parte as quais temos sim o direito e o dever de buscar, mas jamais colocar todas nossas expectativas e idealiza las como objetos de felicidade.
Busque a si mesmo, resgate se, permita se , ama se.. cuide do seu jardim, do canteiro de seu coração e permita que ele floresça... Todas as coisas a partir dai, quando estiveres preparado para recebe las e usufruir em plenitude virão ate você.
Gosto de gente decidida, que sabe o que quer, gente que não tem medo de assumir o risco de não ser feliz, que com vibrações celebra a vida e as coisas boas que ela tem a nos oferecer.
Prefiro conviver com aqueles que vivem sem o medo de ser ridículo. Gente feliz de verdade é autêntica, tem vida interessante, mesmo que no anonimato.
O jeito é seguir em frente e não ter preconceitos, pudores ou medos de ser reprovado. Ninguém está livre do erro, muito menos do julgamento.
Ser feliz é aceitar que o erro faz parte da natureza humana, sem abrir mão de viver a vida como ela é.
Não queremos ser apenas olhado sem ser visto. Falar sem ser entendido. Ser jugado sem ser compreendido. Tocados sem sermos sentidos.
E a vida sempre dá um jeito, pode não ser hoje nem amanhã, mas uma hora a coisa ajeita. Tudo se encaixa sem motivo algum, sem explicação alguma. As coisas se entendem porque foram feitas para ser aquilo que foram destinadas a ser. Então não me desespero, não me irrequieto, apenas espero a hora certa, porque quando tem de acontecer, não tem vento, tempestade, distância ou tempo que te impeça de ir de encontro ao que te pertence. A vida sempre dá um jeito, com ou sem motivo de ser.
Ricardo F
