O Valor do ser Humano Rubem Alves
O tempo
Ainda que eu viva cem anos, não serão suficientes
Para eu aprender a razão do meu ser.
Mesmo que passe uma vida inteira em busca de um sonho
Mesmo assim, ficaria surpresa, que, ao chegar lá bem no final,
Nada fosse encontrado, nem sonhos, nem paredes
Nem uma flor sequer. Só um vazio constante
Daqueles que perfura a alma com tanta quietude
Que arremessa para longe qualquer possibilidade
De aceitação ou de recusa de si mesmo.
É como dor que não cessa, mas que dela precisamos
Para nos sentirmos vivos, inteiros, mesmo que no momento
Estejamos em cacos.
Dilacera esse maldito tempo, pois ele mesmo dá o tempo de criar e recriar
De nascer e de morrer, de ter e de perder, como uma efêmera estação
Que passa para dar lugar a outra que se inicia.
Ou ainda como a noite que termina e o sol nasce no horizonte, que este pode ser aqui
Ou acolá, depende das horas e do lugar.
Porém continuo sem tempo, de viver, de amar
Porque perco tempo em não estar em lugar algum pelo simples fato de não existir.
Ando com ideias antigas de modernizar os conceitos; há tempos tenho uma teimosia saudosista de ser atualizado.
Não entendo como podemos ser tão insanos em acreditar que somos eternos se possuímos tão poucos anos de vida.
A gente faz qualquer coisa para voltar à infância. Tudo é válido! E tem coisa melhor que ser criança?
Se eu te desejo o melhor e você esta feliz ao lado de alguém que eu não gosto, é assim que deve ser e ponto.
Para ser socialmente significante, a decisão para a masculinidade deve ser caracterizada por entusiasmo combinado com uma determinação estóica ou, talvez, com ‘elegância’. Ela deve se embasar em uma demonstração pública de escolha positiva, de júbilo, mesmo na dor, a fim de representar um comprometimento moral em defender a sociedade e seus valores fundamentais contra todas as disparidades. Então, a masculinidade é a derrota do narcisismo infantil que, além de ser diferente do papel de um adulto, é, também, o seu oposto
A masculinidade é a derrota do narcisismo infantil que, além de ser diferente do papel de um adulto, é, também, o seu oposto
A Existência visível ou invisível de um ser se eleva a categoria máxima quando há, em toda protuberância, uma liberação dos mecanismos genéticos causadores da formação da herança. Assim como, o Incêndio mental dos distúrbios propulsores, que no reino vegetal se equivale ao cheiro de mato ou às árvores queimadas, é a prova inexequível de que estamos vivendo uma atmosfera de lucidez oportuna e intransferível.
Os homens não podem ser homens — que dirá homens bons ou heroicos — a menos que suas ações tenham consequências significativas para aqueles com quem eles verdadeiramente se importam. A força física exige a reação a uma tensão oposta, a coragem exige a exposição ao risco, a destreza exige o trabalho árduo, a honra exige a disponibilidade para os outros homens. Sem essas coisas, não seremos muito mais que pirralhos brincando de ser homens — e não tem retiro de fim de semana, nem mantra, nem rito de passagem meia-boca que mude isso. Para ser mais que um teatrinho, é preciso que o rito de passagem reflita uma mudança real de status e responsabilidade. Não tem masculinidade reformada de conveniência capaz de ter orgulho de si mesma enquanto a terra continuar sendo o túmulo de nossos ancestrais.
Prefiro ser virtual, muitas ideias e vontades exageradas. Adoro pensar em ser imortal, viajar nos sonhos e pensar que sou um balão viajante. Não me vejo em outra esfera ambulante, nem sem um metamorfosear constante. A imaginação é sempre andante, delirante.
Prefiro ser assim... Levemente preocupada. Às vezes, irritante! Burra pra quem não sabe me ler por inteiro. Pra quem não sabe amar, será visitante.
Prefiro ser borboleta a ser peixe, borboleta pode voar...
Prefiro o azedo do limão à água com açúcar. Limão não me incomoda. Açúcar enjoa. Água tem gosto do quê!?
Viver é preciso! É precioso e eu preciso.
Escolher o improvável sem aceitar a proposta daquilo que nosso ser tem em comum, é notar, sem sombra de dúvida, que o roteiro de toda natureza humana está ligada, não só a estrutura subsequente do poder natural, como também de toda forma larval. Tudo isso ligado ao encontro casual entre dois mundos equidistantes, que de tão próximos entre si, transformam qualquer personalidade normal em uma forma de vida predadora da mais pura insanidade.
A Lua e Eu...
Numa noite linda de outono...a solidão nem sempre é triste. .pode ser feita também para enfeitar um Céu na escuridão!
Deixe-me ser
Em tua escuridão
Deixe-me ser
A sua luz
Em tua solidão
Deixe-me ser
O seu abrigo
Em tuas lágrimas
Deixe-me ser
O seu sorriso
Em teus medos
Deixe-me ser
O seu refúgio
Em teu coração
Deixe-me ser
O seu amor
Em teus braços
Deixe-me ser
A sua liberdade
Em teus lábios
Deixe-me ser
O seu beijo
Em teu corpo
Deixe-me ser
O seu calor
Em teu mundo
Deixe-me ser
O seu mundo
Em teus vazios
Deixe-me ser
Sua por inteiro
Em você
Deixe-me ser...
E seremos um só.
