O Valor do ser Humano Rubem Alves
Deus, em sua infinita bondade, concede ao ser humano a liberdade de escolher entre o bem e o mal. Não impõe caminhos, mas orienta, alertando sobre as consequências de cada escolha.
O livre-arbítrio é um dom sagrado, e com ele vem a responsabilidade: toda escolha carrega em si os encargos que lhe são inerentes. A liberdade é um privilégio, mas também um peso que exige consciência.
Todo ser humano carrega em si a semente do bem — mas só frutifica quem cultiva com esforço, intenção e constância.
Moabe Teles
Apenas um desabafo
No fim das contas, tudo o que o ser humano realmente possui é o nome que deixa e a honra que constrói.
O tempo, implacável, sempre revela a verdade.
É triste perceber como é mais fácil ser lembrado pelas palavras dos maldosos do que pela verdade em si.
Isso apenas reflete uma sociedade hipócrita e covarde, que prefere julgar a buscar a verdade.
Jamais pregaria a verdade e a bondade se não as vivesse em minha própria conduta.
E, curiosamente, são justamente aqueles que tornam o mundo um lugar pior que mais têm me ensinado.
A vida é inútil todo ser humano é insignificante, você acha que essa porcaria de existência vai durar por muito tempo, estamos condenados a morte nessa desgraça de vida
Mesmo se sentido um ser humano insuficiente na capacidade de amar à si mesmo, ainda que a escuridão de uma noite fria não aqueça sua alma, à sempre um olhar que de longe te observa para que você não caia em um abismo de incertezas.
“O ser humano se arruína porque insiste em fugir da dor que veio pra ensinar e porque quer controlar o que só Deus pode conduzir. A mente busca sentido, mas a cura da alma vem pela aceitação do Espírito Santo de Deus.”
O engano que habita uma das dimensões do ser humano — especialmente em sua experiência presente —, quando analisado sob a ótica da fenomenologia dialética, revela-se como reflexo de um capitalismo opressor. Tal realidade convoca-nos a um esforço mútuo de engajamento crítico e à aplicação de uma ciência comprometida com o progresso humano e a emancipação social.
“O absurdo nasce no instante em que o ser humano encara que sua consciência é apenas um intervalo entre dois nadas — e, por isso, nada realmente importa.”
A maioria das pessoas não valem grande coisa, são casos perdidos, mas no entanto cada ser humano é um milagre sem precedentes, por isso devemos reconhecer os milagres que são e ao mesmo tempo se precaver dos desastres em que se transformam...
Ano 2525.
O ano é 2525, e o ser humano se tornou apenas um produto, nada mais. Um mero operador de um sistema pré-programado no qual ele apenas acompanhava, apático, as funções previamente agendadas e na sequência exigida.
O ser humano desta época se resume a um pedaço de carne, equilibrado em seu esqueleto mambembe, sem opiniões, livre arbítrio e sem capacidade de tomada de decisões. Ainda pensa, mas teme não ser seu o próprio pensamento.
Nesta época, governos tais quais se conheciam em 2025 deixaram de existir, mudaram seus status, já não há linhas ideológicas ou partidos políticos, a geopolítica mudou drasticamente. Se antes os governos ditavam as regras, agora as grandes corporações controlavam o mundo, e com ele, a vontade de toda uma população.
Mas tudo tem um começo e nada acontece ao acaso. Para que possamos entender o que aconteceu e o porquê desta “evolução” temos que voltar aos hábitos dos antigos que moldaram e deram forma a este mundo.
O presente é escrito com a caneta do futuro, e o grito do passado é apenas um fraco eco daquilo que deveria ter sido mais bem desenvolvido. E as grandes corporações entenderam isso, perfeitamente.
Dentro da tecnologia existente à época, começaram os experimentos sociais. Programas de TV que colocavam pessoas por um determinado período em uma casa, e eram monitoradas 24h, virou uma febre. Pessoas comuns discutiam ou assistiam com um olhar que beirava o voyerismo, as pessoas que ali estavam.
As corporações entenderam o cliente, e a partir daí, criaram redes sociais mais dinâmicas. Acessíveis a todos, todos ganharam voz e vídeo. Qualquer pessoa poderia se tornar uma personalidade meteórica, e a fórmula era simples, vídeos curtos, mensagens rápidas, até porque quase ninguém já assistiria ou leria algo que demandaria um tempo superior a cinco minutos.
E de cinco em cinco minutos, horas se passavam.
Paralelamente era necessário que o próprio governo alimentasse estas redes, afinal, nada como uma boa polarização para criar personagens a gosto de uma bolha qualquer. Criavam todos os dias pontos de dissenso, e quando a imaginação era terra arrasada, resgatavam algum assunto “polêmico” que nunca tiravam da cartilha.
Com o tempo as pessoas começaram a acreditar mais na mentira rasa do que na verdade dos fatos, afinal, buscar a verdade exigia comprometimento e tempo, e o povo com o cérebro entorpecido por piadas de IA, dancinhas ridículas, exposição do corpo de forma lasciva, preconceitos criados e modas ingeridas, não tinham interesse em saber algo que pudesse desagradar seus conceitos pré-implantados.
A inteligência artificial evoluiu, começou a andar, não lado a lado, mas dentro do ser humano. Os aplicativos de atividades físicas e de saúde, tão comuns naquela época, começaram a ser incorporados junto com identidades digitais que sob o manto do avanço e simplicidade de uso, na verdade serviam como um informante para o governo e para as grandes corporações.
Havia em 2025 o dinheiro de papel, coisa que foi substituída pela moeda digital, e tudo em nome do desenvolvimento e do bem-estar do ser humano. Várias profissões e instituições que existiam naquela época, simplesmente se extinguiram. Caixas de supermercado, frentistas de postos de combustíveis, postos de pedágio, advogados, escolas, bancos e tantos outros, foram devidamente substituídos pelas “modernidades” que agora eram implantadas de forma digital em sua identidade e no seu ser e pronto.
O ser humano se transformou em um ser totalmente digital e quanto maior a dependência digital para resolver dois mais dois, maior era a decadência do pensar.
Ganhar o pensamento é fácil, basta aquecer o coração que o pensamento amolece, e esses aquecimentos vinham através das manipulações, que de tão sutis faziam com que o ser humano creditasse como sua e seus tais ideias e pensamentos. Ledo engano.
Ocorreu então a Quarta Revolução Industrial que teve como principal mercadoria o controle das pessoas e dos seus pensamentos. Privacidade já não é algo que importava, pois, a partir do momento que toda nossa vida está exposta aos grandes conglomerados digitais e seus parceiros, nada é oculto, inclusive suas vontades.
Levados nesta esteira os relacionamentos se tornaram frágeis, líquidos, sem substância, o escambo sentimental era a regra, e em consequência disso, a população começou a procurar substituir o ser por coisas, por qualquer coisa. Plantas e pets foram os primeiros a ocupar este espaço, seguiu-se então por algo com menor probabilidade de danos e responsabilidades, veio os bonecos e depois os bonecos com IA.
Consequentemente, ficou mais difícil e complicado o relacionamento com outros seres humanos, afinal, seres humanos são controversos, e muitas vezes não atendem sequer a sua própria vontade, o que dirá da vontade alheia.
Mas a IA já havia previsto que a raça humana entraria neste torpor, e desenvolveu o ser humano livre. Criado em laboratório, sem pai e sem mãe, nutrido por uma máquina e tendo como tutor deste neófito o mundo digital. Cresceu sem amarras, livre, desprovido de conceitos e pré-conceitos, sua fé e seu credo são binários, 0 e 1, e apesar de ter a oportunidade de desenvolver seu intelecto de forma surpreendente, compreende de forma inequívoca como apertar um botão.
Bem-vindo ao futuro que começou a ser construído lá pelos idos de 2025.
Massako 🐢👽🤖
O ser humano e a cultura: um contraste com a tecnologia
O ser humano é um reflexo da cultura em que está inserido.
Tudo o que produzimos — ideias, costumes, arte, ciência, religião, valores — é cultura.
E é através da cultura que nos relacionamos com o outro e com a realidade.
O ponto de encontro de toda a humanidade deveria ser o conhecimento.
Existe uma longa e rica história de saberes acumulados, construída por gerações.
Hoje, esse conhecimento está mais acessível do que nunca.
A tecnologia avançou de forma impressionante:
Máquinas inteligentes, viagens espaciais, redes globais, inteligência artificial.
Mas o ser humano…
continua, em muitos aspectos, nos tempos das cavernas.
Ainda somos guiados por impulsos egoístas, medos antigos, violência, ganância.
Falta consciência, empatia, sabedoria.
Mas há uma saída.
A cultura pode ser o caminho da evolução humana.
Ela pode nos tornar melhores, mais humanos, mais conscientes, mais compassivos.
Se evoluíssemos culturalmente na mesma velocidade com que evoluímos tecnologicamente,
o mundo seria outro.
A doce palavra amor,
Suave, linda, bela flor.
Momento bom ao ser humano,
Livre de culpa, dor e engano.
Voar em sonho, desejo de poesia,
É como sentir ao rosto a maresia.
