O Sol e o Vento
Vão e nunca mais voltam...
Ignoram o que bate como vento ao rosto, a dura e pobre realidade!
Todavia nos deviam, nos enviam, por fim nos descartam.
Outrora são gentis, mais a frente rudes após objetivo alcansado...
Rua, sonho, só... solidão.
Imagino... mas ignoro, procuro mas não encontro...
Alguém pode responder qual o sabor da vitória?
Sou como o vento que te leva ao mar, apos cada dia de lágrima eu apareço e te surpreendo. Cada dia mais você vai me sentir, de qualquer forma mesmo sem você querer. Você vai se viciar em mim, vai se sentir atraido por mim e vai me querer mais e mais.
O assobio do vento sussurrou baixo no pé do meu ouvido
Dizendo: não se assuste com o mar de surpresas que chegará com força em sua tenda.
Aquilo me causou arrepios.
Fiquei pensativa tentando decifrar o que poderia ser a surpresa.
Nasceu o dia, findou-se a noite e assim durante seis dias...
No sétimo dia, o vento espalhou aos quatro cantos da terra.
– Que, para a alegria só é preciso fé e ousadia.
Aí então eu entendi, foram justamente as duas coisas que eu mais me revesti.
Deitada naquela pedra, num clima fresco serrano e o vento carregava as negatividades pra bem distante e foi soprar longe de toda a humanidade, saiu de mim para o infinito jamais habitado. Aquele pássaro vermelho me olhando com toda a pureza que existe, de uma natureza que não precisa ser agredida, e quando parei pra sentí-la, tornei-me um dos seres mais completos, houve uma sintonia. A tranquilidade sempre me chamou e eu preferia o meio conturbado, hoje me equilibro numa constante corda bamba, e se um dia eu chegar a cair, espero cair e levantar do lado da paz.
Não é ilusão, eu sinto aquela verdade, eu vejo. Eu vejo o vento. O vento é verdade. Eu o vejo porque alem de sentir eu o imagino... E se a minha cabeça diz, ninguem vai dizer que não estou certa da minha verdade...
Um vento bate em meu rosto , abro meus olhos e vejo você olhando-me e dizendo coisas que só nós sabemos
São as pétalas das flores que voam... que o vento leva pr'a longe...
pobres flores... jamais serão as mesmas novamente!
Mas da flor, o cálice ainda resta... No cálice, as sementes...
sementes de flores... pr'a florescer a vida novamente!
As pétalas voam... algum lugar alcançam... um sorriso, alcançam
doces pétalas... a alegrar a tristeza de alguém carente!
Nada vôa por acaso... Nada fica por acaso...
vem a nova alegria, vai-se o velho descaso!
Senti vento entrando pela janela
Trazendo seus pensamentos...
Senti o teu sentir...
Busco-te nos meus sonhos
Tento te encontrar onde sempre sonhamos...
Queria apenas num olhar a coragem de correr
Para ti!
Mesmo que a dor, não me deixa esquecer...
Ainda sim quero amar você!
Sentir frio e me envolver em seus braços.
Andar pela areia falando das nossas estrelas.
Olhar mar e contemplar os nossos desejos, mais profundos...
E um único beijo eternizar nosso mundo!
Assim ainda quero te amar!
Só o vento
O vento que me faz sentir teu cheiro
É o mesmo que me curam as dores
Vento sereno,
Vento pleno,
Vai e vem,
Leva e traz,
Nada fica,
Nada permanece,
E um novo amor só o vento traz.
De que adianta a beleza exterior, e palavras que somem ao vento? Eu quero algo que me faça bem, algo puro, verdadeiro, e que seja eterno enquanto houver intensidade, que contenha beleza interior, e não mais uma mascara exterior!
Tarde de domingo
O céu está chorando
e o vento fala de amor.
Observo a dança das árvores!
A tarde solta minha mão e se vai...
A noite se apresenta...
e com ela a solidão.
Sépia
Estou com cara de fotografia em sépia;
Com saudade do verde…
Da minha casa…
Do vento, da paz.
“Estou em sépia”.
Quero ser beijada pelo vento,
Tocada pelo Sol da tarde.
Quero sentir o cheiro verde do mar,
Deixar que o entardecer me envolva de prazer…
Estou como uma folha,
Como uma folha seca,
Caída e esquecida no bosque da minha vida,
Esperando a Primavera chegar
Com seus florais de mil cores…
E minhas tardes… Perfumar.
Estou em sépia e sou o outono antecipado;
O silêncio morno do Deserto
E o meu olhar tem o açoite do tempo;
O murmúrio das ondas
E um poema largado.
