O que Nao Elabora se Repete Freud

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Já não sei mais oque fazer...
Do um amor.. atenção.. carinho.. lealdade..
E mesmo assim , a pessoa muda de personalidade sem ter motivos.. diz existir mais nunca me aponta o motivo e isso tá me deixando doente .. de tentar ser o melhor possível pra alguém que não enxerga que está só maltratando a nós mesmos sem motivos..
Tem tudo pra viver bem mais não vive em paz..

Uma gestão jurídica eficiente não espera o problema surgir: ela trabalha para evitá-lo. — Gilmar Stelo

Há olhos que não sabem esconder.


Mesmo quando a boca silencia,
mesmo quando o corpo continua,
mesmo quando a vida parece seguir no lugar de sempre,
há coisas que transbordam pelo olhar.


E talvez seja por isso
que algumas pessoas nos chamem de fortes
sem perceber o quanto estamos cansados.


Não é que a dor esteja escondida.
Às vezes, ela está justamente ali,
cristalina,
diante de quem olha.


Mas nem todo olhar enxerga.


É preciso alguma coisa além dos olhos
para reconhecer a tristeza no brilho,
o cansaço no silêncio,
a solidão onde ninguém imagina haver vazio.


É preciso alma
para olhar outra alma.


Porque há pessoas que perguntam se estamos bem
e há aquelas que simplesmente percebem.


E, às vezes,
tudo o que uma alma cansada precisa
não é de alguém que diga
você é forte.


É de alguém que olhe demoradamente
e diga, sem precisar dizer:


eu vi.

Quem não presta atenção na atenção que está prestando corre o risco de passar a vida olhando para tudo sem perceber quem está escolhendo para onde deve olhar.

Carlos Eduardo Balcarse

O verdadeiro circo social não precisa obrigar ninguém a assistir. Basta aprender a capturar nossa atenção.

Carlos Eduardo Balcarse

Quem controla sua atenção não controla necessariamente sua vida, mas quem perde completamente o governo da própria atenção facilita que outros disputem sua direção.

O axioma da Decisão

“Decisão não é ciência, é arte — a arte de saber o que, quando, onde e como fazer o que as circunstâncias exigem, causando o mínimo ou nenhuma dor”

Autor: Ney Paula Batista

Você pode questionar a religião.
Pode não gostar de igreja.
Pode não se identificar com nenhuma denominação.
Pode acreditar em Deus.
Pode ter dúvidas.
Pode mudar de opinião.
Pode ler a Bíblia e discordar de interpretações humanas.
Tudo isso pode fazer parte de uma busca espiritual honesta.
E talvez sua maior liberdade seja esta:
não precisar fingir uma fé institucional para convencer alguém de que você possui fé.
No final, se existe um Deus onisciente, ele não precisa que alguém faça uma inspeção religiosa na sua vida em nome dele.
Ele já saberia.

Você ter se afastado de uma igreja porque se sentiu julgado e excluído não significa que você tenha se afastado necessariamente de Deus.
Uma instituição religiosa pode decepcionar você.
Um líder religioso pode agir mal.
Uma comunidade pode ser hipócrita.
Uma pessoa pode usar a religião para controlar, humilhar ou excluir.
Nada disso prova que Deus não exista.
Da mesma forma, uma pessoa pode encontrar acolhimento, amizade e crescimento em uma comunidade religiosa. Isso também não prova automaticamente que aquela comunidade esteja certa em todas as suas doutrinas.
Deus e instituição religiosa não são sinônimos.

Se alguém diz:
“Vocês não têm Deus porque não vão à igreja”
você não precisa entrar numa guerra teológica.
Pode simplesmente pensar:
“Você não conhece minha relação com Deus o suficiente para fazer essa afirmação.”
Pronto.
Não precisa apresentar relatório espiritual, comprovante de oração, frequência celestial ou certificado de batismo atualizado.
Sua fé não precisa ser aprovada por ninguém.

Você pode pensar:
“Eu não quero frequentar uma igreja.”
Isso é uma escolha.
Outra pessoa pode pensar:
“Eu encontro minha espiritualidade justamente na comunidade da igreja.”
Também é uma escolha.

“Eu agradeço sua preocupação, mas minha relação com Deus não depende de frequentar a igreja.” PS: Vontade de dizer para alguém que julga minha fé o tempo todo 🥹

O poeta acompanha umas coisas que não são apenas pensamentos; é o tempo com significando, como o ouvido pendurado na conversa às nove e quarenta e cinco da manhã...




Leonardo Mesquita

Você não precisa convencer ninguém de que Deus está na sua vida.
Aliás, se você acredita em um Deus que conhece pensamentos, intenções e coração, seria até estranho precisar apresentar argumentos para uma terceira pessoa provar que sua fé existe.
Sua espiritualidade pode ser silenciosa.
Pode acontecer dentro da sua casa.
Pode aparecer numa oração.
Pode aparecer quando você agradece por estar viva.
Pode aparecer na maneira como trata seu marido.
Pode aparecer na maneira como cuida de um animal vulnerável.
Pode aparecer quando você escolhe não fazer mal a alguém mesmo tendo oportunidade.
Pode aparecer na maneira como você atravessa uma fase difícil sem abandonar completamente a esperança.
Uma igreja pode ser importante para algumas pessoas. Mas uma construção não é a única localização possível de Deus.

Não deixe o comportamento de algumas pessoas decidir aquilo em que você acredita.

"Não meça seu valor pelo que guarda no bolso, mas pelo caráter que cultiva, pelo amor que compartilha e pela presença de Deus que carrega na vida."

"A verdadeira riqueza não se conta em moedas, mas na integridade das nossas atitudes e na caminhada diária com Deus."

Não Lamento



Não lamento não poder estar no Facebook nem no Instagram. Ao contrário, considero isso um privilégio. Essas plataformas transformaram a atenção em mercadoria, a reflexão em consumo rápido e a profundidade em exceção.


Prefiro escrever para quem aceita interromper a pressa e enfrentar uma ideia até o fim. Não me interessa disputar algoritmos, curtidas ou a efemeridade das tendências. Interessa-me a consciência humana.


Se estar fora do Facebook e do Instagram significa preservar a liberdade de pensar sem me curvar à lógica da massificação, então permaneço convicto de que estou exatamente onde desejo estar.

O País Não Precisa de um Mito


O Brasil tem uma doença política curiosa: transforma fracassos em símbolos e homens comuns em salvadores. Troca projeto por personagem, programa por slogan, pensamento por torcida. E, quando percebe o estrago, já está discutindo novamente o mesmo personagem como se a história lhe devesse uma segunda temporada.


O bolsonarismo não foi apenas uma candidatura. Foi a industrialização política do ressentimento.


Durante anos, ensinou-se ao brasileiro que pensar era suspeito, que ciência era conspiração, que imprensa era inimiga, que cultura era ameaça e que instituições só eram legítimas quando obedeciam ao lado certo. A política deixou de ser disputa sobre o futuro e passou a ser campeonato de indignações.


Agora, em 2026, o sobrenome continua em campo. Mudou o candidato, mudaram algumas frases, mas permanece a velha arquitetura: transformar medo em voto, conflito em identidade e adversário em inimigo. A política brasileira ainda é convocada a escolher entre o “nós” e o “eles”, como se um país de mais de duzentos milhões de pessoas pudesse caber numa guerra de grupos.


Não pode.


E aqui está o erro que parte da esquerda também comete: imaginar que basta chamar alguém de fascista para vencê-lo. Não basta. A democracia não se defende apenas denunciando a extrema direita; defende-se oferecendo ao cidadão uma razão concreta para acreditar nela.


O Brasil precisa de escola que ensine a pensar, não apenas a repetir. De saúde que funcione antes que a doença vire estatística. De segurança pública que não seja espetáculo. De emprego que não seja favor. De ciência que não precise pedir desculpas por existir. De Estado que proteja sem tutelar.


E precisa, sobretudo, abandonar a infantilização política.


Nenhum presidente é messias. Nenhum partido é dono da verdade. Nenhum eleitor precisa entregar a própria consciência na porta de uma convenção partidária.


O bolsonarismo prosperou justamente onde a razão recuou.


Por isso, enfrentá-lo não significa apenas derrotar Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ou qualquer herdeiro eleitoral do sobrenome. Significa derrotar a ideia de que o Brasil precisa de um homem providencial para funcionar.


Não precisa.
Um país sério não procura um salvador.
Procura cidadãos.


E talvez essa seja a coisa mais perigosa que se possa dizer numa eleição: o Brasil não precisa acreditar em ninguém. Precisa aprender a pensar por si mesmo.


William Contraponto

O AMANHÃ NÃO ESTÁ PRONTO
WILLIAM CONTRAPONTO


Não basta levantar cidades ao chão,
se há vidas sem portas para atravessar,
não basta prometer alguma transformação,
se o povo continua sem lugar.


Um país não começa na bandeira,
nem termina no discurso oficial,
começa quando a vida verdadeira
deixa de ser tratada como detalhe banal.


Que a escola ensine a pensar sem tutela,
que a ciência não conheça um patrão,
que o jovem possa escolher sua janela
sem depender do acaso ou da posição.


Que a casa seja mais que quatro paredes,
que a saúde não dependa da sorte,
que ninguém tenha de carregar suas redes
como quem procura sozinho o próprio norte.


Que os trilhos atravessem as distâncias,
levando gente, trabalho e direção,
que a indústria transforme nossas esperanças
em conhecimento, emprego e produção.


Que a terra produza sem ferir a floresta,
que o campo tenha futuro e dignidade,
que o progresso não cobre uma dívida desonesta
daqueles que sustentam a sociedade.


E se houver riqueza escondida no chão,
que ela não termine apenas em dinheiro:
que vire escola, pesquisa e profissão,
que deixe conhecimento no país inteiro.


Não quero uma pátria feita de unanimidade,
onde discordar seja considerado traição;
quero uma democracia com liberdade
para a pergunta, a crítica e a contestação.


Porque ouvir não significa concordar,
e vencer não significa ter sempre razão;
às vezes é preciso perder para escutar
aquilo que faltou à nossa decisão.


Que o governo saiba também se questionar,
que o poder não se confunda com verdade,
que o povo possa entrar, falar e participar
sem pedir licença à autoridade.


Se o orçamento nasce da população,
que volte à população em forma de ação;
não quero promessa vestida de eleição,
quero palavra transformada em realização.


Talvez nenhum projeto alcance a perfeição,
talvez todo caminho carregue algum erro;
mas um país que aceita a correção
já começa a vencer o próprio medo.


Não somos o futuro que alguém desenhou,
nem o passado que insiste em permanecer;
somos aquilo que ainda não se completou,
somos a pergunta que escolheu viver.


Amanhã não pertence ao poder,
nem nasce pronto na mão de alguém;
é escolha de quem decide fazer
do próprio caminho, um caminho também.