O que Nao Elabora se Repete Freud

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Você pode não ser exemplo para ninguém, mas suas ideias podem servir para alguém.

Se você não aparece, não aparece para você.

É preciso admitir para si aquilo que no fundo ama de verdade; não há como fugir, pois mesmo fugindo, o sentimento te coloca novamente em direção àquilo que ama.

Quem quer, dá jeito;
Quem não quer, dá jeito para não dar.

Quem ama, mesmo longe, perto está;
Longe está, mesmo perto, quem não ama.

Deus para mim é a morte; justo, não falha, a certeza, a verdade, o caminho e a vida.

Sinceridade não é grosseria e nem agrado.

Não vejo nenhuma pessoa como inimigo, e sim a estrutura que o estado é montado como inimigo do povo.

Não existe dia ruim; existe 1 minuto ruim que, às vezes, remoemos o dia inteiro.

Eu não preciso da aprovação de ninguém, apenas da minha própria consciência.

Podemos desviar das consequências dos nossos atos, mas não podemos nos livrar enquanto não pagar.

Não tem sentido o medo de viver por medo de morrer, até porque vai morrer de qualquer jeito.

O verdadeiro sentido da vida é compartilhar de si com os outros, não acumular o que vem dos outros para si.

Se o propósito da vida fosse acumular para si mesmo, todos aqueles que partem deste mundo levariam consigo tudo o que acumulou ao longo da vida. Mas isso não acontece. Ninguém leva nada consigo. O que realmente levamos, o que permanece, é o que compartilhamos durante o caminho, em vida.

Às vezes, você é o que faz, não o que guarda.

Se o que você faz não reflete quem realmente é, talvez não seja você, mas apenas a máscara que escolheu vestir.

E se aquilo que guarda dentro de si é o que verdadeiramente te define, o que está esperando para compartilhar com o mundo aquilo que realmente é?

O afeto está no que você dá, no que compartilha, e não tanto no que recebe ou guarda.

Pois o que você dá permanece, enquanto o que você guarda, não.

A maior prova disso é a morte: quando morremos, não levamos nada do que acumulamos, apenas o que deixamos.

Porque, no fim, nada de fato nos pertence, exceto tudo aquilo que compartilhamos.

As pessoas, geralmente, só não fazem o "mal" pelo medo das consequências — seja a consequência que acreditam ter após a morte ou a consequência que recebem em vida mesmo. Já outras pessoas são naturalmente boas por natureza, não fazem o mal, mesmo se houvesse a oportunidade. Então, é sempre bom rever o próprio caráter, a própria personalidade, as próprias intenções, o próprio ser, e desenvolver em si mesmo aquilo que você de fato é ou quer ser, mas não por medo de consequências, e sim por vontade, por coração, por si mesmo.

Tem pessoas que só fazem o "bem" por interesse — interesse de ser "privilegiado", de "receber", de "ganhar", de "conseguir" dos outros. E isso não é, interpretamente falando, uma pessoa "essencialmente boa", entre aspas, quando só se faz com esse objetivo, e sim uma "pessoa interesseira", fingindo ser boa ou mostrando ser interesseira mesmo. Ou seja, não desenvolveu naturalmente o sentimento puro, leve, doce, amoroso de ser. Não percebeu que, pra isso, não precisa da expectativa de receber algo em troca ou temer as consequências se não fizer, e que basta, essencialmente, seguir o próprio sentimento, deixar fluir naturalmente as intenções, enxergar os próprios comportamentos, respeitar a própria vibração pessoal sobre qualquer situação, parar de se controlar e apenas ser, indiferente dos atos. Pois a essência de si mesmo é fluxo, natural, espontâneo, se desenvolve assim, e não se controlando pra não ser.

Por exemplo, tem pessoas que têm o ato de ajudar alguém a se levantar, mas têm a intenção de ajudar a levantar porque têm como objetivo ter algo em troca depois...

Tem pessoas que têm o ato de ajudar alguém a se levantar, mas a intenção era apenas ajudar a levantar, pois não têm como objetivo algo em troca...

Então, existe uma diferença entre uma pessoa "boa" e uma pessoa "interesseira", que só faz o "bem" por interesse.

A "boa" tem como intenção o ato do momento, e mesmo que receba algo em troca, a intenção era o ato, não a expectativa em receber.

A "interesseira" tem como intenção receber algo depois do ato, e se ela não recebe em troca, cobra, pressiona, joga na cara, abandona, larga, chantageia, diz que não fizeram por ela.

Não que eu esteja julgando ou definindo o que é "bom" ou o que é "ruim", o que é "interesseiro" ou o que "não é". Até porque, pessoas mudam. Às vezes, estão em um dia bom, às vezes, em um dia ruim. Não é uma regra, é uma análise do momento. Às vezes, a pessoa fez de coração agora e, daqui a cinco minutos, por interesse, no qual irá cobrar em seguida. Novamente repito: não é uma regra, é uma análise do momento. Apenas uma interpretação rasa de uma situação hipotética pra você discernir a diferença de quando alguém é e quando finge ser pra dizer que é. Pra você discernir a diferença de quando alguém fez por interesse e quando fez por vontade própria, por coração.

Às vezes, somos ruins; às vezes, bons; às vezes, interesseiros; às vezes, não. Porém, é bom ter o olhar aprimorado nas situações desses momentos, saber quem finge, saber quem é. Pois, quando nosso olhar é turvo, embaçado, cego, a gente acaba olhando apenas quem não era pra olhar, apenas porque a "aparência", as "miragens" vistas dos nossos olhares cegos aparentavam ser verdadeiras, boas de coração. E nisso, nos iludimos com quem não deveríamos, por ser fingimento, falso, e deixamos de ver quem era pra enxergar: os verdadeiros de bom coração.

E quem olha é o próprio sentimento, não a impressão dos olhos.

Pois os olhos têm o interesse de olhar o que aparenta ser.

O sentimento sente o que de fato é.

Conexão é confiança;
Controle é desconfiança.

Quem está conectado ao outro não tem a necessidade de controlar,

pois somente quem desconfia, por não acreditar nessa conexão de amor, tenta controlar, vigiar, manipular, para se sentir seguro no sentimento daquilo que não acredita ter com alguém.

Não confunda indiferença, assinado como "relacionamento aberto", disfarçado de "liberdade". A verdadeira liberdade dentro de uma relação não significa descaso, ausência ou falta de compromisso. Um relacionamento aberto pode existir de forma saudável, mas quando usado como desculpa pra evitar envolvimento ou responsabilidade afetiva, se torna apenas uma máscara pra desconexão.

Não confunda posse, assinado como "relacionamento sério", disfarçado de "fidelidade". Fidelidade de verdade nasce do respeito e da escolha mútua, não do controle, da cobrança ou da anulação da individualidade. Relacionamento sério não é prisão, onde a segurança vem da imposição e não da confiança.

Conexão não é contrato. Um vínculo real não precisa de regras rígidas pra existir; ele flui naturalmente. Quando há conexão de verdade, não precisa assinar acordos pra garantir presença, lealdade ou amor, porque tudo isso acontece espontaneamente, sem necessidade de imposições.

Se controlar não é sinônimo de caráter, nem de espiritualidade.

Caráter e espiritualidade verdadeiros se manifestam de forma espontânea, na intenção real do próprio coração. Eles não precisam ser forçados, exibidos ou controlados, pois simplesmente são.

Não adianta fingir bondade nas atitudes se, por dentro, as intenções são egoístas, vingativas ou maldosas. O que define quem você realmente é não são as aparências, mas aquilo que habita dentro de si.

O coração revela sua essência nos momentos de provação, quando você é provocado, alfinetado, traído. É ali, no calor do momento, que sua verdadeira espiritualidade se mostra. Se sua reação imediata é o ódio, a revolta ou o ressentimento, mas você se controla apenas por medo do que os outros vão pensar ou fazer, então não está sendo sincero, apenas reprimindo quem realmente é para evitar consequências.

A verdadeira mudança não acontece quando você apenas controla o que sente, mas quando entende de onde isso vem e escolhe mudar. Não é sobre se controlar para manter uma imagem, e sim mudar por dentro, para que suas reações sejam naturalmente diferentes por fora.

Enquanto o povo não enxergar que quem está no poder da sociedade e do mundo são os bancos mundiais, e não os fantoches políticos, nada vai mudar. O povo continuará sendo escravo até os 60 anos, continuará perdendo direitos, continuará sendo roubado, explorado, enganado, sabotado e controlado.