O que Nao Elabora se Repete Freud

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Tudo é uma crença, e eu estou sempre acreditando em algo — até quando penso que não acredito em nada, estou, na verdade, acreditando que não acredito. Não há como escapar das crenças, porque até na tentativa de fugir delas, estou acreditando que estou fugindo. Mesmo quando digo que não acredito em nada, estou, na verdade, acreditando que não acredito em nada.

A única coisa que eu posso fazer é mudar minhas crenças. E, no fundo, isso também é uma crença: a crença de que eu tenho o poder de transformar aquilo em que acredito. Cada crença que tenho, seja consciente ou inconsciente, muda a minha realidade. Ao alterar essas crenças, mudo não só o que penso, mas também o que sou e como vejo o mundo. E isso, por si só, é um ato de transformação.

Assim, percebo que a liberdade não está na ausência de crenças, mas no poder de escolher quais crenças adotar. O simples fato de acreditar que posso mudar minhas crenças já é uma crença poderosa, capaz de transformar minha perspectiva de vida.

O mal não existe. Por não existir, ele tenta destruir o que existe, tentando levá-lo à inexistência. Contudo, esse esforço é em vão, pois, justamente, o mal não é capaz de destruir o que é real, o que é verdadeiro, o que é. O mal é, na verdade, apenas uma ilusão: a negação de si mesmo, a negação do próprio bem.

Assim como a mentira, o mal é uma invenção sem fundamento, algo que só existe enquanto for alimentado pela distorção da verdade. Ele não tem substância, não tem essência. O mal, portanto, é uma criação passageira, que necessita de poder por si só.

Da mesma forma, a solidão não é uma realidade. Não há solidão verdadeira, pois estou sempre acompanhado de mim mesmo. Mesmo nos momentos em que parece haver um vazio ao redor, a presença interior permanece. A solidão é uma percepção equivocada, que ignora a verdade de nossa conexão constante com o nosso ser.

A angústia, também, é uma ilusão. Não existe angústia em sua forma real, porque, quando estou em paz – como no sono tranquilo –, não sinto angústia alguma. O que a angústia representa, na verdade, é a negação da minha própria paz, é a resistência ao estado de harmonia que está sempre disponível, mesmo que por vezes não o reconheçamos.

E a morte? A morte não existe. O mal, como qualquer outra ilusão, tenta nos convencer de sua realidade, mas, na verdade, ela não passa de uma transição, um processo de mudança que está além da nossa compreensão limitada. Não posso morrer se nunca deixei de existir; o nascimento e a morte são, na essência, partes de um ciclo contínuo, e o que realmente importa é o que prevalece: a existência.

Porque, afinal, a inexistência não existe. O que prevalece é a verdade da existência, e essa é eterna, única, e fixa.

"Não sentir vontade de fazer nada" não é tristeza, desânimo ou frustração. É, na verdade, um alívio — um tempo indefinido de descanso, relaxamento e paz. É como se fosse um descarrego de pesos desnecessários, uma eliminação de vontades que, no fundo, nunca foram realmente nossas. Esse momento é de reflexão profunda, um encontro consigo mesmo, uma oportunidade para o autoconhecimento e o autodescobrimento. O "nada" se transforma em uma passagem, nos trazendo de volta à nossa essência, à realidade de quem somos, às vontades simples, reais e verdadeiras, aquelas que se encontram na tranquilidade do ser e não na pressão do fazer.

As pessoas não são obrigadas a viver por você.
As pessoas não são obrigadas a te amar.
As pessoas não são obrigadas a te dar atenção.
As pessoas não são obrigadas a gostar de você.
As pessoas não são obrigadas a te ajudar.
As pessoas não são obrigadas a te reconhecer.
As pessoas não são obrigadas a fazer o que você quer.

Mas você pode viver por quem quiser.
Amar quem quiser.
Dar atenção pra quem quiser.
Gostar de quem quiser.
Ajudar quem quiser.
Reconhecer quem quiser.
Fazer o que quiser.

O que você dá ao mundo não vem com garantia de retorno, mas ainda assim, é sua escolha.

Não confunda depressão com tristeza por não conseguir agradar aos pais, aos amigos e à sociedade.
Não confunda depressão com a vontade de não fazer nada.
Não confunda depressão com a falta de aceitação de si mesmo.
Não confunda depressão com a invenção de problemas.
Não confunda depressão com a criação de pensamentos negativos.
Não confunda depressão com o sentimento de culpa por algo que não tem razão para ser.
Não confunda depressão com preguiça.
Não confunda depressão com a insatisfação em trabalhar em algo que não se deseja.
Não confunda depressão com o medo do que os outros pensam ou acham.
Não confunda depressão com o abandono de si mesmo.
Não confunda depressão com angústias mal resolvidas.
Não confunda depressão com o sentimento de piedade.

Não confunda depressão com tristezas que vêm e vão naturalmente na vida.

Se eu gosto mesmo de fazer uma coisa, ninguém vai me desanimar.

Mas se eu não gosto, e estou fazendo só porque os outros querem, qualquer pessoa pode me desanimar.

É assim que a vida funciona:

O que a gente sente no coração é forte e ninguém estraga.

O que a gente faz por obrigação é fraco e qualquer problema já acaba com a nossa vontade.

No fim, só o que a gente realmente quer é que dá força pra gente continuar.

As pessoas têm um pavor do "não faço nada da vida", sendo que é justamente esse "não fazer nada" que você descobre o que de fato ama fazer na vida. Basta não se cobrar, não se pressionar, não se culpar, que com o tempo, naturalmente, vai aparecendo o que ama fazer na vida.

Intenções que não me servem pra nada:

Não tenho a intenção de fazer ninguém sofrer por mim, esse ego é muito vazio, cru, não faz sentido, não preciso disso.

Não tenho a intenção de fazer ninguém se arrepender por causa de mim, essa vaidade é superficial, mimada demais, é perder tempo atoa.

Não tenho a intenção de fazer ninguém correr atrás de mim, esse orgulho é muito arrogante, desumilde, fraco.

Não tenho a intenção de fazer ninguém se sentir culpado, tento o máximo não deixar ninguém assim sem querer, esse comportamento é infantil, injusto, egocêntrico.

Não tenho a intenção de deixar ninguém pra baixo, senso de "superioridade" me da vergonha e só demonstra o quão inseguro eu sou.

Não tenho a intenção de prejudicar ninguém, essa intenção só mostra o quão frustrado minha vida é.

Não tenho a intenção de querer ser melhor que ninguém, isso só me torna uma pessoa pior.

Não tenho a intenção de fingir ser o que não sou para agradar alguém, é artificial, pessoas gostar apenas do fingimento e não do que de fato sou.

Não tenho a intenção de me orgulhar com o que eu tenho, não faz sentido eu me orgulhar do que consegui, do que tenho, sendo que alguns não tem, me da vergonha.

Não tenho a intenção de desmerecer o que o outro faz, eu não mereço isso.

Essas intenções não me servem pra absolutamente nada, é só atraso de vida mesmo, atrás de migalhas de ego ferido, é como se eu não estivesse evoluindo direito.

Aprenda a dizer SIM ou NÃO para si mesmo.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para os seus pais, com respeito às escolhas e limites que estabelecem.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para a sua família, reconhecendo que o amor não se resume à conformidade.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para os seus amigos, sem medo de se perder em agradar.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para as pessoas, respeitando sua autenticidade e os próprios princípios.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para a sociedade, sem se deixar ser moldado por padrões que não representam quem você é.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para o mundo, com consciência de seu impacto e da responsabilidade que carregamos.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para a vida, abraçando o que é realmente importante para o seu crescimento e bem-estar.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO até para o que acabou de ler, refletindo sobre o que realmente faz sentido para sua jornada.


A verdadeira liberdade nasce da capacidade de escolher conscientemente, seja para afirmar ou negar, sempre com o entendimento de que nossas escolhas definem a essência do nosso caminho.

Não sou "contra o sistema"; sou a favor de um sistema melhor.
Não sou "diferente"; busco a igualdade.
Não sou "filósofo"; todo mundo pensa.
Não sou "desperto"; estou despertando para as mentiras na minha vida.
Não sou "sábio"; estou aprendendo todo dia.
Não sou "espiritualizado"; estou espiritualizando meus defeitos.
Não sou "perfeito"; estou aperfeiçoando minhas imperfeições.
Não sou "iluminado"; estou me esclarecendo sobre minhas falhas.
Não sou "evoluído"; estou evoluindo quem sou.
Não sou "melhor" nem "pior"; eu morro.

Quando você era criança, os adultos encheram sua mente de "não pode". Algumas dessas restrições faziam sentido na época — eram necessárias para sua segurança e sobrevivência. Mas agora você é adulto. E sabe o que isso significa?

Que você não precisa mais desses "não pode".

Pode conversar com estranhos.
Pode tocar nas coisas.
Pode se divertir sem motivo.
Pode brincar todos os dias.
Pode errar sem medo.
Pode chorar à vontade.
Pode fazer barulho.
Pode esquecer o relógio.
Pode fugir das punições inventadas.
Pode sair sem destino.
Pode andar por aí sem propósito.
Pode ouvir o que sente.
Pode viver!

O que antes era proibição, agora é escolha. A vida não precisa ser um eterno cumprimento de regras criadas para te limitar. Você pode. Você sempre pôde. Só esqueceram de te contar.

O sentido é compartilhar,
não guardar...
Pois, de qualquer forma,
quando a morte chegar,
em referência,
só vai sobrar
o ar,
para os outros respirarem.

Respirando essa ideia,
além do ar,
que é dar,
tudo o que tenho para acrescentar,
do meu próprio bem-estar,
para os outros usarem,
tudo o que eu tenho para dar.

Dar o que me faz aceitar;
Dar o que me faz observar;
Dar o que me faz expressar;
Dar o que me faz falar;
Dar o que me faz mostrar;
Dar o que me faz informar;
Dar o que me faz ensinar;
Dar o que me faz ajudar;
Dar o que me faz acreditar;
Dar o que me faz realizar;
Dar o que me faz encontrar...

Encontrar o sentido dessa vida,
que é dar tudo o que sou para compartilhar.

Não me sinto culpado nem arrependido por nada que fiz ou faça; sinto-me apenas responsável pelas consequências dos meus atos, porém sempre consciente de cada um deles.

É mais fácil sentir arrependimento pelo que tive a oportunidade de fazer e não fiz, do que pelo que fiz. O que fiz está feito, já faz parte da minha história. O que não fiz, no entanto, não posso mais voltar atrás.

Não confunda ser frio com estar em paz.
Não confunda ser triste com negar a alegria.
Não confunda ser fraco com ser excessivamente forte.
Não confunda estar só com estar em boa companhia consigo mesmo.
Não confunda não amar com amar sem saber que ama.

Não se cobra afeto.

Se apenas a sua presença e silêncio não são suficientes para alguém, nenhum esforço a mais será...

Quando eu sou rejeitado, desprezado, ignorado, no fundo, eu não fico mal; eu me sinto livre daquilo que não tem nada a ver comigo.

Enquanto a maioria das pessoas não gosta de pessoas orgulhosas, eu gosto, pois pessoas orgulhosas ficam no orgulho e não enchem mais o saco.

Você pode não ser exemplo para ninguém, mas suas ideias podem servir para alguém.

Se você não aparece, não aparece para você.