O que Nao Elabora se Repete Freud

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Não controlamos a decisão alheia, mas controlamos a integridade com que defendemos nossa própria posição.

A serenidade não significa ausência de conflito; significa não permitir que o conflito governe nossa razão.

A prudência é a arte de saber que possuir um direito não significa necessariamente ser sábio ao exercê-lo.

A paz social não é ausência de direitos, mas equilíbrio entre direitos que poderiam entrar em conflito.

Uma sociedade obcecada por acumular pode esquecer que algumas coisas existem precisamente para não serem vendidas.

Kant transformou a dignidade em uma ideia poderosa: pessoas não deveriam ser tratadas simplesmente como instrumentos.

Quando uma instituição transforma pessoas em números, o Direito precisa lembrar que números não possuem dignidade, pessoas possuem.

O ser humano não deveria ser meio para o lucro, para a política, para a burocracia ou para a tecnologia.

Muitas instituições são sínteses provisórias de conflitos que ainda não terminaram.

O Direito não vive fora da história; ele é uma das formas pelas quais uma sociedade interpreta sua própria história.

Toda estabilidade institucional contém conflitos que ainda não encontraram linguagem.

O Direito deve investigar não apenas quem violou a regra, mas quem teve o poder de escrever a regra.

Duvidar de uma narrativa não significa negar a verdade; significa exigir melhores razões para aceitá-la.

Uma testemunha segura de sua memória não torna sua memória necessariamente verdadeira.

A prova não existe para confirmar aquilo em que acreditamos; existe para permitir que nossa crença seja corrigida.

Compreender uma conduta não significa justificá-la; significa tornar o julgamento intelectualmente mais responsável.

A liberdade jurídica não elimina condicionamentos psicológicos, sociais e econômicos.

A melhor justiça não é aquela que conhece menos o ser humano, mas aquela que o conhece suficientemente para julgá-lo com cautela.

O contrato social não deveria ser uma autorização permanente para o Estado fazer tudo em nome de todos.

O cidadão entrega parte de sua liberdade ao Estado para não precisar entregá-la ao mais forte.