O que Nao Elabora se Repete Freud
“O Direito não existe para tornar o poder absoluto; existe para impedir que o poder seja a última palavra.”
Não aceites aquilo que te relatam como verdade jurídica; não aceites a tradição apenas por ser antiga; não aceites uma afirmação apenas porque está nos livros, na doutrina ou na jurisprudência; nem porque corresponde à tua convicção ou foi proferida por uma autoridade. Submete toda norma, argumento e decisão ao exame da razão, da Constituição e das provas. Sê, no Direito, uma lâmpada para ti mesmo.
Cortar a língua do dissidente não purifica o discurso público, apenas assassina a pluralidade da lei.
O jurista que conhece a lei, mas não reconhece quem sofreu para que ela existisse, conhece o Direito e ignora sua história.
A verdadeira gratidão jurídica não agradece ao poder por conceder direitos; agradece àqueles que impediram o poder de negá-los.
O jurista verdadeiramente livre não se ajoelha diante do poder; inclina a cabeça diante daqueles que sofreram para que a liberdade fosse possível.
A propriedade é protegida pelo Direito, mas não pode converter-se em instrumento de dominação absoluta.
As instituições existem para servir às pessoas, não para transformar pessoas em servas das instituições.
