O que Nao Elabora se Repete Freud
Às vezes a vida nos coloca de joelhos diante de situações que não podemos controlar, e o desânimo nos faz duvidar do nosso próprio valor e conhecimento. Mas é no reencontro com a nossa força interior que encontramos o impulso para crescer e recomeçar a acreditar em nós.
Depois da derradeira facada
Esperava que fosse apunhalada, mas não contava que tal Judas fosse mais mortal do que aquilo que eu receava.
Choraram por mim, porém morta eu estava. Rezaram pelo meu espírito, mas não havia céu para onde eu ir. Fiquei presa na Terra, a aguardar a derradeira facada.
Vi meu corpo, vi as lágrimas e culpa não senti. Se a tal dita cuja não tivesse cometido tal assassinato, eu mesma me esfaqueava.
Paula Maureth Adriano Soares
"Ser o centro da própria vida significa não continuar ocupando o papel de instrumento da vida alheia. Saia da vida organizada principalmente pelas demandas, expectativas e necessidades dos outros, e comece a orientar-se pelo que reconhece como valioso em você."
"A força talvez não esteja em sentir-se sempre seguro, mas em conseguir agir na própria direção mesmo quando culpa, medo ou hábitos antigos aparecem."
Quem carrega felicidade no coração não consegue guardá-la: espalha sorrisos, ilumina caminhos e deixa um pouco de luz por onde passa.
No fim, talvez não sejamos definidos pelo que conseguimos conservar, mas pela maneira como aprendemos a existir depois que tudo começou a mudar.
Em parte da história do tempo grita o arrependimento
Trouxe ele o amor e uma paixão não correspondida.
Ombro a ombro residiu minha vaidade, chave coragem, medo cadeado
Naquele tronco modesto que fiz minha vontade,
Surge berço, de desejo mútuo.
Quisera eu o amor ser a noite para que possa deitar-me no chão e apreciar à beleza das estrelas junto com a lua.
Engano, a noite é o amor jovem e afortunado.
A covardia abraça-me em um calabouço infinito que o tempo tornou minha casa
Feliz quem sabe, amando-o junto ao mundo que daria pra ele se tais desejos fossem realizados
Ame a mim moço bonito
Aprecie minha felicidade
Note-me, para que possa descobrir a minha beleza.
Quisera eu o amor ser a noite para que o dia sinta inveja do brilho que a lua causa em meu rosto.
Mentira, a noite é amor maduro e confortável.
Seu silêncio tomou meu coração
E o dele meu grito não alcançava
Farto de de mim e de tudo em mim
Pois até um passo em falso mudaria alguma coisa.
Ficaria feliz meu amigo
Então quisera eu o amor ser a noite para que as luzes dedicasem seu brilho somente a um corpo.
Ardil, a noite é o amor maduro e platônico.
Elástico tempo, por mais que estique, as lembranças tendem a voltar
Memorados sentimentos superados, ou não!?
Perpétuo vago a consideração pelo aprendizado, torne-se a verdade, a noite é o amor puido e arrependido.
O dia é o amor verdadeiro
Perfeito momento direi que gostava de ti.
Não nascemos pra ser um novo diabo seguindo seus maus desejos, más pra sermos semelhante a Cristo negando sonhos, desejos e vontades, declarando guerra contra se mesmo.
O Espelho e a Pedra
O humilde não possui nada,
E por isso, possui o mundo.
Ele se senta à mesa do silêncio
E come o pão que a soberba despreza.
Sua riqueza é um segredo que a poeira guarda,
E sua felicidade não faz barulho,
Não brilha,
Não fere os olhos de quem passa.
Mas há um espelho.
E o espelho é a alma do cruel.
O cruel olha para o humilde
E não vê um homem.
Vê um espelho partido,
Um reflexo embaçado de tudo o que ele teme perder.
E o que mais dói nesse reflexo
Não é a pobreza do outro.
É a paz do outro.
O humilde sorri com os olhos,
E o cruel se contorce por dentro.
Pois a felicidade completa do humilde
É um tribunal silencioso.
Ela não julga, não grita, não condena.
Ela apenas é.
E ser, para quem só sabe ter,
É a sentença mais cruel.
O cruel bebe o vinho da posse
E sente sede.
O humilde bebe a água da fonte
E está saciado.
O cruel acumula exércitos
E dorme em guerra.
O humilde não tem exércitos
E dorme em paz.
E quando o cruel se deita no espelho,
Ele não vê a si mesmo.
Ele vê o humilde dormindo.
E essa visão — ah, essa visão —
É o que mais dói.
Pois o humilde não precisa de espelho
Para saber quem é.
Ele é.
E a sua felicidade é um rio que corre
Sem pedir licença à seca.
O cruel, no entanto,
Precisa do espelho para existir.
E no fundo desse vidro,
A imagem que o atormenta
Não é a sua própria crueldade.
É a inocência do humilde.
É a sua inteireza.
É a sua completa e insuportável
Felicidade.
E isso, meu caro,
É o que mais dói.
Não a dor do humilde.
Mas a alegria dele.
Pois a alegria do humilde
É a única coisa que o cruel
Nunca poderá comprar,
Nunca poderá roubar,
Nunca poderá entender.
E no silêncio do espelho,
O cruel aprende, tarde demais,
Que a maior pobreza
É não saber ser feliz
Sem precisar que o outro seja infeliz.
André Vicente Carvalho de Toledo.
Cada queda vira aprendizado pra mim
Cada manhã me afasta do mesmo destino ruim
Hoje eu não tenho nada além da minha visão
Mas amanhã eu posso mudar gerações
