O que Nao Elabora se Repete Freud

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Leva-me para perto

Quando minhas forças se desfazem,
não me deixes cair no vazio.

Levanta-me com a delicadeza
de quem conhece cada parte quebrada de mim.

Segura minha mão
até que o medo desaprenda o caminho de volta.

Acolhe-me junto ao teu peito,
onde o mundo perde o ruído
e a alma finalmente descansa.

Leva-me para perto da tua luz.
Há tanta noite em mim
pedindo um único amanhecer.

Cuida de mim
como quem protege uma chama
que insiste em permanecer acesa,
mesmo quando o vento parece mais forte.

Reveste-me do teu amor,
da tua paz,
da segurança dos teus braços.

Porque é em Ti
que encontro abrigo,
é em Ti
que volto a respirar.

E, se eu me perder de mim,
leva-me de volta
ao único lugar
onde sempre estive verdadeiramente a salvo:
o teu coração.

Entre a menina e a mulher

Tenho andado sozinha.

Não porque não queira companhia, mas porque há caminhos que ninguém pode percorrer por nós. Há silêncios que precisamos atravessar sozinhas, perguntas que somente o tempo sabe responder e versões de nós mesmas que precisam partir para que outras possam nascer.

Tenho andado assim: aprendiz, menina, mulher.

Às vezes, ainda sou aquela menina que se assusta diante do mundo, que procura abrigo, que acredita, que espera, que guarda sonhos como quem protege uma pequena chama do vento. Em outras, sou a mulher que a vida foi esculpindo à força de perdas, recomeços, esperas e algumas dores que ninguém viu.

E talvez crescer seja justamente isso: não abandonar a menina que fomos, mas aprender a acolhê-la com os braços da mulher que nos tornamos. Quando me perco, já não procuro alguém para me encontrar. Volto para dentro, procuro os pedaços que deixei pelo caminho, recolho meus sonhos, escuto meus silêncios e sigo.

Porque descobri que, muitas vezes, quando penso que estou perdida, estou apenas deixando de ser quem já não cabe em mim. Tenho andado sozinha, sim, mas já não caminho vazia. Levo comigo a menina que ainda sonha, a mulher que aprendeu a resistir e todas as versões de mim que tiveram coragem de continuar.

E talvez seja esse o meu verdadeiro encontro: quando me perco da menina, encontro a mulher. E quando encontro a mulher, finalmente compreendo que a menina nunca esteve perdida. Ela apenas estava me esperando crescer o suficiente para voltar para casa.

Há um rio dentro de mim
que não aprende a ter margem,
carrega luas sem fim
e se alimenta de coragem.
Quando a noite me atravessa,
não sei se é dor ou passagem.


Guardo estrelas no silêncio,
como quem guarda oração,
há mistérios que florescem
sem pedir explicação.
E há verdades que só chegam
quando escutam o coração.


Já fui casa de tempestade,
já fui janela e clarão,
já fui barco sem destino,
procurando direção.
Mas descobri que até o caos
pode ensinar navegação.


Há quem procure respostas
como quem procura um chão;
eu aprendi que certas coisas
não cabem na explicação.
Às vezes, Deus escreve torto
para endireitar a visão.


Tenho cicatrizes antigas
que não pedem compaixão;
são mapas de outros tempos,
são vestígios de travessão.
Quem olha apenas a ferida
não conhece a reconstrução.


E quando penso que termino,
alguma coisa principia:
uma esperança pequenina
acendendo a noite fria.
Como a flor que rompe a pedra
sem anunciar que nascia.


Talvez eu seja esse enigma
que o tempo tenta entender:
um pouco de maré e terra,
um pouco de perder e ter.
E quanto mais me descubro,
mais aprendo a não me prender.


Se a vida é uma parábola,
não quero a moral no fim.
Prefiro seguir a estrada
que ainda não falou de mim.
Pois há caminhos que só existem
quando a gente diz: “enfim.”

Amores que Ficam


O amor, quando não tem futuro, quando não se transforma em dois caminhando como um só, quando não leva dois na mesma direção, acaba sendo apenas uma forma bonita de partir o coração.


E eu me recuso a partir o meu com amores de verão, de momentos, de ocasiões.


Não quero o que chega para aquecer a pele e depois desaparece com a estação.
Não quero presenças que só existem quando é conveniente, nem sentimentos que cabem apenas no intervalo entre uma vontade e outra.


Se for para amar, que seja inteiro.
Que tenha caminho, escolha, coragem e destino.


Porque o meu coração não procura um amor que aconteça.


Procura um amor que permaneça.

Mística


Há coisas que não chegam... acontecem. Como a lua quando toca o mar sem jamais perguntar se pode. Há encontros que parecem acaso, mas carregam no silêncio a assinatura de algum mistério antigo. E há olhos que não apenas olham: reconhecem.


Talvez a alma saiba antes do corpo. Talvez o corpo apenas reconheça aquilo que a alma já sabia, antes mesmo que o coração compreendesse o sussurrar do destino.


Eu não temo o que não consigo explicar, mas paraliso o olhar diante do que não sei nomear. Há beleza demais no invisível para exigir do mistério uma certidão de existência, uma prova, todas as garantias.


Prefiro acreditar que algumas portas se abrem sozinhas, que certas presenças chegam na hora exata, como um soprar dos ventos, sem aviso, sem promessa, apenas porque era tempo de chegar. E que algumas histórias já foram escritas em algum lugar onde o tempo não alcança.


Maktub. Estava escrito. Ou talvez apenas esperando o instante certo para ser lido.


Porque há coisas que não se entendem. Sentem-se. Reconhecem-se.


E quando a alma sente, até o silêncio se torna oração e canção.


E talvez seja essa a mais bonita forma de mistério: não saber de onde veio, não saber para onde vai, mas sentir, no mais profundo de si, que aquilo que chegou já nos pertencia antes mesmo de chegar.

Parar não é desistir


Parar não significa desistir.
Silenciar não significa ter medo.
Voltar, muitas vezes, não significa retroceder.


Esconder-se não significa fraqueza.
E fugir, às vezes, é necessário.
Somos tendenciosos a acreditar que tudo isso é sinal de alguém que nasceu sem crédito, sem coragem ou sem força para continuar.


Mas nem sempre é assim.
Às vezes, parar é respirar.
Silenciar é preservar-se.
Voltar é reconhecer que o caminho precisa ser outro.


Esconder-se é proteger-se.
E fugir é ter sabedoria para entender que nem toda batalha merece ser enfrentada.
Porque desistir é abandonar o propósito.
Recuar, às vezes, é apenas ganhar forças para voltar ainda mais forte.

Há pessoas que chegam à nossa vida como quem acende uma luz que nunca mais se apaga. Não entram para mudar tudo com estrondo, mas com a simplicidade firme de quem traz uma bondade verdadeira.

With you, eu descobri que a verdadeira coragem não é a ausência do medo, mas sim a certeza de que existe uma mão segurando a minha para enfrentarmos qualquer coisa juntos. Você me deu a segurança de ser exatamente quem eu sou, me abraçando com todas as minhas falhas e virtudes.
_Enzo Ruchell_

napoli.


Eu ainda não conheço Napoli.


E talvez seja justamente por isso que Napoli tenha conseguido existir tanto dentro de mim.


Antes de conhecer uma cidade, a gente inventa uma versão dela. Junta fotos, histórias, músicas, filmes, partidas de futebol, prédios antigos, ruas que nunca atravessou e um mar que só conhece pela tela. Vai montando, aos poucos, um lugar que talvez nem exista exatamente daquele jeito.


Mas existe Napoli.


Pelo menos a Napoli que eu imagino.


Napoli, para mim, começa antes do avião pousar.


Começa naquele instante em que eu imagino sair de algum lugar e simplesmente caminhar sem saber direito para onde estou indo. Napoli sendo o nome das placas, o idioma nas conversas, as roupas penduradas entre os prédios, o barulho das pessoas atravessando uma rua estreita enquanto alguma janela permanece aberta.


Eu imagino Napoli assim.


Imperfeita.


Viva.


Um pouco suja, um pouco caótica, um pouco triste.


Bonita justamente porque não parece estar preocupada em ser.


Napoli não é uma foto que eu quero visitar.


É uma sensação que eu quero descobrir se existe.


Eu penso em Napoli e penso no Vesúvio.


Não pelo vulcão em si, mas pela ideia de uma cidade inteira vivendo diante de alguma coisa que poderia destruí-la e, ainda assim, acordando todos os dias para continuar.


Isso me fascina.


Talvez porque eu goste de lugares que carregam uma ameaça sem precisar falar sobre ela.


Napoli parece ter alguma coisa disso.


Uma cidade que sabe que o chão pode tremer, que o passado pode voltar em forma de cinzas, que o mar pode guardar histórias demais, mas que ainda assim existe café pela manhã, futebol à tarde e gente voltando para casa à noite.


É assim que eu imagino Napoli.


Não como um paraíso.


Como um lugar humano.


Eu imagino o futebol em Napoli quase como uma religião antiga. Imagino o nome de Maradona ainda atravessando paredes, camisas, conversas, crianças que talvez nem tenham nascido quando ele jogava, mas cresceram ouvindo que houve um homem que fez uma cidade acreditar em alguma coisa.


E talvez seja isso que eu procuro quando penso em Napoli.


Não uma cidade perfeita.


Uma cidade que acredita.


Napoli acredita no futebol.


Napoli acredita no mar.


Napoli acredita na própria história.


Napoli acredita até nas próprias contradições.


E talvez eu queira acreditar também.


Às vezes penso em como seria estar em Napoli sem ter nada para fazer.


Sem roteiro.


Sem obrigação.


Sem aquela pressa de transformar cada lugar em foto.


Só estar.


Sentar em algum lugar e observar uma cidade que eu passei tanto tempo imaginando finalmente existir na minha frente.


Talvez eu olhasse para o Vesúvio.


Talvez para o mar.


Talvez para uma rua qualquer.


E provavelmente pensaria:


"Então era isso que eu estava tentando imaginar."


Mas existe uma coisa ainda mais bonita em não conhecer Napoli.


Eu ainda posso sonhar.


Ainda posso colocar em Napoli tudo aquilo que procuro no mundo.


A possibilidade de recomeçar.


A sensação de estar longe o suficiente para ouvir meus próprios pensamentos.


A liberdade de ser desconhecido.


A melancolia de perceber que uma vida pode caber em outro lugar.


Eu não sei se Napoli é assim.


Talvez não seja.


Talvez eu chegue lá e descubra que algumas das coisas que inventei nunca existiram.


Talvez o café seja apenas café.


Talvez as ruas sejam mais barulhentas do que bonitas.


Talvez o Vesúvio não pareça tão imenso.


Talvez Napoli não tenha nada da Napoli que eu criei.


E tudo bem.


Porque existe uma beleza estranha em desejar um lugar antes de conhecê-lo.


Você começa a construir uma casa dentro de uma cidade onde ainda não colocou os pés.


Napoli é essa casa, por enquanto.


Uma casa imaginada.


Um nome repetido.


Napoli.


Napoli.


Napoli.


Como se repetir fosse uma maneira de aproximar.


E talvez um dia eu chegue…


Talvez eu desça do avião, respire aquele ar pela primeira vez e perceba que a cidade real é completamente diferente da cidade que construí na cabeça.


Mas talvez, no meio de alguma rua qualquer, com o Vesúvio aparecendo ao longe e o mar existindo onde eu só conhecia por fotos imaginárias, eu entenda uma coisa


Alguns lugares a gente visita pela primeira vez duas vezes.


A primeira é quando chega.


A segunda é quando percebe que passou anos sonhando com aquele momento.


E quando esse dia chegar, eu não vou querer que Napoli seja exatamente como imaginei.


Vou querer apenas olhar para ela e pensar:


Napoli.


Então era você.


A cidade que eu conheci antes de chegar.

O teu pensamento pode não ser a verdade, mas torna-se a tua realidade enquanto acreditares nele.

"O tempo não mora nos ponteiros. Mora na vontade de continuar vivendo."
Daniela Arfelli

“O que você tem para fazer, faça hoje, porque o hoje é vivo; o amanhã não existe, ainda vai nascer.”

- Por que você não foi?
- Porque eu estava preso.
- Preso? Preso onde?
- Dentro de mim mesmo.

Talvez o motivo de você não gostar tanto de ir para o trabalho não seja exatamente o trabalho que você exerce.


É claro que existe o cansaço, o esforço físico, a necessidade de acordar cedo e sair de casa. Mas, muitas vezes, o que realmente torna o trabalho pesado é a pessoa que está lá dentro: o patrão que cobra o tempo inteiro, que faz você sentir que nunca é suficiente, que não reconhece o seu esforço, que atrasa o seu pagamento ou que faz você se sentir incapaz.


E isso acontece porque existe algo dentro daquela pessoa chamado pecado.


Aquela pessoa está sendo influenciada pelo pecado, não ouve a voz do Espírito Santo e não tem a Palavra de Deus como seu guia. E você está ali. Justamente ali.


Você tem dentro de você as palavras de vida eterna. Você tem o Evangelho. Você tem aquilo que pode transformar, mudar e renovar a vida daquela pessoa.


Talvez Deus não tenha colocado você naquele trabalho apenas para receber um salário.


Talvez aquele seja o seu campo missionário.


Quando você começa a enxergar o trabalho dessa forma, ele deixa de ser apenas mais uma coisa cansativa da semana que você espera terminar logo para chegar a sexta-feira. Ele passa a ter um objetivo. Passa a ter uma missão.


E talvez esse seja um novo motivo para você ir ao trabalho.


Não apenas porque você precisa estar lá, mas porque existe alguém lá que precisa conhecer aquilo que existe dentro de você.


O inimigo pode usar aquele ambiente para tirar sua energia, gerar frustração e fazer você odiar aquele lugar. Mas, quando você entende o motivo de estar ali, o jogo vira.


Você para de enxergar apenas um trabalho.


Você começa a enxergar um campo missionário.

A atenção contemplativa é o oposto da vigilância do caçador. Ela não busca nem persegue, mas escuta e demora.


(Byung-Chul Han)

Não há nada mais que desperte o apetite de um famélico do que ler: vidro temperado.

As canções que que o tempo não conseguiu apagar
Desde pequeno, lembro-me de ajudar minha mãe a preparar o almoço para os lavradores que trabalhavam em nossas quintas, só para ter o prazer de ouvir música pelo rádio. O tempo passou, cresci e meu pai comprou um toca-discos. Foi quando as garagens de nossas casas se transformaram em pequenos salões de baile, onde a música reunia amigos, sonhos e, muitas vezes, futuros namorados.
Vieram os anos 70 e, com eles, a música romântica. Nos bailes, os casais dançavam quase parados, agarradinhos, enquanto muitos romances começavam ao som de uma canção. E, como não poderia deixar de ser, também havia disputas e brigas entre rapazes pela conquista da mesma moça. Afinal, naquela época, a música não era apenas trilha sonora: muitas vezes, era o caminho para chegar ao coração de alguém.
A música acompanha o ser humano desde os tempos imemoriais e possui algo que sempre me fascinou: consegue comunicar emoções e ideias sem precisar de palavras. Melodias, ritmos, sons e vozes conseguem expressar alegria, tristeza, saudade e esperança, independentemente da língua em que são cantados. Quando o amor e a paixão nos deixam sem palavras, é a música que muitas vezes diz por nós aquilo que gostaríamos de falar.
Aristóteles dizia: “A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.” Talvez seja por isso que cada pessoa encontre na música uma espécie de identidade. Ela carrega histórias, tradições, culturas e sentimentos, ao mesmo tempo em que proporciona equilíbrio, bem-estar e momentos de profunda reflexão.
Nas minhas caminhadas, a música se tornou uma companheira inseparável. Há momentos em que escolho uma canção que combina perfeitamente com a paisagem, com o silêncio da estrada ou com a paz que encontro pelo caminho. Quantas vezes ela já me ajudou a refletir? Quantas vezes despertou uma lembrança ou inspirou uma história que depois tive vontade de contar?
Se alguém me perguntasse o que seria de mim sem a música, eu responderia simplesmente: minha vida não teria a mesma graça. E talvez o mais bonito seja perceber que, aos quase setenta anos, ainda consigo ouvir mentalmente aquelas canções que um dia me fizeram dançar, sonhar e acreditar, como continuo acreditando, que **amar sempre vale a pena**.
Peregrino Nino Carneiro

Quando se começa a limpar, nos damos conta da sujeira que estava.

- não é sobre higiene -

NÃO TE VOU DIZER ADEUS


A porta já tinha batido. As lágrimas já tinham secado. As palavras, aquelas palavras, já não tinham mais sentido. Nada mais faria sentido, pois já não estavas ao meu lado.


Que outras palavras diria, se para ti tudo estava acabado? Não te disse adeus, aliás, nem me despedi. Olhei apenas nos olhos teus, que marejados de lágrimas falavam para os meus, em palavras, meu Deus, que no peito tanto senti.


Não te quis dizer adeus, talvez por não acreditar que essa despedida fria fosse para sempre ficar. Deixei a porta aberta, a luz do quarto acesa, a tua foto à minha frente e o nosso jantar, ainda quente, esquecido sobre a mesa.


Espero ainda até hoje, esperarei todos os dias, enquanto o coração quiser. Pois o amor às vezes esconde-se, no entanto, nunca foge. E o nosso, não era um amor qualquer.


Por alguma razão não o disse, pois li nos olhos teus. Desde então, eu sei que esse amor ainda existe. Por isso não me despedi, chorei apenas, e não te quis dizer adeus.

Um dia eu achei que não poderia mais amar alguém que não pudesse estar ao meu alcance em presença .
Eu corri tão longe de você que quanto mais eu fugi mas perto ficamos.
A distância sempre foi um problema pra mim
Mas nunca estivemos distantes
Compartilhamos risos , lágrimas, preocupações,parceria
Compartilhamos desventuras amorosas .
Problemas ,dia a dia.
Ligações de surpresa
E sabe o que descobri?
Que sempre estivemos mais pertos que muitos casais que moram juntos.
Não eramos um casal mas éramos melhores q muitos .
Tínhamos ciúmes e DRs .
E um belo dia eu parei pra observar uma DR e disse ,esse cara tá apaixonado e eu tive certeza que iria me apaixonar .
E o mais profundo que no fundo desde o começo eu sempre soube que iríamos nos amar.
Mas não queria trilhar a distância geográfica .
E no final de tudo isso não diz muito sobre dois corações quando estão dispostos a viver um grande amor.
E não foi diferente com a gente que tá fazendo de tudo pra viver isso um com outro
Somos dois dispostos ao amor.
Eu e vc o meu melhor amigo se tornou meu amor.
Na verdade sempre estávamos ali
Nos amando sem rótulos
E hoje aqui olhando o outro fechar os olhos em uma ligação de vídeo,porque presença é mais que corpo.
Presença é constância é alma .