O que Nao Elabora se Repete Freud
Se você não tem medo...você não é humano.
(Alby)
Mas eu não pensava em sacanagem nenhuma. Só queria ficar perto dele. No máximo, ficar abraçado com ele. Na mesma cama. Sentindo a respiração.
A morte é simples mudança de veste, somos o que somos. Depois do sepulcro, não encontramos senão o paraíso ou o inferno criados por nós mesmos.
Há uma diferençaentre a beleza e a sensualidade. E Deus não é contra a beleza. Ele é contra a sensualidade.
Não iremos a parte alguma se não formos capazes de correr o risco de fracassar. Logo então percebemos que o sucesso dependerá em grande parte da nossa persistência diante de questões que nos parecem muito difíceis. Aqueles que forem mais determinados e não desistirem com tanta facilidade ante os obstáculos da vida terão maiores chances de ser os mais bem-sucedidos na atividade a que se dedicarem.
Não estou pedindo que acredite em nada, mas vou lhe dizer que você vai achar este dia muito mais fácil se simplesmente aceitá-lo como é, em vez de tentar encaixá-lo em suas idéias preconcebidas.
— O quê? Eu? - Fez uma pausa. — Não tenho nenhuma capacidade de julgar.
— Ah, não é verdade - foi à resposta rápida, agora tingida por um leve sarcasmo. — Você já se mostrou bastante capaz, mesmo no pouco tempo que passamos juntos. E, além disso, já julgou muitas pessoas durante a vida.
Julgou os atos e até mesmo as motivações dos outros, como se soubesse quais eram. Julgou a cor da pele, a linguagem corporal e o odor pessoal. Julgou histórias e relacionamentos. Até julgou o valor da vida de uma pessoa segundo seu conceito de beleza. Em todos os sentidos, você é bastante treinado nessa atividade.
Romantismo não significa dependência, fragilidade e burrice. Podemos perfeitamente ser românticos, mas completos, fortes, espertos e racionais.
O Lar que Carrego
Não sou ponte para todos atravessarem, nem porto seguro para cada vento.
Meu caminho se mede em detalhes, e é nos detalhes que alguém se aproxima ou se perde.
Há quem tente pousar sem perceber que não me posso dividir; sou inteira, como rio que não aceita leito pela metade.
Entrego-me aos que vêm com coragem de tocar a profundidade, de sentir o invisível no silêncio de um olhar.
Minha presença não é apenas companhia, é chão e abrigo, sombra e luz, algo que se reconhece e se respeita.
Não se prende quem me encontra, mas se escolhe quem se atreve a navegar meu território de leveza e paz.
Quem insiste sem ver, desvia; quem entende, permanece.
Não carrego culpa nem fardo, carrego lar—porque lar não é lugar, é essência, e minha essência é rara.
E aqueles que merecem meu tempo, meu riso e meu abraço, sabem: o paraíso não se dá, se descobre.
O JOGO DO AMOR
Tudo começa num olhar
Vai passo a passo conquistar
Tenta-se não se apaixonar
Não consegue dominar
E então você não pode controlar
Fica querendo se afastar
Mais no intimo você quer mesmo é estar
Ao lado para ver o que vai dar...
Apenas dois jogadores, irão jogar
Os dois irão alcançar
A vitória do amar...
E por fim irão viver
até quando esse jogo favorecer
Dias ensoladorados em seu viver
E tudo preencher ao seu ser
E nenhum querer desfazer
Esse sentimento que faz o coração bater,
Sofrer, querer apenas: "Eu e Você"!
Sabe qual maior medo de um introvertido? As pessoas! Não que eu as odeie, claro que não. Só gostaria de não ter que lidar com elas a todo momento. Gostaria de pelo menos ter uma hora por dia para ficar comigo mesma, me ouvir e me acariciar. Mas nesse século em que é tão necessário relações interpessoais, meu pedido é quase uma afronta e de depressiva eu serei taxada. Por isso se tivesse que fazer um pedido ao gênio da lâmpada, escolheria ser invisível.
Sorte é ter ela na vida. Ela não é daquelas mulheres românticas por natureza, mas uma demonstração de amor vai fazer ela fraquejar.
Ela não sabe cozinhar, mas vai se esforçar para fazer o seu prato preferido. Se não ficar bom, ela vai rir. Quando ela ri eu tenho vontade de chorar, não por tristeza, mas sim porque cada gargalhada é uma nota musical que me faz querer dançar.
Ela é tudo o que eu queria, e nunca soube que tive. O acelerar do coração é normal, e a falta dela é um vazio igual à morte. Espero que alguém seja tudo aquilo que nunca fui, que a trate bem, porque se partir o coração dela, vai perder - la para sempre.
Quem dera eu pudesse ter lido o futuro...
Profundidade e Entrega
Sou uma mulher que não se apressa em se entregar, porque sei que o verdadeiro encontro exige mais do que o superficial. Busco sempre o genuíno, o que vai além das aparências, o que conecta as almas. Para mim, o corpo é só o início; a alma é onde tudo acontece.
Não temo a solidão, ela me permite me encontrar e entender o que realmente desejo. Prefiro esperar, até que a dança certa se apresente, até que alguém com a mesma sintonia cruze o meu caminho.
Quando me entrego, faço-o por inteiro — não apenas com o corpo, mas com a alma. Sei que o valor real das conexões está na profundidade, na entrega mútua e no espaço onde as energias se encontram e se fundem.
A Dor do Esquecimento
Lembro-me das conversas longas, daquelas em que o tempo não existia, onde as palavras fluíam como se cada uma fosse uma promessa, uma descoberta. O brilho no olhar, o interesse genuíno, como se cada frase minha fosse uma novidade que valia a pena ser ouvida. Havia uma admiração que preenchia o espaço, onde as horas se tornavam invisíveis e a presença se tornava tudo.
Era uma troca constante, um cuidado silencioso, onde a preocupação com o outro se via em gestos pequenos, mas imensos. Como foi seu dia? Como posso ser o seu colo quando o mundo se torna pesado? O outro se tornava parte de nós, um reflexo de amor e carinho que parecia eterno.
Mas então, algo foi se perdendo. O olhar já não brilha da mesma forma. As conversas se tornam vazias, as palavras se dissipam no ar, como se já não houvesse mais interesse, nem admiração. O que antes era constante, tornou-se silêncio. E o amor, que deveria ser vivo e pulsante, começa a cair no esquecimento. Será que caímos no abismo do esquecimento de quem realmente nos amou de verdade?
O que acontece quando a presença já não é sentida? Quando a ausência, que antes era apenas uma pausa necessária, se transforma em um vazio sem fim? Será que, ao longo do tempo, a memória do amor se apaga, como as lembranças de um sonho esquecido ao amanhecer?
