O que Nao Elabora se Repete Freud

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⁠⁠A única pessoa com quem você tem que se comparar, é com você no passado. E o único filho por melhor que deveria ser, é quem você é agora.

A vida, tal como nos coube, é muito difícil para nós, traz demasiadas dores, decepções, tarefas insolúveis. Para suportá-la, não podemos dispensar paliativos.

⁠O inconsciente de um ser humano pode reagir a outro sem passar pelo consciente.

Sigmund Freud
Das unbewusste. Frankfurt: S. Fischer Verlag, 1970. v.3.

⁠Todos os sonhos têm o sonhador como centro. Os sonhos são absolutamente egoístas.

A vida, tal como a encontramos, é árdua demais para nós; proporciona-nos muitos sofrimentos, decepções e tarefas impossíveis. A fim de suportá-la, não podemos dispensar as medidas paliativas. ‘Não podemos passar sem construções auxiliares’, diz-nos Theodor Fontane. Existem talvez três medidas desse tipo: derivativos poderosos, que nos fazem extrair luz de nossa desgraça; satisfações substitutivas, que a diminuem; e substâncias tóxicas, que nos tornam insensíveis a ela. Algo desse tipo é indispensável. Voltaire tinha os derivativos em mente quando terminou Candide com o conselho para cultivarmos nosso próprio jardim, e a atividade científica constitui também um derivativo dessa espécie. As satisfações substitutivas, tal como as oferecidas pela arte, são ilusões, em contraste com a realidade; nem por isso, contudo, se revelam menos eficazes psiquicamente,
graças ao papel que a fantasia assumiu na vida mental. As substâncias tóxicas influenciam nosso corpo e alteram a sua química.

Volte seus olhos para dentro, contemple suas próprias profundezas, aprenda primeiro a conhecer-se.

Sigmund Freud
Character and culture (1963).

⁠O ego tem a tarefa de fazer com que a influência do mundo exterior contrabalance o id e suas tendências, além de tentar substituir o princípio do prazer, segundo o qual o id opera, pelo de realidade. No ego, a percepção assume um papel que no id pertence ao instinto.

Sigmund Freud
LOWEN, Alexander. O corpo em terapia. São Paulo: Summus, 1977.

⁠Nada pode ser escondido do superego, sequer os pensamentos.

Sigmund Freud
O mal-estar na civilização: In: O futuro de uma ilusão, O mal-estar na civilização e outros trabalhos (1927-1931). Rio de Janeiro: Imago, 1996.
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⁠Nada é tão difícil para o homem quanto abdicar de um prazer que já experimentou.

Sigmund Freud
Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (2021).

⁠A incapacidade de tolerar a ambiguidade é a raiz de todas as neuroses.

⁠O amor é um estado de psicose temporária.

⁠Compreendemos muito bem como interpretar em outras pessoas (isto é, como encaixar em sua cadeia de eventos mentais) os mesmos atos que nos recusamos a aceitar como mentais em nós mesmos.

Sigmund Freud
O inconsciente. In: A história do movimento psicanalítico, Artigos sobre a metapsicologia e outros trabalhos (1914-1916). Rio de Janeiro: Imago, 1996.
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⁠As crianças amam em primeiro lugar a si próprias, e apenas mais tarde é que aprendem a amar os outros e a sacrificar algo de seu ego aos outros.

Sigmund Freud
Conferências introdutórias sobre psicanálise (partes I e II) (1915-1916). Rio de Janeiro: Imago, 1996.
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"Ensinam muitas coisas as garotas:
Se um cara lhe machuca, ele gosta de você.
Nunca tente aparar a própria franja.
E um dia, vai conhecer um cara incrível e ser feliz para sempre.
Todo filme e toda história implora para esperarmos por isso:
A reviravolta no terceiro ato, a declaração de amor inesperada, a exceção à regra. Mas as vezes focamos tanto em achar nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais, a diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer, entre os que vão ficar e os que vão te deixar.
E talvez esse final feliz não inclua um cara incrível.
Talvez seja você sozinha recolhendo os cacos e recomeçando, ficando livre para algo melhor no futuro.
Talvez o final feliz seja só seguir em frente.
Ou talvez o final feliz seja isso:
Saber que mesmo com ligações sem retorno e corações partidos, com todos os erros estúpidos e sinais mal interpretados, com toda a vergonha e todo constrangimento, você nunca perdeu a esperança."

É curioso sabermos tão pouco acerca de nós próprios.

Aos 22 anos decidiu encontrar um marido. E encontrou, mas o marido não era dela.

Meu vicío de hoje, pode ser o passo pro meu abísmo de amanhã.

Em algum lugar, em toda aquela neve, ela via seu coração partido em dois pedaços.

Como a maioria dos sofrimentos, esse começou com uma aparente felicidade.

Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito.