O que as Pessoas Querem que a Gente Seja
Talvez amar seja como um algoritmo mal escrito...a gente tenta prever os passos,
calcular a rota mais curta até o coração do outro,mas sempre tem uma variável fora do lugar.
E mesmo assim, seguimos tentando.
Porque, no fundo, o amor não precisa ser exato,ele só precisa acontecer...como um erro bonito que nos ensina a sentir.
Eu aprendi uma coisa, a gente sempre é doido em algum lugar, seja em público ou em segredo, a loucura se manifesta em algum grau e de alguma forma
Não me deram tato então sou louca na praça, na rua e na vitrine social, onde muitos têm medo de se expor, os olhares alheios os consomem, mas eu já sei ser liberta por isso me desnudo
Seja o meu último amor, por favor. Não um pedido romântico, desses que a gente faz no auge da paixão. É uma súplica de quem já se cansou de começar do zero, de quem sente a alma pesada por recomeços que parecem ter sempre o mesmo fim.
Sejas o meu último amor, não por medo do futuro, mas pela exaustão do passado. Fui colecionador de "sempre", de "para sempre" e de juras que o tempo desfez como se nunca tivessem existido. Acreditei que se podia amar várias vezes, mas a cada nova tentativa, sinto que perco um pouco de mim. Já não sei o que é amar de verdade, ou se apenas me vicio na ideia de ter alguém.
A cada novo relacionamento, a rotina de apagar e reescrever se repete: novas lembranças para construir, novas lições para aprender e, principalmente, novos nomes carinhosos para inventar. Nomes que precisam ser únicos, para evitar a nostalgia dos apelidos antigos que, mesmo no silêncio, ainda ecoam. O cansaço é real. A cada novo "corpo" a que me adapto quimicamente, sinto que as cargas emocionais se misturam e o meu coração se sobrecarrega.
O ciclo é sempre o mesmo: a apresentação aos amigos, as promessas, e o inevitável fim. De quatro em quatro meses, parece que preciso aprender um novo idioma do amor. É uma apresentação de novos parceiros e histórias, que no fundo, sinto que ninguém mais aguenta ouvir.
Mas apesar de tudo, a minha esperança permanece: que sejas o meu último amor. Que venhas para me curar, para me fazer acreditar que ser um casal pode ser realmente bom. Eu vivi tantas conexões intensas, com finais em dor, ansiedade e tristeza, que a minha mente se tornou um arquivo de memórias a comparar qual amor foi o melhor, qual me marcou mais, e qual me feriu com a sua partida.
És tu a cura que busco para a dor que habita no meu coração e na minha mente. Aquele que me fará esquecer o que é a tristeza para me mostrar onde mora a felicidade.
Sejas o meu último amor... por favor...
#viral
Não precisa que tudo seja perfeito pra que a gente experimente a perfeição, às vezes basta um momento.
A QUEM BUSCO
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Quero gente que seja quem foi ontem;
que amanhã não terá se dissolvido,
resolvido que não se resolver
é a fuga ideal de seus conflitos...
Não me quero nas teias inconstantes
de quem nunca será como revi,
tem um i que não sabe se tem pingo
e seu antes não cola no depois...
O que busco é quem sabe de si mesmo;
já se achou e portanto encontrarei;
saberei por que atalho posso ir...
Sonho gente que habita o próprio ser,
que se deixa saber a cada olhar;
cada vez; cada som; cada silêncio...
A saudade talvez seja a prova mais difícil na vida. A gente chora pelo que não deu tempo de dizer, a gente ama e não pode mais abraçar. Mas também sorrimos, lembramos das bagunças, das conversas antes de dormir...Talvez a saudade não tenha fim e seja inevitável, assim como também não tem fim o que sempre será verdadeiro."
Se tiver que ser assim,“viver”
que ao menos seja satisfatório
Porque por obrigação a gente
Já faz tanta coisa!
“Alguns laços a gente não explica… só sente. Talvez seja coisa de raposa: quando cativa, nunca deixa de ser especial.” Espero que goste do livro.
Às vezes, a gente considera uma pessoa especial não porque, de fato, ela seja, mas por ser parecida conosco.
Que a gente seja dessas presenças que ficam —
mesmo depois que os passos seguem por outros caminhos.
Que alguém, num dia qualquer, lembre da nossa risada
e sinta o peito aquecer de repente,
sem saber por quê.
Que a nossa doçura tenha feito morada em silêncios alheios.
E que o que fomos — sem nem perceber —
continue fazendo bem por aí.
Que sejamos memória boa.
Daquelas que o tempo não apaga,
porque foram feitas de verdade, afeto e ternura.
— Edna de Andrade
“O difícil não é contar uma história, porque toda gente tem uma história — seja ela feliz ou triste — para contar, porém, o difícil mesmo é encontrar ouvidos que estejam disponíveis para ouvir a história”.
Quando a gente ama
Deseja que o ser amado seja feliz
Mesmo se for com outro.
E depois ora para ser esse outro.
Quando a gente ama
Deseja que o ser amado seja feliz
Em qualquer lugar.
E depois ora para estar nesse lugar.
“Se o mundo está escuro, talvez seja porque a luz ainda está escondida. E quando a gente anda com Jesus os muros não nos limitam. Eles nos impulsionam.”
Às vezes a gente cansa da vida,
não porque ela seja pesada demais,
mas porque parece que ela também cansou da gente.
E a gente senta.
Olha pro horizonte lá longe,
aquele lugar que nunca chega,
e fica esperando.
Sem saber direito o quê.
Sem saber por quê.
É como se a alma tivesse tomado um anestésico:
sente, mas não dói.
Vive, mas não arde.
Respira, mas não desperta.
Anestésico
Por Marcio Melo
Não seja perfeito nem santo e não exija isso dos outros!
Pois gente perfeita é chata e santo não mora na Terra!
"Libertário seja o progresso com a divina magia
que empurra a ignorância para essa gente que só quer alegria"
As palavras fogem da mente,
talvez hoje não seja um bom dia
pra poesia.
Depois do fim da gente,
nada mais faz sentido.
Sinto que estou perdido,
procurando você em cada detalhe.
E, por mais que eu trabalhe,
buscando te encontrar,
sei que não vai querer voltar.
Seja gentil e olhe com um pouquinho mais de cuidado, a gente nunca sabe o que o outro está passando, os olhos enxergam o externo o interior das pessoas guardam sofrimentos que as vezes elas tem medo, vergonha ou não tem com quem possam desabafar. Por isso vamos olhar com mais empatia e respeito com todos que cruzarem o nosso caminho.
olhos de jabuticaba
A gente nunca marcou de se encontrar.
Essa talvez seja a parte mais estranha da nossa história.
Porque toda vez que eu decido seguir em frente, a vida resolve colocar você no caminho de novo. Num bar qualquer. Na rua. Na festa que eu nem queria ir. Na fila de algum lugar. Sempre parece coincidência demais para ser coincidência e acaso demais para ser destino.
A gente se olha como quem já sabe exatamente o que vai acontecer.
Primeiro vem aquele sorriso tímido, quase educado. Depois uma conversa boba sobre a vida, sobre o trabalho, sobre o tempo que passou. Fingimos que somos duas pessoas que só têm assuntos em comum.
Mas nunca é só isso.
Existe um momento em que o resto do lugar começa a desaparecer. Eu paro de ouvir quem está falando do meu lado. Você também fica um pouco mais perto do que precisava. Ninguém comenta. Ninguém pergunta. Acontece.
E então vem o beijo.
Sempre o beijo.
Como se todos os meses que passamos longe um do outro fossem apagados em poucos segundos.
É engraçado como a gente sempre acredita que dessa vez vai ser diferente.
Você ri e diz que não faz sentido continuar nisso.
Eu concordo.
Você fala que essa foi a última vez.
Eu respondo que também acho.
A gente se despede convencido de que finalmente conseguiu.
E, por algum tempo, consegue mesmo.
Até a vida resolver brincar de novo.
Eu nunca entendi o que somos.
Não somos um casal.
Também nunca fomos apenas duas pessoas que ficaram algumas vezes.
A gente conhece versões um do outro que ninguém mais conheceu. Você sabe como eu fico quando estou ansioso. Eu sei quando seu sorriso é verdadeiro e quando ele só está tentando evitar uma conversa difícil.
Mesmo assim, nunca conseguimos morar na vida um do outro.
Só conseguimos fazer visitas.
Às vezes penso que nosso erro sempre foi acreditar que precisava existir um fim definitivo.
Como se um beijo pudesse encerrar tudo o que veio antes.
Como se fosse possível convencer o coração usando lógica.
“Essa foi a última vez.”
Quantas vezes a gente já disse isso?
Cinco?
Dez?
Vinte?
Eu perdi a conta.
O problema é que nunca foi sobre o beijo.
Era sobre aqueles cinco minutos antes dele.
Quando você me olhava do outro lado e eu já sabia que tinha perdido de novo.
Quando nós dois fingíamos conversar com outras pessoas enquanto esperávamos um dos dois criar coragem para atravessar a distância.
O beijo só confirmava uma decisão que já tinha sido tomada pelos nossos olhos muito antes.
Talvez um dia exista realmente uma última vez.
Talvez a gente se encontre de novo e finalmente consiga passar um pelo outro como dois desconhecidos.
Talvez um de nós esteja apaixonado por outra pessoa.
Talvez a vida, cansada de insistir, resolva nos deixar em paz.
Mas, se esse dia chegar, eu desconfio que nenhum de nós vai perceber.
Porque todas as outras últimas vezes também pareciam verdadeiras.
E, no fim, bastava um reencontro.
Um “quanto tempo”.
Um abraço que demorava um segundo além do normal.
E lá estávamos nós outra vez, prometendo que agora era sério.
Enquanto, no fundo, os dois já sabiam que a única promessa que nunca conseguimos cumprir foi justamente essa.
Que nosso amor seja sempre essa forma de cuidado diário... que a gente nunca perca a mania de se importar, de se ouvir e de escolher estar junto, todos os dias, nas fases boas e nas difíceis.
_Enzo Ruchell_
