O Poeta e o Passarinho
Tenho um enorme apreço por todos aqueles que nâo gostam de mim. Pois eu me tornaria insuportável, caso fosse uma unanimidade!
Lamento pelos equívocos da má compreensão, contudo sou responsável por minhas palavras e não pela forma como elas são discernidas!
Sou daquelas almas exóticas que festejam na melancolia, que iluminam-se de penumbra, que despertam com as madrugadas, que gritam no absolutismo de seu silêncio e que amam nos detalhes de suas imperfeições!
Damos tanta importância aos gritos acusadores dos que nos odeiam, que deixamos de perceber que o silêncio dos que se dizem amigos é algo infinitamente pior!
Solidão não tem relação com presenças ou ausências... É um estado subjetivo de não sentir-se satisfeito consigo mesmo, que passeia entre baixa autoestima e a insegurança do não se conhecer.
A paixão não conhece lei... Quando bate, só enxerga a possibilidade de se inspirar... Quando está perto...Muitas vezes a timidez não deixa nada a dizer... Quando está longe se ensaia o que vai falar, e este ensaio nos poetas..vira poesia!
VERÃO
Seus caminhos são tão límpidos como as águas do mais sonhado riacho...Suas fantasias tão boas... Mergulho nelas, nada em silêncio refrescante ao som da música da natureza, recordo cachoeiras.Respiro o cheiro da mata... Como o desejo da joia mais cara... Tenho verões e mangas no quintal, pitanga e flor colhida num verso, tenho a cigarra que canta, o verso que espanta o grilo noturno, um gato soturno, amores de verão, segredos perfumados, com prevenção e sorriso de satisfação na doce ânsia de viver...
