O Poeta e o Passarinho
Se verdadeiramente não houvesse um louco poeticamente o poeta não teria a sagasidade de um amante incondicional;
A canção se fez poesia
Nas palavras dos encantados
Escrever é minha sina
Sou poeta apaixonado
Deixaste-me faminto pelos seus sentimentos afetivos
Equivale uma partícula do universo, infinito
Me declaro nesse verso para entender os seus segredos
Em teu regaço noutra vida
Eu apago o desespero
A essência nos princípios é o chamado de outra hora
Se me frustro, eu recomeço a tristeza vai se embora;
Todos me chamam de poeta, mas sou poeta do anonimato
Até tenho talento e amo o que faço, mas não tenho esse estatus
Escrevo as minhas verdades, faço isso de coração
Ninguém pode me julgar porque isso essa é minha paixão!
O poeta se inspirava com as palavras, e as mesmas se preparavam para serem admiradas
Passava horas rimando e interligando ortografia
Para uma hora ou outra se dispor da poesia
Contemplava o amor não correspondido
Esperando com que o amor lhe deê ouvido
Cantando suas prosas, o poeta harmonizava
Mas não perdia a sua glória de alguma forma de entregava
Como era claro, ser o dono daquelas palavras
Deixava as suas mensagens entendidas e muito claras!
Nunca me defini como um poeta, mas sempre me impulsionei por entre a filosofia... Essa sempre foi a minha meta
Eu descortinei o imperceptível dos meus talentos
Fui dotado de compor palavras altamente suficiente
E poeticamente esse dom ecoa no universo
Fazendo dele um caminho por onde se caminha reto;
Ah... Se eu fosse um poeta de verdade
Encantaria com palavras e exaltaria toda sua majestade
Queria ser poeta romântico
Daqueles que quando se inspira, fala palavras que encantam
Queria despertar a emoção, sem pudor
Queria chamar a tua atenção e conquistar o seu amor
Ah... Se eu fosse poeta de verdade...
Iria desfazer os maus-entendidos e despertaria a cumplicidade!
E se eu fosse poeta de verdade...
Faria nascer rimas e versos, com certa facilidade, mas se poeta eu pudesse ser
Daqueles que desvia olhares... Me entregaria à você;
Eu me sacrifico todos os dias da minha vida
Pois eu sei que sou poeta, mas ainda sim eu
não sei amar, eu não sei me doar de corpo
mas, eu sei falar!
Eu não sou poeta, sou apenas o último romântico dessa geração que se exalta quando erra... Que não sabem conjugar... E que só falam merda;
Mas hoje estou ficando velho, talvez até um pouco ultrapassado, mas eu tenho muito orgulho dos meus amigos do passado!
E isso inclui você... Que pra mim sempre foi muito especial na época da escola... O meu sentimento era real;
Trecho do livro "O poeta, o amor e a inveja" - Julio Aukay
"...Com isso o poeta salientava.... Se expressando para o amor no compor de suas
palavras e a dona inveja se irritava, tentava de qualquer forma rebater as doces
palavras rimadas.
A dona inveja não aprendia, quanto mais atrapalhava, mais os sentimentos cresciam e
o poeta não se importava, porque as suas palavras eram blindadas.
Não havia o retroceder, com todo sacrifício o poeta só pensava em escrever....
Escrever as suas verdades para que o amor pudesse acreditar o quanto ele tinha
caráter
E via que as suas atitudes se comprometiam em construir uma história, na qual
pudesse ser vivida! E o poeta imaginava.... Se o amor habitasse em todas as casas?
Não, mais haveria a desunião, somente o carinho de mãos dadas com a compaixão e a
felicidade estaria mais presente, pois o amor amansaria o coração de toda a gente.
Mas por algum motivo não está, por isso a dona inveja se prontificou a gargalhar
debochando das palavras do poeta.... Dizia: a felicidade não pode viver um amor de
indiretas, porque a felicidade sem dinheiro nunca será duradoura e o amor fica sem
respeito será sempre um amor meia-boca. Duvidando do poeta e insinuando que o
amor é igual a dona inveja..."
O melhor poeta que já conheci é o tempo
pois toda a vida ele faz uma filosofia
e ao final termina com um belo final;
Talvez, lá no fundo eu não seja poeta, nem sonhador... Talvez seja apenas um apaixonado, ou sofra de amor
Ninguém se torna poeta — o poeta é aquele a quem o silêncio feriu primeiro. Carrega em si uma chaga que não cicatriza, um vulcão mudo que sussurra sentido nas entrelinhas do abismo. Não oferece fogo, como Prometeu, mas uma bússola feita de dor e contemplação. Ser poeta não é declarar-se — é sangrar em palavras que nasceram do exílio da alma.
O JARDINEIRO DO INVISÍVEL
Ninguém se torna poeta — o poeta é aquele a quem o silêncio escolheu como altar.
Não foi chamado por glória, mas ferido pelo mistério. Carrega no peito uma fenda invisível,
onde o mundo sussurra com voz de vento e de ausência.
Dentro dele dorme um vulcão que não ruge, mas ora — e cada brasa calada acende sentidos nas margens do indizível.
Não traz o fogo para incendiar — traz uma bússola trêmula, feita de dor decantada, contemplação e entrega.
Ser poeta não é declarar-se ao mundo — é desaparecer aos poucos em palavras que brotaram do exílio da alma,
como se cada verso fosse uma oração plantada no deserto.
Ao fim, o poeta é o jardineiro do invisível — aquele que sangra em silêncio, todos os dias,
para que outros vislumbrem, mesmo que por um instante, o caminho no turbulento escuro.
Não se corrige a Norma Culta de um poeta.
Só se contextualiza seu momento.
Critique.
Agrade-se ou não.
