O Poeta e o Passarinho
Eu nunca seria poeta
Eu seria alcoólatra
Não quero saber de versos
Nem sentimentos
Beberia até sem sentir
Só para sentir o amargar
De uma vida não vivida.
você é minha musa, a mulher amada, e por vezes imaginária, fonte de inspiração de um poeta, Entre os poetas românticos. Assim como Eu...
Versos de um amoroso
O Amor, que é, poeta a amável hora
Sonoro olhar que, n’alma, reverbera
A própria Glória que, no sonho mora
Significado encantado da primavera
O Amor, que é, ao coração incorpora
Os versos cheios de singular quimera
Entristece, alegra, também, ri e chora
Que na emoção tem verdade sincera
O Amor, que é, tem eterna inspiração
A canção que canta o canto da paixão
Que espera, esmera e tem tom maior
O toque que seduz, e que tem nome
E sobrenome, tem o beijo com fome
E todo dia, abrigo, Amor que é Amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25 setembro, 2023, 14’10” – Araguari, MG
*paráfrase Vasco de Castro Lima
Sou apenas um simples menino poeta lírico nascido no Vale Mucuri predestinado a espalhar fraternidade e sonhos; se você está lendo essa mensagem é porque a educação tem força motriz de exalar nas pessoas o néctar valorativo da sabedoria; no silêncio das horas, vou renovando esperança, desejos e quimeras; a calmaria no horizonte anuncia um despontar breve, suave e colorido de um pássaro em voo solitário riscando os ares do Tabajaras com sua beleza tênue e serena, anunciando a verdadeira paz na imensidão cósmica.
A casa velha, não se habitou mais
o que um dia, habitou-se a alma enferma
Fui o poeta que tentou por ignorância, descrever sobre dignidade
em meio as máquinas, a revolta consumia-me, equivocadamente sucumbi o mal do homem, que interpretou o genitor no meu coração
Somente depois de três décadas ao meu desencarne, o perdão libertou-me, não sou mais aquele que amou as pessoas com objeção, na qual um dia exercitei como arma em autodefesa
Só agora compreendo na vaga lembranças da mocidade, a minha solidão vivenciada nos meus versos, onde imprimia meus sentimentos solitários, sem verdade alguma.
Me perguntaram se o poeta é condenado a sofrer, respondi que não, a melancolia faz parte do espetáculo.
Platão afirmou que todo homem é poeta quando esta apaixonado, logo um homem que nunca foi poeta nunca amou
Em cada boca fria um profundo corte. Licor de morte em cada poesia. A face do poeta sonhador também estava fria como o gelo. E a sua despedida - um longo pesadelo... O poeta viveu intensamente o amor...as aventuras e os sonhos por inteiro. Nada de viver aos pedaços. Mas naquela noite havia sangue e lágrimas em seu travesseiro. - Não houve tempo se quer de dar ou receber aquele último e longo abraço. Sobre o chão havia uma folha solta; era a sua última poesia. A caneta ainda estava em sua mão... O poeta era amante da noite,do dia... Gostava das mulheres e do vinho. Mas infelizmente morreu sozinho! A morte daquele que um dia sonhou em ser um grande poeta foi uma morte cheia de poesia, discreta... Era o poeta um maluco sonhador que vivia ocultando a sua dor. Ele sempre estava tentando mudar o que já não tinha jeito, ria do que era belo,admirava o que tinha defeito, via a sua humilde casa como um enorme e elegante castelo... Às vezes na eterna busca daquilo que estava distante o poeta não conseguia enxergar o que estava por perto. Ele sabia viver mil anos em poucos instantes... E tinha sempre o coração aberto! Mas o poeta agora já não ri, já não chora! E ninguém o espera lá fora! Não há ninguém para despedir-se dele em meio a noite silenciosa e fria. Ninguém para ler a sua última poesia! - E agora poeta!? E agora!?..
Para o poeta a pureza do lírio branco é uma poesia, a paz...
ao romântico a beleza a compor,
com leveza.... que amor traz...
Ao insensível só mais uma flor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19, outubro de 2021 – Araguari, MG
poeta errante
como ventania desajeitada
alma pela estrada
ilusão encantada…
vivo eu a velhice
no silêncio, meninice
sem crendice...
apenas vivendo
pouco querendo
ou tendo...
afinal, a vida
de uma orquídea, adiante
bela e breve,
a cada instante...
diversa, em verso
assim vou, vibrante
[…] disperso
eterno poeta errante...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/07/2020 – Triângulo Mineiro
ALMA DE POETA
Quando forço para que as palavras saiam, elas travam, elas tem que sair por si só, quando forço, nem mesmo as que ja estavam preparadas costumam me deixar. O poeta para viver bem a vida de poeta precisar sofrer, um poeta que ama e esse amor é correspondido, nao consegue escrever para se satisfazer, proque essas palavars servem basicamente para isso, completar-se diante da mulher desejada, quando um poeta ama e esse amor nao é correspondido, ai sim ele se deleita em tantas palavras e rimas como se seu mundo fosse apenas aquilo, quisera eu amar ser amado e ainda conseguir escrever como um poeta de verdade, preciso sofrer, todos os poetas precisam.
NUNCA!
Nunca a velhice deve ser sinônimo
De sala de espera para a morte.
( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima )
Encontrei-me no silêncio, sem o Poeta da Alma para dizer qualquer coisa, percebi que sou um vidro quebrado e meu coração são os cacos.
Até o maior poeta sofre de amor, o sofrimento por amor não escolhe a quem cegar, não escolhe a quem faz chorar, apenas chega e muda palavras em lágrimas, sorrisos em lembranças.
