O Poeta e o Passarinho
Eu estou bem, mas não parece ser o bastante. As coisas aqui estão complicadas, e cada vez eu fico fraca e deixo que acasos me derrubem. Eu sinto sua falta, sinto saudade de como tudo era perfeito. Eu não entendo muito bem, como que foi esse fim. Não havia nada de errado, e simplesmente acabou. Conheci pessoas novas, e cada vez eu vejo como você é perfeito. Sinceramente eu não me conformo com isso, mas tudo bem, a gente supera.
Tempos modernos
poetaDevany
-Valha-me Deus!,
assustado gritou o ancião,
temeroso, olhando a mais nova invenção:
Um fruto sem sementes
em sua mão.
-Está o homem querendo ser, agora,
o patrão?
E como será, se quiser inventar
um homem sem sementes então?
Olhos lagrimejantes,
sentindo-se também responsável,
grita, caindo de joelhos, ao chão:
-Deeeeeeeeeeeeuuuuuuuuussssss, perdão!!!
Mistério nas Palavras
poetaDevany
A palavra VIVER lembra-me:
Tudo o que já VI
e tudo que tenho pra VER,
assim como,
CRÊS SER lembra CRESCER.
“Muitas pessoas na vida vão querer te abalar dizendo que você não é nada; Não as escute e confie em seu potencial.”
"O verdadeiro amigo é aquele que quando outro tiver na pior ta junto, é aquele que ajuda outro sair das broncas, é aquele quando ta no tiroteio fica junto não foge, isso que é amigo de verdade não é aqueles que dizem ser seus amigos, mas na primeira dificuldade cai fora "
QUISERA IÊU!
(Poeta Caipirinha)
Quisera iêu
Sê cheradu cum seu orfatu e alí se prendê comu um prefume mágicu
Sê os brilhá du seu oiá e alí se prendê a iluminá seus caminhu e sempri nêis me incontrá
Sê o gostu da sua bôca e alí se prendê e sempre iêu ocê prová
Sê o ar que ocê respira, sê sempre inspiradu e nunca ocê mi expirá
Sê o que ocê iscuita pra sempri a me orvi dizênu: - amo ocê!
Sê o que faiz batê seu coração e sempri dentru dêli iêu está e ni ocê circulá
Sê seu cravo, seu jasmim e vivê senu cuidadu nu seu jardim
Sê, um dia, o seu amô... e sempri ansim continuá
Quisera iêu
Sê simprismenti todus seus sintidus
Sê arguém pra ocê
E nunca mais me vê perdidu
Quisera iêu!...
Inté, intão! E um abraçu beim apertadu du cumpadi Caipirinha!
PASSARINHU
(Poeta Caipirinha)
Um belu dia, um piquenu sabiá
Oiava a vida di longi
Cansadu di vivê sozinhu
Num quiria mais avuá
O tempu passô
Ele, já cansadu di tantu sonhá
Batenu as asa pra lá e pra cá
Adesistiu di procurá
O que quiria, na verdadi o passarinhu
Sua fêma encontrá era o sonhu qui ele tinha
Mas nada aconticia e ele si adesistiu
Intão o pobri passarinhu arresorveu vivê sozinhu
Já cansadu aproveitô a casa du Juão di Barru
Que tava abandonada e nela foi morá
Toda arrumada, du seu jeitu reformô
Cum isperança sua casa, ele toda infeitô
Num belu dia, beim di manhãzinha
Foi matá a sedi e a fomi, lavanu sua tristeza
Quanu vortô, pra sua casinha
Lá dentru um baruiu dus mais lindu
Que carsô muita surpresa
O sabiá triste, imaginô perdê sua casa
Será que arguem achô
Ela tá abandonada?
Num podi sê!
Só tenhu ela e mais nada!
Precupado foi entranu de vagá
Nu otro cantu assustada
Uma linda sabiá
O oiava incantada
O sabiá, nunca mais veio me visitá
Num sei comu a vida deli istá
Mais ocê, que tem um coração
Por que num continua a contá?
