O Poeta e o Passarinho
A poesia, todavia,
traz alegria e tristeza,
se o sentimento
expressa o momento, com a certeza do tempo.
Acontecimentos
marcam, com lápis e canetas,
nos papéis da vida —
essa jamais obsoleta —
tratando de histórias vividas.
Eu tomando suco de limão em vez de Toddy.
Disse: quem pode, pode;
quem não pode, se sacode,
dá a volta pela rua de cima
e afina o bigode.
Baixa renda,
Baixa estima,
Levanta a cabeça
E dá a volta por cima.
Ser pobre
Não é motivo pra fracasso;
O ser humano é matéria-prima,
Coração de aço,
Fábrica de qualidade —
Todos têm certificado de garantia.
Vale euro, dólar,
Moeda da China.
Debaixo da ponte ninguém vê o céu;
Só vê o horizonte
Quem não acredita ser ateu.
Agora, mais do que nunca,
Acredito que o desemprego
É a ocupação de muitos.
Todos têm direitos,
Mas ninguém é satisfeito.
Com pouco estudo,
Estudar é o caminho;
O sistema do computador
Não se entende sozinho.
Em cada lugar,
Uma oportunidade;
No campo ou na cidade,
Há equilíbrio na humanidade.
Se quiser me ver
Olhe para o horizonte quando o dia amanhecer.
Não sou o sol,
nem o tempo.
De tudo isso, sou um elemento,
uma pequena parte,
poeira ao vento.
Mesmo assim, lembre de mim
ao contemplar a majestade do colibri.
De tal forma, brilho no mundo
como um vaga-lume,
perdido de amor,
rico da luz interior.
Meu Criador, tão fecundo,
me fez pequeno
num universo grandioso.
Lembre-se disso
ao olhar nos meus olhos imensamente brilhosos.
Sou poeta,
Não porque sei fazer rima,
Esse dom carrego comigo,
Embora analfabeta,
A vida é uma mãe que ensina.
Nasci no Hospital São Vicente de Paulo,
Pelas mãos do doutor Paulo Ney,
Naquele primeiro de maio
De mil novecentos e noventa e seis.
Primogênito de Das Dores,
Das dores vencedor,
Orgulho muito tenho,
Porque sei meu valor.
Sou filho de Barbalha,
De todos, o menor,
Sou poeta que trabalha,
Derramando meu suor.
Vejo a vida com os olhos da realidade,
Às vezes, num piscar de olhos, fujo dela;
Viajo até pra outra cidade,
Num instante volto pra minha terra.
Escrevo tantas coisas,
Tantas coisas belas,
Palavras que em si trazem
O que a beleza revela.
Nas primeiras chuvas,
de dezembro e janeiro,
a alegria chega cedo;
o sertão se enche de fartura:
milho, feijão, macaxeira,
abóbora madura.
Quando se vê o relampejo,
Do céu a certeza a seca fica por derradeira,
dando lugar à mata verde,
esperança do sertanejo.
Isso aqui é pra quem ficou quando não tinha nada
Sem palco, sem luz, só rima engasgada
Pra quem ouviu no fone estourado
E viu valor num sonho mal gravado
Não foi hype, foi lealdade
Foi escuro, foi verdade
Se hoje o som bate mais forte no peito
É porque vocês nunca soltaram o respeito.
_
decidi escutar
e seguir a canção
que tocar
o meu coração.
não sei de onde vim
não sei para onde vou
entretanto, aqui estou
fazendo poesiaseja noite ou dia
foi o ritmo que meu coração tocou,
apenas segui a batida
na volta e na partida,
POESIA: seja-bem-vinda!
procuro na multidão
escutar as batidas do teu coração.
busco te encontrar
para a gente se amar
nesse mar
que é a imensidão da vida.
ansiedade
é uma tempestade
que devasta minha mente
e tudo ao redor,
vai derrubando o mundo
dentro de mim.
