O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Já sorri bastante, e chorei ainda mais
Já sonhei tantas coisas, mas hoje a realidade não deixa mais
Tentei ser forte, não só por mim, e mesmo assim tudo se perdeu
Pedi pro céu apoio, e minha fé apenas pereceu
O mundo continua girando, mas nunca no mesmo lugar
Quem sabe um dia, iremos nos reencontrar
Mas entre a terra e estrelas, uma distancia que não conseguimos calcular
Depois de tudo, apenas sei que irei continuar
Cadê você?
Aonde você vai?
Onde quer estar?
Está aqui do meu lado
Mas também em algum lugar
Tão perto
Tão distante
Inconstante...
Oque tenho que fazer pra te manter aqui?
Te olho mas não te vejo
Te toco mas não te beijo
Desejo,
O que passa nessa cabeça a mil?
Por onde está andando?
Com quem se vê conversando?
Não sou eu
Não é comigo
Sou só um amigo
Um conhecido...
Que te conhecia...
Mas hoje em dia
não é só a sala
que se sente vazia.
Mas não
As vezes paro e penso
No quão incrível você é
E na vontade que tenho de te guardar
Amarrar com barbante, colocar num saquinho colorido e por na gaveta
Mas não
Seria muito egoísmo meu..
O mundo tem que conhecer
As pessoas têm que saber
que existe você, cheio de emoções
Elas têm que provar,
sentir o que eu senti,
o que vivi
No deleite de alegria que aflige
quando você
Só sorri
Por isso não posso lhe prender
Queria,
não nego
Queria que fosse só meu,
Inteiriço
Mas não
Seria muito egoísmo meu
Arte em você
Pra que letra
Se o coração já sente
Pra que cor
Se o pincel desprende
da mão da gente
Da gente que se prende
Crente
que não vai se soltar
das cores, dos tons,
das letras, dos dons,
da arte em papel machê
Que mora nesse universo
Chamado você
Você tem esses versos complicados
Simples mas complicados
Você que vive na lua, no mar
no coração mais próximo que encontrar
Encontra o meu
Que eu
simples poeta
faço do seu coração
Minha canção
Então vem
Se aloja, se encosta,
se sente em mim
Quero conhecer esses seus mistérios
pintados em ocre e marfim
Só pra mim
Sim
Só pra mim
Planeta
Você é um universo de sentimentos
Uma constelação de emoções
Orbitam mistérios e verdades no teu olhar
Colidem planetas ao teu chegar
Teu cheiro, teu ar,
teu mundo, teu lar,
Me deixa entrar
Me deixa navegar na tua galáxia
Encontrar no céu estrelado da tua boca
palavras esquecidas,
não ditas
por medo de sem querer
Acabar explodindo o planeta de alguém
A beleza de Saturno
nem chega aos pés
da imensidão que tu és.
Infinito finito,
Bonito..
Contido..
Cabe tudo aí
nebulosas, cometas,
estrelas, planetas,
mundos
Cabe tudo
Aí dentro
Em você.
De tanto tempo que passou
o meu sentir não mudou
minha mente não ajuda
Procura, te procura
Lembro-me da música
aquela tão adorada canção
canção da qual fez-me apaixonar
em uma noite em que eu mal o conhecia
mas só de ouvir-te
apaixonei-me pela voz, música
e pessoa
A mesma pessoa
da qual me deixaria
um tempo depois
de fazer eu me entregar
e abdicar de todos os meus queres.
AFORA DA JANELA
Plumas de nuvens no céu profundo
De Brasília, alvos lençóis esvoaçantes
Se desfazem num piscar do segundo
Ao sopro dos áridos ventos uivantes
Ali, acolá, riscando devaneio facundo
Na imaginação, e sempre inconstantes
Vão e vem tal desocupado vagabundo
Ilustrando o azul do céu por instantes
Em bailados leves e soltos, voejando
Na imensidão do horizonte em bando
Vão em poesia na sua versátil romaria
E num ato divino, faz-se o encanto
Tal como flâmulas por todo o canto
Tremulando no cerrado com euforia
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Brasília
Comece o dia, dando bom dia
Para si mesmo
Acalme a alma depois daquele bocejo
Olhe pela janela e veja o sol acordando
Se inspire e saia por aí voando
Voar parece impossível fisicamente
Mas vou contar um segredo: Voe com a mente!
Nosso interior não têm restrição
Olhe aí, aprendeu mais uma lição
Não tenha medo de tentar
Nada na vida nada está certo, então ouse em errar
Vamos aprender do jeito mais difícil
O jeito mais fácil é ficar sem fazer nada
Com medo de não acertar.
Bom dia!
...Em tudo de tudo - Talvez tenha uma razão /
Um passo lento arrastado /
Uma voz calada embargada /
Um sorriso doce escondido /
Uma vontade louca de expulsar uma lágrima /
E nos olhos um olhar tristonho /
Em tudo de tudo - Apenas um desejo louco /
De amar - ...Alguém !!!
O poeta
O poeta é um grande ator,
ele finge não sentir dor.
Mas ele expressa sua dor,
com poemas de amor.
O poeta brinca com palavras.
E como em uma mágica,
as transforma em um poema.
Um poema mágico.
O poeta quando vai criar seus poemas,
viaja pelo mundo das palavras.
E lá ele encontra as mais belas palavras.
E cria os mais belos poemas.
Castelo de Areia
Você sonha
Você Constrói
Você modela
Você rega
Até que o vento bate tão forte
que os grãos de areia se vão
Você insiste
até perceber que não adianta
continuar, porque sem uma base
a onda sem avisar bate,
E a muralha cai.
Assim é o talento do artesão
que esculpe em troca de pão
Sonhador e construtor
Mas não conquista seu tostão.
O vento vem e vai
A lagrima percorre a maçã
de sua face até não existir mais!
Se em palavras vieste inspirar
Ó Deus, fascínio crias em tuas poesias.
Natureza de beleza ímpar,
Ensinai a viver teus dias.
Se em amor escreveu o poeta
Ó Deus, da-lhe entendimento.
Em tuas palavras destes o encanto,
E em pleno pranto, trazes o lamento.
Se em beleza nos deu a mulher
Ó Deus, estendo as mãos ao céu.
Dedicamos ao doce veneno
Palavras jogadas ao léu.
E a tudo que não provém
Ó Deus, vem nos libertar.
Do riso sem viço
Paixão sem serviço,
Do amor sem amar.
"Colecionava um amontoado de farrapos
Que os anos me trouxeram com desdém.
Tentei me encontrar
Em meio a imundicie que é
A podridão do tempo.
Cheguei a odiar e querer fazer daquilo
O meu lugar preferido
Mas me enganei.
Me sufoquei diante dos trapos
Em cada canto daquele quarto,
Não me via mais em lugar algum
Nem mesmo dentro de mim.
Sorte a minha, pensei em fúria
Tristeza, destreza de ser quem eu era
Apesar de toda aquela mesquinhez
Lembrei que tinha alguém
Em algum lugar
Que se importava com tudo aquilo.
Família é o nome que se dá
Ao que traz paz e aconchego
Que destrói a dor e o desespero
De ser só você por você mesmo.
O amor que damos e recebemos
faz com que o tempo pare de uma só vez,
para que a gente aproveite bem o passeio
E deixe de colecionar pedaços
Que nunca te farão inteiro."
AO ME OLHAR...
Umberto Sussela Filho
Quando me olhar, não repares
Pois meu jeito pode mudar
Não enxergue com seus olhos
Pois estes jamais poderão olhar
O que a minha alma carrega
E que só outra alma pode notar
Olhe com sentimento
E assim se ponha a observar
Que os caminhos assim se cruzam
Pra quem se põe a caminhar
E afastam de nós os olhos
De quem só olha pra julgar
Ao me olhar traga o sentimento
Dos que habitam o sonhar
Longe dos olhos sedentos
Que cobiçam o que se pode comprar
Mas que desejam sem pressa
O que a alma pode mostrar
Traga sempre em seus olhos
A esperança do semear
Pois verei os seus cuidados
E a sua forma de tratar
Se as sementes forem boas
Coisas boas irão brotar
Quando me olhares, tenha calma
Para não se ofuscar
Se aproxime com verdades
Para verdades encontrar
E se olhares com os olhos da alma
Ao meu lado poderá caminhar
Minha homenagem a minha mãe e a todas as mães:
MÃE, OS OLHOS DE DEUS!!
Umberto Sussela Filho
Dentro dos olhos de Deus
Há um ser a florescer
Nove meses a crescer
E a despertar para a vida
Que o colo, da acolhida
Dá calor, da proteção
E o que mais tem no coração
Que é o amor da mãe querida
Mães de todas as cores
Todas elas têm em comum
O amor aos filhos, um a um
Sem diminuir a intensidade
Nunca lhes faltará a vontade
Da vigília, do zelo, do amar
É assim que Deus pode olhar
Seus filhos com tranquilidade
Os filhos são para o mundo
Mas Deus, confiou a missão a elas
O primeiro abraço será delas
O preparo e os ensinamentos
O cuidado da chuva e dos ventos
Até que se firmem os passos
E a distância dos abraços
Fortaleça os sentimentos
Deus aos seus olhos, deu trabalhos:
O da proteção e do acalmar
O do ensinamento do falar
E de trazer assim o sustento
De ver o desenvolvimento,
Deus deu alívio e alegria
Mas deu angústia e agonia
Com o instinto e o pressentimento
Deus deu tudo a elas
A capacidade de dar a luz
O amor que a humanidade conduz
E o compromisso do cuidar
Que o tempo faz aumentar
Já que o filho nunca cresce
E se assim ele soubesse
Saberia o que é amar
Pode-se dizer então:
Que a Mãe é o exemplo do amor
Que se entristece com a dor
E que o sorriso faz alegrar
Já que seu alimento é o cuidar
Amar incondicionalmente os seus
Já que os olhos de Deus
Através da Mãe podem olhar.
DOS FATOS...
Umberto Sussela Filho
Retirou-se do povo
A esperança minguada
Limpou-se assim a calçada
Sem olhar quem ficou pra traz
E aquele que cumpre e faz
Sem olhar a consciência
Traz em si a decadência
De um tempo que não tem paz
Olhares ficaram parados
Clamando pela mudança
Cadê então a Esperança?
Eu lhes pergunto amigos
Se inventaram inimigos
Ao invés de assim pegar
Quem disfarça e se põe a roubar
Com seus costumes antigos
Valores estão inversos
Sonegam assim a razão
Se esquece dá comunhão
Que quer Ordem e Progresso
Pois se torna Réu confesso
Os mais fracos é decentes
E se dá poder aos dementes
Que do correto tira o acesso
Trabalhar nunca foi crime
Dignifica o homem honesto
Mesmo que miudes protestos
Achem que isso é errado
Quem é então o culpado?
Quem não dá nota fiscal?
Ou quem não tem a moral
Pra dizer o que é errado
As leis devem ser cumpridas
Quando forem verdadeiras
Ao contrário é só besteira
E propaganda falsificada
Daqueles mandantes de calçada
Sem se preocupar com o futuro
Pois vivem num mundo escuro
Que aos outros não oferece nada
Que está indignação
Não fique só no pensar
Que possamos reclamar
Desta falta de coerência
Enquanto uns sem decência
Enriquecem abrigados
De outros pobres coitados
Se priva a sobrevivência
Luz reluzente
A luz que reluzia daquela face,
Era tão humilde quanto divina
Qual seria sua origem?
Começo a olhar em volta,
Quase todos os rostos
possuem a mesma
Por que são assim?
Será que é assim que me veêm?
Aqueles nos quais não a via,
observei.
Eram pessoas amargas,
angustiadas,
Com uma grande sombra ao invés da luz.
Será, então, essa luz
a chama do desejo de viver?
Ou somente uma ilusão?
E esse próprio sentimento seja uma ilusão?
Nunca saberei...
Primeiro dia
Aquele nervoso,
aquele medo,
aquela expectativa,
tudo por entrar em uma sala.
Olha ao redor,
não reconhece ninguém.
Olha para a professora,
e também não a reconhece.
E então,
começa a aula,
e já não importa mais.
Musa dos Meus Sonhos.
Ela é meiga, encantadora, inteligente,
Quando estou perto, ela me assusta, intimida,
Quando estou longe e começo a pensar nela,
Eu Simplesmente a vejo como VIDA!!!
Ela é a musa que eu tanto esperei,
Porém, não posso tê-la em meus braços;
Meu coração esmagado de dor,
Chora sozinho por sentir o seu fracasso!
Vem minha musa, vem pra pertinho de mim,
Vem comigo sonhar os meus sonhos!
Eu só queria ser o teu amado:
E saber que não posso, me deixa tristonho.
Tão frequentemente, te invoquei como musa,
Tu és infinitamente minha arte,
Tua beleza me encanta, me fascina,
Dos meus sonhos, diariamente, já és parte,
Quanto mistério existe no teu olhar,
Quanta doçura existe na tua voz,
Como queria poder te abraçar;
Desfrutar contigo algumas horas, a sós.
Já que é impossível saciar os meus desejos,
E nem sequer dos teus carinhos eu disponho;
Fico totalmente imortalizado;
Me contento apenas, que seja a musa dos meus sonhos!
Autora:
Camilla Eid
O Inferno dos Inquietos
O ser é livre em sua inquietação de desabrochar uma flor
De ser um simples amador contemporâneo do seu cotidiano
Que expõe as suas noites mal adormecidas em pinturas e escrituras
Que destrancam pássaros de prisões e corações trancados dentro de porões
Que condena as suas aflições
O ser humano que não és humano, és apenas ser de sua espécie
Um humano incompleto do mundo e de todo o universo
Que condena a mente para a prisão perpétua do inferno
Rasgando a alma e purificando a áurea desconhecida
Que se esgota de lágrimas e gritos de melancolia de uma jovem menina
O ser deslocado-se de cada espaço do mundo
Traído pelo silêncio de um infinito sem fim
Apodado com padrões e estenótipos dos homens não pensantes
Caminhando-se na estrada do universo dos pobres homens e mulheres
Que pensam em riqueza sem serem nobres e fiéis a sua raiz
Que vomitam esnobações e aberrações de si mesmos
Porém, esquecem que a alma grita depois de rir
A inquietação aflige depois de sorrir como simples apagão
Depois de subir mais um degrau da escada de pensamentos
Que lhes condenam na prisão da inquietação do espírito
Em cada último suspiro saído de dentro de cada indivíduo.
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