O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Entre as passagens,
repletos de esperas,
os olhares se moveram
como bailam os planetas,
eles se reencontraram
para acertar os ponteiros,
os aromas dos entremeios
entre perfumes e a plateia,
como fôssemos cometas,
para fugir da alcateia,
e abrir novos caminhos.
Navegar nos teus olhos
me fez outra pessoa,
das esferas dos anseios
tu me viste e veio
com poéticos enleios.
Atração irreversível
dos corações a aurora,
paixão irrepreensível.
Meu espírito a gosto,
nas mãos de novembro
bem naquele momento
que o mundo parou,
a tua pele me arrepiou.
Encanto irremediável
das histórias o poente,
paixão incontrolável.
Por nós tu interveio,
porque sabes de mim
e do tímido silêncio.
Ainda não tivemos,
nem a glória do tempo,
entrecruzadas passagens:
dádivas do bom amor,
você me disse e repetiu:
- Você tem valor!
Só o tempo irá dizer
se sou eu o teu amor.
O sol foi descansar
Surgiu o anoitecer
A Lua saiu devagar
Para te envolver
O amor está no ar
Para nos enlouquecer.
Os bancos de areias
- a festejar -
A loucura boa de fazer
Nas águas de abençoar.
O céu de seda a se abrir
Receptivo aos versos
De natureza atentatória
Íntimos e completos.
Estrelinhas tilintando
- testemunhas -
Da nossa agarração
Repleta de paixão.
Devoto um segredo (somente)
Aos que conhecem o degredo
Distante de casa, e do seu mundo:
A Via Láctea é a casa dos poetas,
Dos mambembes e dos vagabundos.
Envolvo com fitas de cetim,
Faço uma rosa, um enfeite,
Para colocar no cabelo,
E lado a lado do seu cetro,
Sigo em frente...
Perpetuo um sonho (persistente)
Aos que desconhecem o inexorável
Distante dos olhos, e não do íntimo:
A poesia é capaz de aquecer a frieza
De qualquer coração autoritário...
Executo o conserto derradeiro
Do destino fora do trilho,
Caminho sobre cascas de ovos,
Levanto voo, e aterrisso eternamente.
Porque eu sou dona da minha loucura,
Se a minha poesia no firmamento fulgura,
Significa que de ti jamais sairá o anseio
De voltar para acariciar-me com ternura.
Estou cercada por você,
Sob o teu jugo doce,
Estou por ti dominada,
Porque as tuas curvas,
Feitas de montanhas,
Repletas de histórias,
De revoluções e glórias,
Não esmoreceu, sempre lutou;
Até o veludo entrou em revolução
Para cumprir o destino, e fazer de ti
República Eslovaca uma NAÇÃO!
A delicadeza das horas,
E o vai-vem dos oceanos.
A repletude dos perfumes,
E o abandono das madrugadas.
Assim nos completamos,
Nos compreendemos, nos amamos
Ao ponto de nos perdermos em nós;
A vida se fez como uma foz.
Lira da loucura santa,
Coisa de quem ama,
Só compreende, e se entrega,
Ao teu jeito viril,
Que semeou amor na Terra.
Sempre eu nos preciso,
Bendiga o nosso desejo,
Surgiu mesmo sem beijo
Apenas no teu olhar
O cancioneiro se fez nascido.
Ter mais amor que o amor,
Ambição dos poetas e dos amantes,
Em versos borbulhantes
Para que nada se perca,
E no poemário tudo se cometa.
A minha poesia faz a teia,
Faço graça ao teu olhar,
Despeço-me ansiosa:
Carregando uma vontade ímpar
Que incendeia, e que não vai passar.
Trouxeste a palavra luminosa
De mago e [santo,
Mais do que isso:
Enviaste a palavra de um [anjo,
Além do olhar e da interpretação,
Amar cura qualquer coração.
Rompendo o espaço sideral,
Nesse outono em anunciação,
Chegou a hora e a estação,
De anunciar o amor e a aurora,
Que transformarão de vez
- tudo o que é vão -
O amor que cura amargura,
- 'amarcura' qualquer amargura
Com ou sem amarula,
Eleva o campo astral da criatura.
O escritor que cruzou o mundo,
Semeando o profundo,
Nos voltando para nós,
Elevando o sentimento,
- santo -
E apaixonado de amar,
Tornando assim o coração
- adocicado -
Fazendo de cada um de nós
Corações purificados.
O amor libertador,
Além das letras, e poemas,
De quem escreve, e se atreve,
Alcança a pessoa que se arrisca,
Que se entrega e se converte
Ao que chamam de loucura:
AMARCURA!
A sedução também é campo de estudo,
Ser gueixa é compromisso com o luxo,
De ser a mais bela flor do salgueiro,
Exibindo o seu milenar encanto,
E assim seduzindo o mundo inteiro...
A gueixa é um jardim de bonsais,
É uma flauta doce que se escuta,
- e ninguém poderá tocá-la jamais
Ela é sedução e música,
Capaz de arrancar os bons ais.
A sedução é a arte milenar de amar,
É arte que jamais poderá ser vendida,
A sedução é arte instruída,
Ela é arte que pode ser ensinada,
Para fazer a paixão arrebatada...
Uma gueixa não nasce do nada,
É a instrução que faz a gueixa,
Como a lapidação faz a joia,
Toda gueixa é uma joia,
E nem toda joia é uma gueixa...
Uma gueixa é um anjo oriental,
É uma estrela luminosa,
É a sedução mais saborosa,
Uma harpa celestial,
Que faz o mundo ainda mais especial...
A gentileza no amor,
- faz do mundo um mundo novo,
Gentileza gera gentileza,
- o profeta já enxergava a Terra,
Como a grande escola do amor.
A gentileza de amor,
- é como a chuva gentil molhando a flor,
Gentileza gera gentileza,
- a gentileza faz crescer forte o amor.
A gentileza no amor,
- faz a gente crer que tudo pode,
Gentileza gera gentileza,
- quem não desiste da gentileza,
É um ser humano forte.
A gentileza de amor,
- é manifestação da pura sedução,
Gentileza gera gentileza,
Ela é uma reverência ao coração.
A gentileza no amor,
- tem a sua cara e o seu jeito,
Pode ser até que não saia perfeito,
Gentileza gera gentileza,
- a gentileza é como um beijo.
A gentileza de amor,
- é um bem que se vê à quem,
Gentileza gera gentileza,
- é a melhor forma de fazer o bem.
A gentileza no amor é a salsa,
- e também é o merengue,
Com morango e chantilly,
Gentileza gera gentileza,
Eu te quero bem aqui.
Um anjo que brinca entre as nuvens,
Seduz, envolve,provoca e reluz,
É como um demônio que seduz,
Um anjo brincando entre as nuvens...
Sim, é nesse esconde-esconde o anjo
Segue furtivamente te surpreendendo
Entre poemas e beijos alados...
Batendo as asas e dando cambalhotas,
E escrevendo os desejos mais safados...
Destemidamente levando os teus beijos
Com as mãos, elevando aos recantos
Mais recônditos e cônscios...
Provocando mil miragens entre as nuvens...
Um anjo meio demônio, um demônio que é
Um anjo: sou eu ocupando os teus sonhos,
Ainda incógnito e suspenso nos jardins
Dos teus mais altos desejos
- sou o teu anjo -
O mais lindo e supremo encanto.
Decidi sacudir e tirar-te do teu canto,
Soprar no teu ouvido o desafio mais vadio...
Agora, o teu coração não será mais erradio;
O amor com destino certo, eu sou o teu caminho.
A tua força é magnetizadora
O teu amor me escolheu
Quero ser bem sedutora
Para fazer-te todo meu
Carrego o nosso
amor sacrossanto
Só para você escrevo
Só por você eu canto
No embalo da espera
Não tenho o quê reclamar
Os pés estão bem na terra
Sonho em te completar
Estou aqui a sonhar
Que o meu corpo seja teu
E o meu coração o teu altar
Quero ser um oásis a te saciar
Intensos filhos de Gaia,
e atrevidos no Olimpo,
Furtivamente colho o teu beijo,
doce não resisto;
Acaloradamente e terna provoco
o teu instinto...
Protegidos por Deméter,
travessamente no Olimpo,
A minha nuca coberta pelo teu beijo,
doce te excito;
Apaixonadamente estou em tuas mãos,
te mordisco.
Acompanhados por Perséfone,
vagarosos no Olimpo,
Os meus seios nas tuas mãos
são um punhado de trigo;
Sinfonicamente doce atingiremos o paraíso,
predestino.
As três deusas são por nós dois,
já somos de nós dois,
Somos mistérios revelados,
e ainda não consumados;
Eles hão de nunca serem suficientemente
descobertos.
Sob a proteção do Olimpo,
juntos somos apenas dois meninos,
Divertidamente nos seduzindo
como os astros seduzem a orbe,
No nosso Universo tudo é repleto
- nele tudo pode -
e nos sacode;
Somos duas oferendas no Olimpo,
e perfeitos Mistérios Eleusinos.
A despedida
da tarde soprou
as nuvens
com suavidade
e fez percussão
com as folhas
do sublime
bosque do deserto.
E pensando em ti
a todo instante,
não desistirei
custe o que custar
de ir em tua busca
nesta noite
de luar brilhante.
O interessante
é o quê sinto
e já é imenso,
e sei que ainda
não te conheço;
algo forte vem
me dizendo
que és todo meu
e a você pertenço.
Querendo viver
uma vida normal
ouvindo o som
de Miss Anthropocene
na minha sala
ao redor deste
isolamento social,
Parece piada
por aqui eu li
que 'o dilema
é bíblico',
há quem defenda
trabalhar,
há quem defenda
ficar em casa,
e até agora nada
está resolvido;
Apenas o quê
me resta é
ficar reclusa,
dançar a música
na mais plena
figuração
da linguagem,
escrever poemas
sobre a Lua
para não morrer
de doença
ou ir para a cadeia,
Esperando sigo
perguntando
qual será a próxima cena,
porque quem lambe
a borda da taça,
a alma não cala
e não busca
por 'indulgência' barata.
Bem que os beijos meus
poderiam ter
asas para buscar os teus,
(Ou poderiam mesmo
até o oceano cruzar),
Do báratro escuro
que ardente oculto
para nele você se perder,
(Sem chance de fugir
ou querer regressar),
Mais forte que o passamento
para você de mim
nunca mais esquecer,
(Ou de dentro de ti vir
a tentar me apagar),
Tão méleo quanto
o mais puro dos sentimentos
para você se viciar,
(Sem querer cheguei
para em ti morar),
À espreitar a cada
um dos meus passos
como um lobo da estepe
do Oeste da Anatolia,
(Doses de café,
desejo e melancolia);
Indomável como o mar
em intermitente luar
feito a sagração poética
da primazia da primavera.
sádica
Sádica!Ficas feliz com o meu sofrimento?
Por puro prazer alimentaste o meu sentimento!
Sabes que tuas palavras não voam com o vento.
E agora, te glorificas por me veres no abismo.
Minha dor maior é lembrar-me de teu cinismo,
E perceber como fui cego e louco,
Louco por acreditar que realmente me amava.
Mas, como poderia imaginar,
Que minha amada...
Era sádica!
Quantas juras de amor trocamos,
Quantos planos fizemos,
Por que me enganaste com tanta frieza?
Será por que já sabias...
Que eu sou um irônico?
Xis
Não me perdi numa ilusão. Perdi-me
Na incoerência, entre os devaneios
E no poço sem razão encontrei-os
Débeis, onde a cortesia os oprime
E num inconsequente e fatal crime
Duma imaginação, tive sonhos feios
Onde a inspiração de olhares cheios
Da mesmice, deixou de ser sublime
Mas há tempo no bem, compreenda
Não só os que se tem, - os fugitivos
Os da fé do amor que não nos infama
São tais como o andejar de uma lenda
A alma terá sempre os homens vivos
No afeto, ardentes como uma chama
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018, 14
Cerrado goiano
Meu problema é querer abraçar o mundo dos outros
E nunca estar disposta a abraçar o meu.
É ter tempo para dor do outro e o outro nunca ter tempo para minha.
É sempre estar presente
E sentir a dor da ausência quando preciso de presença.
É dizer que estou bem
Quando estou me quebrando por dentro.
É quando sou sanidade se preciso ser loucura.
Meu problema é quando enceno ser uma princesa, tentando ser perfeita, esquecendo que meu brilho estão nos defeitos.
É querer não ter problemas e fechar os olhos para vida.
Meu problema é ter medo e me deixar dominar por ele.
sentimento contemporâneo
Varrendo a sujeira para de baixo do tapete
Local aonde já tem muito pó
Em cima dele pessoas sorridentes
Tudo está tão normal e comum que vamos seguindo a vida
Mentiras e incertezas por toda parte
Olhos fechados, não só eles
Não sentimos o cheiro da ameaça
Não ouvimos o grito do medo
Ignorando qualquer sinal de fumaça
Estou com medo do que a seguir
Não temos caminho
Perdidos no tempo que já foi bom.
Segredos aos Ventos
Vamos lá, fale bem alto para todos ouvirem
O seu medo calará a sua voz
Está perdendo o amor que existe aqui dentro
Tão puro e genuíno
Ele está cansado de ficar aqui no meu coração
Ecoando na parte mais escura
Vamos lá, grite !
Você não consegue, não quer
Nos amamos em segredo
Mas calma, o vento tomará esse amor e o levará embora
Só irá restar o corpo, a parte menos importante
Pois com o vento, mantido em segredo o meu sentimento vai estar.
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