O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro

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Seu silêncio também me toca.
Fica entre nós como uma mão.
Não sei se é medo ou desejo,
mas sei que me chama.
Aproximo o rosto,
espero sua decisão.
O amor é este lugar
onde o sim precisa ser inteiro.

Sei por onde ir.
As folhas coloridas
do meu outono
enveredam,
ímãs perfumados
de poesia,
na bússola
do meu caminhar.
✍©️@MiriamDaCosta

Não sei o que você viu em mim,as palavras dela ainda ecoavam em meus ouvidos,então pensei,pois é tem tanta gente interessante por aí,mas logo meu coração disparou:
Você viu nela tudo que te faltava,a alegria nos dias tristes,a risada gostosa que se espalha pelo ar,sua leveza de menina moleca,mas que esconde uma mulher. encantadora,a doçura de sua voz que me faz sonhar .
Ela é caos disfarçada de calmaria,chegou sem pedir licença e invadiu todos os lugares vazios que encontrou.
Foi assim que vi muito além do que os outros viam,pude ver a beleza de sua alma,que apesar das cicatrizes,reflete a luz da sua essência,e ouso dizer que virei poeta por sua causa.
Eu vi AMOR,e vai ser sempre amor,pois meu coração te escolheu pra ser meu par por toda a eternidade.

AS FORMAS DO MEU AMOR X
Não sei exatamente os dias que se passaram Mas sei o vazio que fica dentro de meu coração
Os momentos que te via não se apagaram Como vou amar você, motivo dessa paixão.


Lembro o dia que passei por você
Um momento inesquecível
Te admirei de um lugar distante
Uma bela beleza mas o teu sorriso, ali, fascinante.


E tive algumas oportunidades que não aproveitei
O medo se encorajava mais que a coragem Essa aflição comigo vou levando
E com o seu amor continuarei, sem.


Tento entender minha alma complicada Quando distante grita por você
Minha alma ainda não foi amada
Mas perto de ti sofre calada.


O seu sorriso é o motivo de não desistir
E o dia que te conquistar
Então nesse não voou partir
O sorriso vou vê-lo e cada vez mais vou te amar.

Não trago riqueza ou bens materiais,
não trago beleza ou tristeza,
mas sei e tenho certeza,
que o ar que eu respiro tem oxigênio e amor.

Dente ciso


Demétrio Sena - Magé


Quero só me vencer; a mais ninguém;
mas não sei nem por onde começar;
ter alguém pra poder me dividir
pode ser o lugar da própria cura...
Só não posso eleger por minha conta;
intuir; atirar-me feito anzol;
ser aquela missão já pronta e posta
como sol que o deserto não pediu...
Ninguém vai acolher, tomar pra si,
qualquer drama tardio; sem aviso;
dente ciso na boca já completa...
Todos têm uma luta, o próprio luto,
outro duto engarrafa o labirinto;
como hei de vencer pedindo colo?
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Há um ruído antigo em mim — não sei se nasce do peito ou das paredes internas. Um som que pergunta, sem mover a boca, se minha presença é respiro ou incômodo. Não pergunto aos outros; pergunto ao silêncio. E ele sempre responde: depende.

Depende de quê?
Talvez da sombra que ainda carrego — essa que aprendeu a duvidar do que é oferecido com ternura, como se o afeto tivesse validade curta.

E não é por falta de amor; não faltou.
É que, em algum ponto sensível da minha história, aprendi que tudo pode virar silêncio sem aviso. Cresci assim: não desconfiado das pessoas, mas das marés. Meio alerta, meio cético, inteiro faminto do que é seguro.

Há em mim um eco que hesita diante do amor mais evidente — não por falta de provas, mas por excesso de memória. Uma parte minha vigia a porta mesmo quando não há perigo.

E o curioso é que eu sei que sou querido.
Mas há uma porção antiga — leal às dores que sobreviveram — que pergunta: “e se for só gentileza?”

Às vezes imagino que essa dúvida é um animal. Mora em mim. Cheira o amor antes de deixá-lo entrar. Rosna quando alguém chega perto demais — não por recusa, mas por medo de desmanchar.

E a cura?
Talvez seja deixar esse animal cansar.
Permitir que o amor chegue devagar, até o corpo entender que não é ameaça: é colo.
Ou aceitar que essa dúvida é profundidade — alguns de nós amam em camadas, e o afeto precisa atravessar labirintos para chegar ao centro.

E no meu centro existe um lugar que sempre soube que sou amado.
Mas às vezes ele cochila — e o mundo fica estrangeiro.

Basta um olhar verdadeiro para tudo despertar.

E eu lembro, mesmo que por instantes:
não estou sendo tolerado, há morada nos amores que me abraçam.

(“O lugar onde o amor cochila”)

Não sei se o destino escreveu nossos nomes
na mesma página,
ou se o universo apenas cruzou
duas almas cansadas de procurar.


Só sei que, desde você,
o impossível deixou de ser lenda.


As bruxas passaram a existir,
as sereias deixaram de ser mitos,
e os feitiços ganharam o teu nome.


Porque há pessoas
que chegam como passagem.


Você chegou como permanência.


E, se um dia me perguntarem
qual foi o maior risco que corri,
não direi que foi amar.


Direi que foi encontrar alguém
capaz de transformar
o meu coração
na morada da própria alma.


Pois você continua sendo
o meu pensamento mais perigoso...


Não porque me destrói,
mas porque me faz acreditar
que existem encontros
que nenhuma explicação alcança.




Para: Bruxinha.

Fome de Teu Mistério!


Não sei que nome dar
ao que acontece quando você chega,
se é vontade de ficar
ou uma fome que o peito carrega.


Porque eu não quero somente te olhar,
quero entender o que existe em você;
cada silêncio, cada jeito de falar,
cada pedaço que ninguém consegue ver.


Quero saber teus medos escondidos,
as histórias que ninguém ouviu,
os sonhos que moram adormecidos
no lugar onde teu coração se abriu.


Quero o teu riso sem pressa,
teu silêncio quando a palavra faltar,
essa parte de você que ninguém confessa,
mas que eu tenho vontade de desvendar.


Talvez seja por isso que eu te queira:
não pela beleza que os olhos podem ver,
mas pela parte mais verdadeira
que ainda existe atrás de você.


Há em mim uma fome delicada,
que não pede para possuir;
quer apenas chegar mais perto,
até aprender teu jeito de existir.


Quero te descobrir devagar,
como quem lê o mar sem conhecer a maré,
sem arrancar segredo algum do lugar,
apenas entendendo quem você é.


E talvez seja esse o meu perigo:
quanto mais descubro, mais quero saber.
Quanto mais perto eu chego de você,
mais distante parece estar o fim.


Porque você não é algo que se explica,
é algo que se sente antes de entender;
uma vontade que não se justifica,
uma fome bonita de conhecer.


E se um dia eu disser que te devoro,
não pense que quero te prender:
é que existe tanto de você que eu adoro
que meu coração quer aprender a te ler.


Inteira.


Sem pressa.


Sem tradução.


Até que o teu mistério
encontre morada
dentro da minha imaginação.

"Não falo, só sinto"


Não digo o que sinto,
pois não sei dizer.
Mas sei que é preciso,
porém não consigo.


Sou conhecida como alguém
distante e fria.
Mas não sou assim,
só aparento ser.


Às vezes, gostaria
de ser vista como sou,
não como
acham que sou.


Isso é uma grande
loucura.

"Ao te ver, me encontrei"


Quando te vi,
algo em mim despertou.
Não sei quem você é,
mas algo em você
me chamou.


Talvez seja por causa
dos seus olhos castanhos
ou do seu sorriso,
radiante e brilhante.


Não conheço seu mundo,
mas queria fazer parte.
Porém, não faço,
e compreendo.


Esse sentimento
me traz paz.
Por isso me sinto
tão leve.


Penso em você,
imagino você,
desejo você,
mas sei da realidade
e do que acontece nela:
não passamos
de dois estranhos.

Esforca-te
até o teu limite,
não basta tentar,
sei que tu
és forte
e ainda estás
por atingir
o ímpeto vital;
Depois...
Bem, depois
continue sendo você,
siga avante
com calma
de guerreiro
e coração
de gigante.

O pôr do sol que traz lembrança
Renova então, a esperança
De um dia enxergar
A vida que não sei viver

⁠PAIXÃO SECRETA

Sei que apesar de ser um homem experiente de 38 anos, tornou-se refém de algo conflituoso: desejo, respeito e receio de quebrar algum tipo código de honra e magoar de alguma forma meu coração de menina mulher.
Posso ser apenas uma garota de 22 anos, mas estou verdadeiramente enamorada, encantada por ter feito de mim a musa de seus poemas, de ser a dona dos seus pensamentos e desejos de uma paixão secreta.
Saiba que também te quero, que fui tomada por uma explosão de sentimentos contraditórios, tenho medo desse querer... e ao mesmo tempo te desejo loucamente, anseio seus beijos e carícias.
Me tome em seus braços e me conduza, me mostre o caminho sem culpa e me faça mulher.
Quero suas mãos frias e trêmulas percorrendo todas extensão do meu corpo. Permita-se viajar na sutileza delicada dessas curvas. Não diga nada, apenas me beije como se fosse eternizar esse momento, feche seus olhos, esqueça a menina, apenas sinta essa magia entre duas pessoas que se querem mais que tudo nesse momento, e que apenas as rosas estampadas nos lençóis sejam testemunhas de um poema consumado.

Preciso ver o sol.
Ele se escondeu atrás das nuvens.
Não consigo mais vê-lo, mas sei que ele ainda está lá. Ainda existe, mesmo que meus olhos não consigam alcançá-lo.
Mas, às vezes, parece que ele nunca mais vai voltar a brilhar.
O dia se tornou frio, cinza.
E esse frio me congela por dentro. Não consigo me aquecer, não consigo me mover. Sinto um cansaço profundo, como se meu corpo já não tivesse forças. Meu coração está sobrecarregado, minha mente não consegue pensar com clareza e até respirar parece difícil.
Então me pergunto: será que consigo suportar esse frio até o tempo mudar? Até as nuvens passarem e o sol finalmente ressurgir, aquecendo novamente a minha alma?
Eu não sei.
Só sei que ainda procuro por ele.
E preciso que ele volte o mais rápido possível.


Priscila de Araújo

Meu passado é pesado demais. Por isso, não permito que ninguém entre. Sei que dividir esse fardo seria condenar outra alma a carregar um peso insuportável, imensurável, impossível de compreender por inteiro. Nunca permitirei que alguém sofra o que carrego em silêncio, ainda que, para isso, eu precise assistir à felicidade partir mais uma vez. Há dores que preferem a solidão, porque amam o outro mais do que a própria possibilidade de serem salvas.


- Tiago Scheimann

Sou movido por emoções.
Não sei viver no meio-termo, sou 8 ou 80.
Sinto o mundo com intensidade, porque sentir menos seria deixar de ser eu.


Priscila de Araújo

Ainda há tanta dor em mim, que já não sei mais como disfarçar

Será que um dia ela irá, ao menos, amenizar?
A solidão é um caminho longo.
E, confesso, ainda estou tentando aprender a caminhar por ele.

Sinto falta dos abraços.
Falta do que assistiríamos mais tarde, da sua voz nos chamando para jantar.
Agora, é só um vazio.
Um silêncio sem sorrisos, uma imensidão de dor, e o medo das lembranças que ainda virão.

A solidão é fria. É escura.
Tenho lutado para não deixar minha lanterna sem bateria,
porque ela é a única esperança de que um dia eu encontre algo — ou alguém — para me conectar de novo.

Estou exausta da dor que o mundo insiste em trazer.
Não estou suportando te perder.
E, sinceramente, não sei se irei suportar me despedir pela última vez.

Mas, dessa vez, mesmo com o peito rasgado,
eu decidi enfrentar a solidão.
E talvez, nela, eu consiga fazer o amor que sinto por você continuar existindo de alguma forma.

K.B."

Já não sei mais oque fazer...
Do um amor.. atenção.. carinho.. lealdade..
E mesmo assim , a pessoa muda de personalidade sem ter motivos.. diz existir mais nunca me aponta o motivo e isso tá me deixando doente .. de tentar ser o melhor possível pra alguém que não enxerga que está só maltratando a nós mesmos sem motivos..
Tem tudo pra viver bem mais não vive em paz..

“Não sei onde estou. Se alguém encontrar este diário, não siga minhas pegadas. Elas não estão me levando para casa.”
LIVRO: O Que Devora no Deserto — Contos de Terror de Lendas Esquecidas — Vol. 2
Marcos Elias Antunes