O meu Amor foi em Vao
Meu som ficou diferente, refinado, acho que foi o conhecimento adquirido hoje faço a letra juntando o campo harmônico no tom na rima ela flui naturalmente quando termino penso, é, isso saiu de mim quase nem acredito.
Eu estou perdida.. não sei mais em quem confiar, meu segredo foi revelado logo iram me encontrar pra enfim me julgar
Arte
O meu sentir sempre foi uma arte, mas não daquelas que você compreende. Pois sou toda abstracionismo lírico, não se pode comparar com essa realidade. Tudo que represento é sobre meu exterior, o máximo que você pode fazer é admirar, pois o definir não cabe em mim.
Meu lugar preferido, sempre foi dentro de mim.
Agora, mais do que nunca, vivo em meu mundo interior.
Aqui dentro é quentinho, aconchegante.
Em tempos de pandemia, tenho sido a minha companhia.
Confesso que às vezes, a “nossa” convivência não tem sido fácil.
Nada como algumas boas discussões que deságuam em consensos,
porque, quando nos deparamos conosco, nos olhamos profundamente nos olhos. Nesse momento, sabemos exatamente como agir em determinadas situações, apesar de protelarmos em nossas ações, quando contrapõem o nosso querer.Ainda assim, amo as discussões que tenho comigo.
São nessas horas que me enxergo, me consolo, me cuido.
Tenho me criticado, condenado, me defendido e absolvido.
Numa intrigante forma de comunicação com os meus detalhes.
Vejo-me em fragmentos humanos, para compreender o outro.
Derramando lágrimas de amor por mim, para que eu o ame.
Conhecendo-me em gotas, para o entendimento diário de ti.
Estar apaixonado significa fraqueza?
Me sinto frágil.
Desculpe, o meu escudo foi corrompido pelos olhos mais intensos, e puros de todo esse mundo.
Nada mais importa agora
Você foi embora e eu fiquei tão só
Sigo, sem saber meu rumo
Eu não me acostumo sem você aqui
De que vale ter tudo na vida
De que vale a beleza da flor
Se eu não tenho mais teu carinho
Se eu não sinto mais teu calor
Hoje, eu estou tão livre
Posso amar a quem quiser
Mas nada me interessa
Mesmo que ofereça
O mundo aos meus pés
De que vale ter tudo na vida
De que vale a beleza da flor
Se eu não tenho mais teu carinho
Se eu não sinto mais teu calor
Sei, outro alguém te ama
Pensa que você já me esqueceu
Mas ao senti-lo perto
Tudo é tão deserto
Você pensa em mim
Para juntar meu corpo ao seu e dar um laço foi preciso um só um abraço. Para sentir o gosto do desejo bastou um simples beijo. Se o amor alimenta o poeta faço de sua imagem a refeição mais bela. E pra minha chama arder até o infinito preciso apenas do seu sorriso.
o mundo gira e eu estou parado
Essa de ficar parado nunca foi meu forte
Gosto de me mover e agitar as massas
Bom é ir dormir só depois que mundo acorda.
PauloRockCesar
Vou te confessar, perdi meu chão agora
Difícil acreditar que você foi embora
Eu fui ligando os fatos até perceber
Vou tentar continuar a vida sem você
Espelho, espelho meu, mostre-me o que eu ainda não sou capaz de ver.
E adivinha qual foi a resposta do espelho?
Apenas um reflexo de um ser.
Meu pai.
Meu pai nasceu em 1919 e teria hoje, se fosse vivo, 101 anos.
Infelizmente ele se foi em 1999 portanto há vinte e um anos.
Tenho vagas lembranças de como teriam sido os primeiros anos da sua vida pelos seus relatos já quase esquecidos.
Para falar a verdade, é dificílimo imaginar meu pai aos cinco, dez ou quinze anos, vivendo na cidade de São Paulo onde as novidades o teriam deixado tão surpreso, como para mim o advento da televisão colorida em meados dos anos setenta ou a internet nos anos noventa.
Naquela época as grandes novidades devem ter sido a chegada ao Brasil dos primeiros carros, a popularização do rádio e o acesso aos primeiros cursos universitários.
Meu pai contou que o primeiro carro que meu avô comprou, um Ford 1929, da sua alegria em ter um rádio e de como ele conseguiu fazer à noite, o curso de ciências contábeis e atuariais da Faculdade Álvares Penteado do Largo de São Francisco.
Tempos difíceis, dizia ele que vivenciou o gasogênio, tinha dificuldade em saber das notícias internacionais pelo rádio e tinha que chegar em casa, por imposição do meu avô, obrigatoriamente às nove horas da noite, ainda que as aulas terminassem depois desse horário.
É bem verdade que ele tinha certas regalias que a maioria dos jovens não tinham . Ele já podia dar suas voltinhas com o carro da família uma vez que desde os dezoito anos ele é quem dirigia porque meu avô tinha dificuldade para fazê-lo, para não dizer que dirigia muito mal.
Foi numa dessas voltinhas pela Rua Frei Caneca que ele viu pela primeira vez a minha mãe. Deve ter sido um impacto fulminante porque a minha mãe era seguramente a garota mais bonita de toda São Paulo. Prova disso, são as fotos que sempre publico.
Além de linda, minha mãe dançava balé, era formada em música pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e dava consertos públicos aos dezenove anos de idade. Sua educação foi primorosa. Era a mais bonita, a mais inteligente e a primeira filha mulher. Ouvi dizer que era o xodó do pai e da mãe com muita razão.
Segundo meu pai, a troca de olhares foi rápida, as primeiras conversas furtivas e o namoro alguma coisa perto de uma história de terror uma vez que o meu avô era um português no mínimo turrão.
Quando meu pai foi pedir minha mãe em namoro, a conversa teria se tornado um desafio uma vez que meu avô disse que com filha dele ninguém brincava e que ele não admitiria namoro ou noivado prolongado.
Quem conheceu meu pai sabe que o sangue espanhol dele fervia nas veias quando era confrontado e ele teria perguntado ao meu avô quanto tempo seria suficiente ou demasiado e meu avô teria dito que não poderia demorar mais que seis meses.
Oh! Deus! Imagino a cara do meu pai, que esperava autorização para ir ao cinema com minha mãe na companhia de alguma irmã e sair de lá noivo para casar.
Segundo relatos fidedignos, meu pai teria imediatamente marcado a data do casamento para daí a quatro meses e o grande problema nem foi esse e sim contar para o meu avô, o seu pai que ele casaria no final daquele mesmo ano.
Houvesse esse termo naquela época e eu diria que “a casa caiu”.
Meu pai me contou a condição imposta pelo padrasto para que ele se casasse seria ir morar em Vera Cruz, uma cidadezinha do meio do Estado de São Paulo, que hoje tem uns de dez mil habitantes, naquela época só uma rua pequena e sem saída.
A minha mãe me contou que foi uma correria louca. A noiva tinha que fazer o enxoval, e promover a festa e o dinheiro mal dava para o dia a dia da família Pacheco.
Apesar dos pesares meu pai e minha mãe casaram-se dentro dos escassos quatro meses. O vestido da noiva era uma obra-prima, a festa foi perfeita e até pouco tempo, havia em casa alguns lençóis de puro linho do enxoval original. No mais, eu estou aqui para contar essa história louca e verídica.
História do cara mais incrível que eu conheci, meu pai Antônio Guzman Mariscal.
Contabilista rádio amador, criador de pássaros de canto, espanhol esquentado, homem íntegro e honesto que fez tudo que podia pelos filhos, do qual eu me orgulho de ter muitos princípios. E o nome Guzman.
... foi uma trova que sonhei...
se embala
em meu crespo...
se embebeda
em meu jeito...
me aquece em teu leito
e me deixa
te
beijar...
Estávamos assim, frente a frente,
Eu e o meu eu lírico,
foi um intrigante discussão...
Há tempos que ele me cobra,
me intimida, incomoda.
Sua primeira pergunta...
Que tal transformar a dor em flor?
Eu cego, no meu ego, franzi a testa e respondi...
Não consigo falar, sem a mim observar.
Só sei falar de mim,
da minha própria dor, do meu desamor...
Meu eu lírico, triste, decepcionado,
Colocou-me contra a parede e propôs-me um desafio...
Tente, ao menos tente, seja o que vier na mente.
Aprenda a flutuar, ao escrever sejas tudo. Permita-se.
Antes que eu lhe perguntasse, nem mesmo deixou que eu falasse,
Transportou-me de mim mesma, a ser outras coisas,
a ter outros olhares. Olhe em volta! Veja os versos!
Dos poetas que admiras. Eu, o eu lírico, sempre estou.
Num poema sejas flor, no outro, um gato
ou qualquer outro bicho…
Seja uma dama recatada…
Em outro uma amante debochada…
Fale como se fosses um nobre Cavalheiro,
ou quem sabe sejas, um bêbado na estrada…
Criança, adulto ou idade avançada,
liberte-se e escreva sobre tudo!
Seja o que desejares, o que na escrita te inspirares!
Na natureza sejas tudo!
Fogo, água, ar, tempestade!
Sinta e seja todos os sentimentos,
para uma escrita intensa, fundamentada.
Fale de fé, com cuidado e respeito,
fale do bem e fale do mal.
Eu já sem fôlego, entusiasmada e o eu lírico?
Não parava, pois, era infinito o seu ser,
e queria a minha escrita ampliada!
Enquanto ele falava, eu fechava os olhos
e tudo imaginava.
Desejando que ele nunca mais se calasse.
E segui caminhado na imaginação da minha estrada,
passando por eles, todos os personagens,
que na caminho me esperavam.
À medida que eu andava, percebi,
eu e o eu lírico éramos um,
ele era tudoo que eu internamente desejava.
E todos os meus futuros poemas,
há tempos moravam em mim.
Você me pergunta sobre como foi meu dia
E eu te respondo somente a meia noite
Mas pelo menos ofereço a sinceridade
De quem está caindo e eu estou
E não me agrada mais
E não me agrada
A simetria é tão sem graça
E muito tosca
Minhas memórias.
A lembrança do seu sorriso foi intenso
Tirou o meu sono, deixou-me sofrendo
Como faço para reviver aquela lua cheia?
Estou desejando-a tanto, não consigo conter tamanha abstinência
Agora entendo minha condolência..
Noites se passam, e o seu olhar em minhas memórias
Conseguem brilhar
Mais que a lua
Pode parecer exagero
Mas é a verdade nua e crua
Os seus detalhes eram invejados pelos mortais
Cobiçados pelos animais
E amado por mim
O homem que nunca quis machuca-lá
Pelo contrário, apenas quis toca-lá
Onde ninguém jamais conseguiu.
Foi tocando a tua alma que eu me redescobri: estive em teu passado, vives em meu presente e, no futuro, lá estaremos seguindo e se amando... Sempre!
