O Homem Ruivo e o Passarinho
Eu gostaria de ser um ninho, se tu fosses um passarinho
Eu gostaria de ser um lenço, se tu fosses um pescoço e estivesses com frio
Se tu fosses música, eu seria uma orelha
Se tu fosses água, eu seria um copo
Se tu fosses a luz, eu seria um olho
Se tu fosses um pé, eu seria uma meia
Se tu fosses o mar, eu seria uma praia
E se tu ainda fosses o mar,
eu seria um peixe e nadaria em ti
E se tu fosses o mar, eu seria sal
E se eu fosse sal,
tu serias alface,
um abacate ou, pelo menos, um ovo frito
E se tu fosses um ovo frito,
eu seria um pedaço de pão
E se eu fosse um pedaço de pão,
tu serias manteiga ou geleia
Se tu fosses geleia,
eu seria o pêssego na geleia
Se eu fosse um pêssego,
tu serias uma árvore
E se tu fosses uma árvore,
eu seria tua seiva
e correria em teus braços
como sangue
E se eu fosse sangue,
viveria em teu coração.
E Se Um Passarinho Eu Fosse?
E se um passarinho eu fosse?
Se eu pudesse para longe voar,
Se eu sentisse o vento em meu rosto,
Enquanto estou no ar,
Se toda manhã ao acordar,
Eu pudesse simplesmente cantar,
Se eu pudesse desta gaiola me soltar,
E descobrir que nessa grande imensidão,
Há lugares em que não há escuridão,
Será que finalmente voltaria a ser feliz?
De que maneira podemos desejar a paz entre as pessoas se o passarinho na gaiola do vizinho implora há anos para ser solto, somente por cometer o“crime” de cantar belamente? E, aos domingos, levamos nossas crianças ao zoológico para contemplar a prisão de criaturas inocentes?
Ei passarinho
Já não te ouço
Faz um tempinho
Se em outra árvore
Fez seu ninho
Sei que não cantas
Mais sozinho
O que será que o passarinho conversa
com a flor para conseguir seu beijo molhado?
O que será que o mar murmura para a areia antes de lamber-lhe?
O que será que o sol pensa ao se por lá no horizonte?
O que será que o vento tanto grita em nossos ouvidos?
E o furacão quando vomita suas larvas será
que é porque acordou de mau humor?
E aquela estrela pertinho da lua o que será que cochicha?
E o céu sempre a nos fitar lá do alto?
-Será que ele entende que a nossa Inteligência
é tão Artificial que não consegue decifrar NADA?
Será?
Haredita Angel
01.08.24
O Bicudinho-do-brejo
é um passarinho romântico
de uma parte do meu Sul
magnífico e poético
em dias com ou sem Céu azul.
Com igual alegria de passarinho
no meu coração resolvi
construir para nós um ninho
feito com amor, carinho
e enfeitado por beijinhos.
O Bicudinho-do-brejo com
a sua persistência inspira
vivendo nos mangues, alagados,
pântanos e capins altos,
segue ensinando que os caminhos
não é e nem nunca serão
o do desânimo e da desistência.
Com o Bicudinho-do-brejo
e seu voo baixinho é possível
se movimentar, ir longe
viver o quê se pode hoje
e seguir amando sempre.
Observando a rota mística
do Bicudinho-do-brejo
aprendi que nem mesmo
o mau tempo pode fazer
com que queiramos menos
e que percamos a fé na vida.
Um passarinho estava voando pelos imensos céus,voando e voando,quando derrepentemente bateu-lhe aquela saudade do passado,ele havera de tomar uma decisão muito triste,que foi abandonar todos seus companheiros. Quando pensou em voltar,ouve uma tempestade,por ali o passarinho passou,horas,e mais horas esperando a tempestade passar. Quando estava voltando,muito cansado o passarinho continuou voando e voando... Foi então que ele chegou a terra onde viveu todos os seus melhores momentos,e aí se perguntou : '' - Onde há de estar todos os meus amigos '' ? Foi então que veio uma voz e lhe disse : Enquanto estavas voando num mundo de egoísmo e amargura estávamos nos preparando para viver em coletividade e alegria,então todos os seus amigos se prepararam para ser feliz,enquanto o passarinho por ali ficou,sem comida,sem água,sem casa,e sem companhia.
Não temos um apartamento, uma casa ou um lote, não temos um cachorro, um gato, um passarinho, sequer um peixe, não temos nada que nos prenda... A única coisa que nos une é o que sentimos um pelo outro... Então penso que temos tudo, tudo aquilo que vale e que faz tudo valer a pena... Temos o que cabe entre os braços, em um abraço...
Eu quero tirar as correntes que prendem meus pés
ser livre como um passarinho livre pra voar
eu não quero saber o risco que estou correndo
pois minha vontade de viver fala mais alto que a covardia de não tentar.
Solidão
Minha alma está triste
Passarinho sem alpiste
O vazio que nela brota
Eu escondo ninguém nota
Este âmago sonata
Este circo sem acrobata
Alma e coração latente
Choram a canção cadente
Qual a cura, o remédio
Que me livra deste tédio
Para eu dormir tranquilo
Qual abrigo, o asilo
Que aceita a minha dor
Para a fórmula do amor
