O Homem que Nao se Contenta com pouco
"Quando pai eu me tornei, a tradução maior encontrei, mais gratificante, prazerosa e bela
para definição da palavra homem."
SOLITÁRIO
Um solitário dirige-se a algum lugar,
Está tão taciturno em seu caminhar,
Que parece perdido em pensamentos,
Fico um breve instante a imaginar,
O peso de seus tormentos.
O semblante dele tão carregado,
Que esqueço de meus sofrimentos,
Ainda que por um breve momento,
Me deixa de certo modo aliviado.
A rua deserta o torna mais solitário,
E nesse imaginário,
Me pus a divagar,
Quais planos está a sonhar?
Nunca vi antes esse homem,
Mas me lembrou alguém,
Talvez a mim mesmo em outro lugar.
Não sei se passado ou futuro,
Mas neste caos do presente,
Prefiro estar ausente,
Do meu eu inseguro.
O solitário a esta altura,
Já dobrou a esquina,
E encerro essa rima.
Nem um chefe poderoso, um homem que já amei, um parente que respeitei ou qualquer um tem direito de me diminuir jamais.
Gregório acredita ainda que o homem é um microcosmo do universo, nele encontramos correspondência entre o corpo humano e o universo. Mas o homem não é a imagem do universo, mas a representação de Deus e como tal está situado acima de todas as outras criaturas do mundo.
"Enquanto o homem existir neste planeta a natureza será o seu banquete servido em um prato cheio, será dela que ele tirará suas riquezas, e no fim de tudo, será ela que irá destruí-lo"
O tempo passa e por vezes esquecemos: a vida é muito frágil. Em um segundo tudo pode mudar, em um dia dito normal uma pessoa já sem sua humanidade pode cessar com o teu direito a vida!
E assim penso: não só a vida é frágil, como a racionalidade do homem também é. Escolhemos ser bons, escolhemos ser maus, escolhemos ser corajosos e escolhemos ser covardes, todos devemos arcar com as nossas escolhas. O problema é que muitas vezes as escolhas más e covardes interferem nas escolhas e direitos dos outros, como o de viver, por exemplo, e é neste momento que vemos o quão frágil é a nossa existência.
Meus pêsames aos familiares das vítimas do caso Suzano.
A incitação ao pensamento filosófico pressupõe uma via de duas mãos, afinal, se em uma conversa orientada à reflexão os indivíduos fazem, cada um, um monólogo semi-interativo, onde há uma cusparada bilateral de ideias, sem sequer ter espaço para os pontos de reflexão apresentados pelo outro serem objetos de pensamento, temos que esta dita conversa não pode ser considerada "reflexiva". Algo assim se torna uma guerra cega, travada através de palavras, tendo como sua justificativa o "eu estou certo", e como seu fim a perda do respeito pelo outro.
Existe um pensamento de que a filosofia é algo exclusivo para determinado grupo de pessoas. Pessoas que "possuem uma sabedoria superior". Isso é uma bobagem! A filosofia é dotada da racionalidade, e a racionalidade é algo que todos os homens possuem, ou ao menos dizem possuir.
Aquele que estuda e possui amor ao conhecimento vai estudar e vai amar o conhecimento cada vez mais. Já o idiota que diz estudar e não tem amor ao conhecimento vai tentar mostrar sua falsa intelectualidade para os outros cada vez mais.
Apesar de estarmos vivendo na era da informação, tornou-se muito difícil dizer algo, ser visto e acima de tudo compreendido. Vivemos em uma era que apesar de ser cheia de tecnologias é também cheia de ignorância.
Música é com toda a certeza uma das únicas coisas que liga todos os homens, diretamente através de algo sensível, que seja a alma, que seja o que você quiser, mas isso realmente acontece.
A música é algo tão profundo que consigo imaginá-la parando guerras. Imagine os alto-falantes tocando as músicas que mais tocaram a sensibilidade dos homens que lá estão lutando... Consigo imaginar eles se ajoelhando e chorando, depois se abraçando e lamentando, e enquanto isso aproveitando a beleza que é uma música.
